‘Todo mundo virou hipertenso’

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Mirela Leme

Mirela Leme

Coordenadora editorial

26 maio 2021

Coordenadora editorial

No Brasil, dados apontam metade das pessoas com pressão alta ainda não foi diagnosticada; sintomas são comuns e plantas medicinais e suplementos podem ajudar no controle

“De repente, todo mundo virou hipertenso”. Esta frase tem sido usada em tom de revolta por usuários das redes sociais porque a suspeita é que pessoas têm lançado mão de atestados falsos para furar a fila da vacina contra o coronavírus. O preocupante, porém, é que metade dos hipertensos no Brasil sequer sabem que têm o problema.

Recentemente, a vacinação contra a Covid-19 começou a ser aplicada em pessoas com comorbidades. Entre elas, pessoas com hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca, doenças neurológicas crônicas e muitas outras. A lista é extensa.

Mas, para além da corrida por atestados (infelizmente, os falsos) que têm sido foco de denúncias em todo o país, uma outra verdade preocupa mais os especialistas da JOLIVI: as pessoas que têm a enfermidade e não sabem.

Dados do Ministério da Saúde apontavam, lá no início de 2019, que 35% da população brasileira tem a pressão descontrolada, mas que metade das pessoas sequer foi diagnosticada, o que aumenta ainda mais o risco cardíaco. Ter hipertensão também aumenta os riscos de manifestação mais grave do coronavírus.

O Dr. Carlos Schlischka, que conduz o programa Protocolo Cardio, alerta para sintomas de hipertensão:

 

  • dor de cabeça; 
  • dor na nuca; 
  • sonolência;
  • zumbido nos ouvidos; 
  • palpitações; 
  • enjoo; 
  • visão dupla ou embaçada; e
  • palpitações cardíacas.

 

“Pessoas com estes sintomas precisam procurar apoio de um profissional de saúde para dar início ao tratamento. A saúde não pode esperar e muita gente tem evitado o acompanhamento médico anual por conta da pandemia”, diz o Dr. Carlos.

O medicamento, porém, não precisa ser a sua primeira opção.

Um estudo publicado pela revista médica JAMA (Journal of the American Medical Association) no ano de 1995 apontou que o uso de bloqueadores dos canais de cálcio (especialmente em altas doses) foi associado a um risco aumentado de infarto do miocárdio. Este é apenas um dos tipos de medicamentos receitados para os hipertensos.

Para a nutricionista especializada em fitoterapia Lara Gabriela Cerqueira, o tempero mais comum de todos (todo mundo tem na cozinha) pode ser um excelente aliado para manter a pressão nos perfeitos 12×8: o alho.

Esse alimento também foi comparado a outro medicamento anti-hipertensivo, a losartana.

Um estudo realizado na Austrália mostrou que o alho demonstrou ação semelhante ao remédio, diminuindo tanto a pressão sistólica, quanto a diastólica.

A nutricionista alerta apenas que, “como o alho tem potencial anticoagulante incrível, não é interessante associá-lo com medicamentos anticoagulantes, a não ser que você queira desmamar esses medicamentos com o apoio da sua médica ou médico”.

Confira o checklist da Lara para o preparo do alho anti-hipertensão:

  1. Ele não pode ser submetido a altas temperaturas, senão perderá o composto que promove a queda da pressão alta;
  2. É possível utilizar o alho na forma de extrato, na forma de óleo fixo (é possível encontrar nas farmácias o óleo de alho);
  3. Ou ainda usar também o alho na forma macerada. A maceração é o procedimento de colocar o alho para descansar na água ou até no azeite. A Lara conta que essa é uma receita deliciosa e medicinal. Deixe o alho descansar no azeite para que ele extraia os componentes medicinais.

Quer saber outras receitas anti-hipertensivas da Lara Gabriela Cerqueira? Conheça o projeto Plantas & Bem-Estar.

 

 

 

Mirela Leme

Mirela Leme

Coordenadora editorial

26 maio 2021

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