NASH: a hepatite que não tem relação com álcool

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Hoje quero falar com você sobre uma doença que ainda é pouco tratada: a sigla desta patologia é NASH e trata-se de uma verdadeira epidemia dos tempos modernos.

Por mais que o aumento da incidência seja uma novidade, essa ameaça está muito mais próxima do que você imagina. E, desta vez, o órgão que está na berlinda é o seu fígado.

Então, se você é da turma que acredita que somente as bebidas alcóolicas são uma ameaça para a sua função hepática é urgente que você continue aqui comigo.

Definitivamente, chegou a hora de você conhecer o NASH e, principalmente, saber como enfrenta-lo.

Afinal, quando o seu fígado não funciona direito você corre o risco de desenvolver Alzheimer, câncer e diabetes tipo 2.

 O que é Nash?

Primeiro, vamos aos esclarecimentos.

NASH é a abreviação de Nonalcoholic Steatohepatitis, termo em inglês que no Brasil tem tradução simples “Esteatose Hepática Não Alcoólica”.

A preocupação com o NASH se deu quando especialistas do mundo todo perceberam um aumento avassalador de pacientes com o fígado completamente doente, vítimas de hepatites, mas com um detalhe importante: estas pessoas adoecidas não eram consumidoras de álcool.

Ou seja, a medicina passou a tratar de sequelas em abstêmios antes vistas apenas nas vítimas de alcoolismo severo.

Diante de tantos casos, foi preciso encontrar um novo jeito de olhar para a doença hepática.

Afinal, diferentemente do passado em que os fígados dos dependentes de álcool eram os únicos que pediam socorro, NASH passou a ser um diagnóstico cada vez mais feito em fígados gordurosos, inflamados, que estão em um estágio de pré-cirrose sem terem o alcoolismo como vilão.

Do copo para o garfo

Bom, se não é pelo copo que os fígados estão adoecendo agora, o garfo tem sido apontado como o grande responsável por esta falência hepática e que cresce de forma avassaladora.

Isso porque, de acordo com Dr. Lair Ribeiro, o nosso novo consultor e o maior especialista em saúde natural: 75% das pessoas que têm essa condição pré-cirrótica sem álcool associado são vítimas de:

-obesidade

– diabetes

– ou possuem resistência insulínica.

Essa relação, geralmente, é uma informação oculta na área saúde.

Isso significa que uma parte considerável da população está com o fígado em risco e nem se dá conta disso. Permanecem sendo enquadrados como “Saudáveis” pelos parâmetros tradicionais de avaliação de hábitos de vida.

Por essa razão, aprendi com o Dr. Lair que precisamos fazer um alerta geral.

A “popular gordura no fígado” vai muito além do problema com o álcool e exige uma uma prevenção imediata.

Exige também um tratamento abrangente que não prega apenas a diminuição da cerveja, vinho e destilados como forma exclusiva de salvar o fígado.

Segundo Dr. Lair, evitar beber em excesso é, sim, providencial. mas é preciso urgente tirar a sobrecarga do fígado por meio de 3 ações prioritárias:

1)   a diminuição do peso corpóreo

2)   a adoção de uma alimentação saudável com menos carga glicêmica

3)   a diminuição do uso abusivo de medicamentos

Sim, outro erro cotidiano que aumenta o risco de uma doença hepática é o alto consumo de remédios de forma simultânea, perigosa e sem critérios.

O fato de tomar muitos remédios desnecessariamente, segundo o doutor Lair, pode prejudicar – é muito – o fígado.

E aqui não estamos falando dos já visados tarja-pretas não.

As drogas terapêuticas mais letais para o fígado são as feitas com paracetamol –o analgésico mais vendido do mundo.

De acordo com o toxicologista Anthony Wong, do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas, o excesso desse medicamento pode causar uma lesão hepática fulminante.

Se você é usuário, é urgente que converse com o seu médico de confiança para colocar em práticas formas de proteger o seu fígado.

Dr. Lair então me listou algumas medidas protetoras que você pode adotar a partir de hoje:

Evite:

Alimentos com alto teor de carboidratos, sendo eles: pão, massa, arroz branco e outros grãos.

O Dr. Lair recomenda que troque esses carboidratos pelas gorduras boas – óleo de coco, abacate e castanhas – além de apostar em alimentos amigos do cérebro, como ovos, vegetais verdes, carnes e ervas terapêuticas.

Tire outras dúvidas sobre colesterol e gordura, com o Dr. Lair Ribeiro aqui.

Elimine:

Bebidas açucaradas, como refrigerante, energético e suco de caixinha.

O alto consumo de xarope de milho com frutose, encontrado em boa parte desses produtos já é considerado como a principal causa da gordura no fígado.

Aposte em:

Alimentos que previnem e ajudam a tratar doenças hepáticas como:

– Vegetais crus: os legumes que são geralmente associados à desintoxificação do fígado são a couve, repolho, alface, couve-flor, brócolis, couve de Bruxelas, aspargos, beterraba e aipo.

– Cúrcuma: ao adicionar a cúrcuma na sua dieta, você reduz a inflamação no corpo.

– Vitamina E: é um poderoso antioxidante que reduz a inflamação, além de aumentar a imunidade e ajudar o corpo combater doenças graves.

– Banana: cerca de 470 miligramas de potássio por unidade, a banana também é uma ótima pedida para a limpeza do fígado.

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