‘Yo no creo en brujas, pero que las hay las hay’

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Redação Jolivi

Redação Jolivi

29 julho 2021

Redação Jolivi.

O CEO da Jolivi, Daniel Amstalden, fala sobre a terceira dose da vacina da Covid-19 e a indústria farmacêutica

*Por Daniel Amstalden

Caro leitor, cara leitora

Em 2009 e 2010 eu cursei um MBA em gestão empresarial. 

Nada muito especial, mas era o que  havia em Campinas/SP à época. A escola ficava a duas quadras da minha casa, então quis pagar pra ver – literalmente.

Lembro que em uma das aulas, sobre como maximizar seu faturamento, um dos meus professores exemplificou como uma mudança na legislação pode mudar o rumo de um negócio.

A depender da “sorte” da empresa, às vezes ela pode catapultar seu faturamento e seus lucros. 

Recentemente me deparei com as inúmeras chamadas nas redes sociais e em grandes sites de notícias com a possível terceira dose para algumas vacinas do coronavírus.

Pode ser que eu seja muito “cringe” já no auge dos meus 42 anos, mas quando ouço a palavra vacina, logo penso em um antídoto que te blindará de um problema de saúde para toda a vida.

Sim, imunidade para toda a vida é o que eu tenho como conceito quando penso em vacina.

Então, quando me deparo com “estudos” sobre terceiras doses, preparados pelos próprios laboratórios que vendem as “vacinas”, logo penso — tem boi na linha aí. 

Para deixar bastante claro, sou completamente a favor da imunização da população, desde que a vacina cumpra seu papel imunológico e social como deve ser – a exemplo das várias doenças do passado exterminadas com a aplicação de vacinas imunizadoras em definitivo.

Mas nesse caso específico, vejam que curioso…

Segundo o próprio site do Instituto Butantan, fabricante da Coronavac no Brasil, os estudos clínicos de fase 3 comprovam melhores números do que aqueles primeiramente aferidos no início dos ensaios.

São 50,7% de eficácia nos casos sintomáticos não graves — que são aqueles onde não se necessita de assistência médica. Ou seja, aqui você se recupera em casa, sem maiores complicações. 

E para os casos moderados e graves, que necessitam de assistência médica, a eficácia da vacina na realidade é entre 78% e 100%.

Então, pra que um indivíduo sem sintomas graves precisaria de uma terceira dose?

E mesmo para os casos moderados ou graves, cuja eficácia está entre 78% e 100%, será que uma terceira dose realmente contribui em alguma coisa?

Você deve estar pensando agora: “Mas, Daniel, os caras vão justamente testar isso! Deixa rolar. Se melhorar OK, se não melhorar ficamos como estamos.”

O problema todo é que qualquer avanço, por mínimo que seja, na prática não vai contribuir em quase NADA em quaisquer dos casos.

Sete remédios perigosos que as farmacêuticas querem que você engula? Sim, o Dr. Carlos Schlischka conta quais são

Melhorar algo naqueles sem sintomas graves não faz o menor sentido. Eles já não têm sintomas graves.

E melhorar alguma coisa nos pacientes moderados ou graves, cuja eficácia já se encontra entre 78% e 100%, parece-me meio ridículo.

É ridículo porque estatisticamente é impossível haver um aumento exponencial na eficácia da vacina, mesmo nesses casos. 

Se isso acontecesse seria um tiro no pé do próprio Butantan, do tipo “cagamos grandemente lá em 2020”.

Fazendo um loop com o início do meu texto, agora você já sabe como aumentar em 50% o faturamento do Butantan, apenas com uma potencial mudança na legislação apoiada “pela Saúde”.

Portanto, só me resta concluir que há outros interesses por trás disso tudo. 

“Yo no creo en brujas, pero que las hay las hay”.

Mas afinal, quem é “a Saúde” que encomendou o estudo?

Um abraço e saiba que estamos de olho!

Redação Jolivi

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29 julho 2021

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