Um chocolate ou sua independência até o fim da vida?

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Redação Jolivi

Redação Jolivi

12 novembro 2021

Redação Jolivi.

Olá, tudo bem?

Aqui quem fala é a Bruna Buzzo, editora do Dr. Alain Dutra, e venho conversar com você sobre um assunto importante: a minha e sua compulsão diária por doces.

Me diga uma coisa: quanto custa a sua felicidade? E a sua saúde?

Essa pergunta pode parecer muito íntima, mas às vezes recebe respostas muito práticas. 

Em um dia estressante, quem nunca apelou para um docinho no meio da tarde? Foi uma felicidade simples e que custou, talvez, R$ 2?

O açúcar da recompensa é um clássico. Ele traz coragem para um dia corrido, conforto para os momentos de estresse em casa e ainda funciona como prêmio depois de uma conquista.

Um companheiro fiel. Melhor que muita gente por aí, talvez você me diga. 

Você já deve ter percebido que não trago boas notícias sobre esse hábito tão frequente da “dieta açucarada”. 

Com base em tudo o que aprendi com os especialistas da Jolivi, eu realmente gostaria de sugerir que você investisse em novos amigos!

A questão é que, na correria do dia a dia, talvez você tenha trocado alguns bons anos de vida por um brigadeiro, ou chocolate errado. 

Pode parecer dramático, mas todo esse açúcar que você consome todos os dias, ao longo de anos, pode acabar “parando” em várias regiões do seu corpo: nas suas artérias, no seu pâncreas e até no seu cérebro.

Quando falamos em açúcar, o mais comum é pensar em diabetes. Mas você sabia que o Alzheimer, essa doença tão cruel e tão temida, já foi chamado de diabetes tipo 3?

Isso porque a diminuição da resposta à insulina, além de causar o diabetes, é também um fator de risco para suas memórias.

Resistência à insulina também é ameaça para o cérebro

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas. Sua função é transportar a energia dos alimentos do sangue para dentro das células.

Então, imagine que o docinho que você comeu foi digerido e se transformou em glicose, que nada mais é do que açúcar. Esse açúcar vai funcionar como uma espécie de combustível para as suas células. 

E para esse combustível entrar em cada uma das nossas células e ser transformado em energia, permitindo que seus órgãos funcionem, a glicose precisa de uma espécie de chave fabricada pelo pâncreas, que é justamente a insulina.

De forma simplista, a insulina é a chave que abre a fechadura da célula para a glicose entrar. Acontece que essa fechadura pode estar disfuncional por uma série de motivos e, com isso, as células se tornam resistentes à chave da insulina.

A comunicação não ocorre, o que deixa as células sem energia para desempenharem a sua função. A partir daí, a mensagem que chega para o pâncreas é de que ele precisa começar a produzir mais e mais chaves, para tentar dar conta da glicose que se acumula no sangue.

 

E essa glicose acumulada tem outro destino: ela se transforma em gordura visceral — aquela que fica em volta dos órgãos, age como um gatilho inflamatório e retroalimenta a resistência insulínica.

E o pior de tudo não é a gordura acumulada, que é sempre possível perder com algumas boas dicas de emagrecimento, mas existe outra coisa que se acumula pelo corpo, mais especificamente no seu cérebro: a proteína beta-amiloide.

De maneira bem resumida, podemos dizer que a beta-amiloide, quando em excesso, vaza pelo cérebro e acaba envolvendo toda a estrutura dos neurônios, atuando como uma espécie de sujeira que impede a comunicação entre essas nossas células cerebrais.

Os estudos mais recentes indicam que essa glicose e a insulina elevada no sangue podem aumentar rapidamente os níveis de beta-amiloide, abrindo caminho para todos os fenômenos cerebrais que resultam em patologias como as demências.

Viu como não era exagero quando eu disse que o docinho podia custar alguns anos de vida?

É uma conversa bem séria e delicada, e acabei até me estendendo por aqui, mas para não te deixar angustiado e querendo mais um chocolate.

Por isso, reuni algumas dicas que aprendi com o Dr. Alain Dutra para te ajudar a repensar seu consumo de doces:

  1. Aposte na canela – ela pode ser usada para saborizar e adoçar o café diário
  2. Coma mais alimentos gordurosos como abacate e óleo de coco – isso aumenta a saciedade e ajuda a controlar a ‘fome emocional’
  3. Não compre! (Pode parecer bobagem, mas, se você não tiver um doce à mão, não vai comer. Simples assim — e resista à tentação de sair para 

Essa é uma pequena parte do que o Dr. Alain Dutra vai mostrar nos próximos dias durante o especial Workshop Memória Blindada. 

Lembrando que o primeiro episódio vai ao ar na próxima quarta-feira, dia 17, às 8h da manhã. 

Quero participar do workshop gratuito que vai me ajudar a prevenir e até reverter a perda de memória

Vamos juntos?

Bruna Buzzo

Referências bibliográficas:

  • BODEN, Guenther et al. Effect of a low-carbohydrate diet on appetite, blood glucose levels, and insulin resistance in obese patients with type 2 diabetes. Annals of internal medicine, 2005, vol. 142,6: 403-11. doi:10.7326/0003-4819-142-6-200503150-00006
  • KINNEY, Jefferson W. et al. Inflammation as a central mechanism in Alzheimer’s disease. Alzheimer’s & dementia (New York, N. Y.) vol. 4 575-590. 6 Sep. 2018, doi:10.1016/j.trci.2018.06.014
  • HARIRI, Mitra; GHIASVAND, Reza. Cinnamon and Chronic Diseases. Advances in experimental medicine and biology. Vol. 929 (2016): 1-24. doi:10.1007/978-3-319-41342-6_1 
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12 novembro 2021

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