Como reverter a deficiência de Vitamina D?

Maior Menor

Como você já viu algumas vezes se acompanha a Jolivi por algum tempo, a exposição solar e a maior fonte disponível de um importante hormônio conhecido popularmente como vitamina D. Com o Sol, naturalmente voltaremos a apresentar níveis adequados de vitamina D, certo? Errado.

No Dossiê Saúde e Nutrição do mês de julho, por exemplo, conversamos com o maior especialista mundial no assunto, o endocrinologista americano Michael Holick. Ele nos tirou muitas dúvidas.

Segundo o especialista, vivemos uma verdadeira epidemia de deficiência de vitamina D. Mesmo no Brasil, onde a luz e a intensidade da radiação do Sol são abundantes, Holick estima que 50% da população esteja em risco de apresentar níveis insuficientes da substância.

E a sabe qual é a razão de estarmos tão deficientes? É que vivemos escondidos do sol.

Entocados

Por milênios, os seres humanos viveram e trabalharam ao ar livre. Caçadores, coletores ou então como trabalhadores do campo, cuidando de animais ou cultivando a terra. Então, com a revolução industrial, mudamos a força de trabalho para dentro das fábricas. Mais recentemente, para dentro de escritórios fechados.

Ao migrarmos para ambientes confinados e nos afastarmos da luz do Sol, estamos bloqueando a maior e mais importante fonte de um hormônio vital para a vida no planeta. Mas há uma luz solar no fim do túnel! Mesmo para você que já coleciona anos e anos escondido do sol (inclusive, sugiro que você veja este conteúdo aqui sobre a verdade do envelhecimento)

A verdadeira vitamina de A a Z

Primeiro, vamos às explicações. Sim, apesar do nome, a vitamina D é considerada um hormônio porque é produzida pelo nosso próprio organismo, a partir do contato da radiação solar com a pele, ao contrário de outras vitaminas e nutrientes.

vitamina D

Seus efeitos no organismo ocorrem de modo similar à atuação dos hormônios, que agem influenciando as vias metabólicas, as funções celulares e a expressão de um número incontável de genes. Não é difícil imaginar que isso trouxe e sempre trará consequências. Como Holick explicou com detalhes na entrevista exclusiva que concedeu para a Jolivi no Dossiê Saúde Essencial de julho, a vitamina D cumpre um papel fundamental no organismo dos seres vivos.

É a verdadeira vitamina de A a Z, que previne da Artrite ao Zika vírus (como você já viu nesta entrevista com o Dr. Cícero Coimbra), passando por Alzheimer, depressão, doenças autoimunes, cardiovasculares, infecciosas e muitas outras.

Estou nessa?

Sempre que falamos sobre a oferta adequada ou segura de alguma substância, pensamos na deficiência dos outros. É muito difícil acreditar que pessoas em uma rotina extremamente ativa possam estar com falta de uma ou outra substância essencial. Sobre esta sensação, te faço algumas perguntas:

Por acaso, você já dosou sua vitamina D?

Você costuma se expor ao Sol?

Se não tem a oportunidade do contato com os raios solares, faz a reposição por meio de suplementos?

Se você não se expõe ao Sol com regularidade, é bem provável que faça parte das estatísticas dos que apresentam níveis inadequados de vitamina D. Se quiser tirar a prova, você pode fazer um exame de sangue.

(E se seu médico nunca falou com você sobre isso, talvez seja porque ele ainda não teve acesso a este tipo de conhecimento. A vitamina D ganhou força na ciência agora e a formação médica anda muito ruim, como você pode ver aqui)

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Como medir a vitamina D

O exame de sangue utilizado para medir a concentração de vitamina D no sangue é o 25(OH)D3. A Sociedade de Endocrinologia dos Estado Unidos (referência para a brasileira) caracteriza deficiência, insuficiência e suficiência de vitamina D da seguinte maneira:

– Deficiência (faixa vulnerável aos problemas de saúde associados à falta de vitamina D): < 20 ng/ml;
– Insuficiência (risco de deficiência): > do que 21 e < 30 ng/ml;
– Suficiência (níveis adequados para proteção do organismo): > 30 ng/ml.

Muitos especialistas, no entanto, recomendam que para obter todos os benefícios da vitamina D devemos manter níveis séricos em torno de 40 nanogramas por milímetro – bem mais do que o indicado por essas associações. Estes níveis têm sido associados com a diminuição do risco de ocorrência de cânceres, de doenças cardíacas, autoimunes e outras.

sol

E como resolver essa situação?

Mais uma vez, recorremos aos conhecimentos do Dr. Michael Holick, autor de dezenas de estudos e artigos sobre a vitamina D e do livro mais vendido sobre o tema no mundo todo (que no Brasil foi traduzido para “Vitamina D – Como um tratamento tão simples pode reverter doenças tão importantes”). Na entrevista exclusiva ao nosso Café com Saúde Premium do Dossiê, ele explicou que a melhor saída é a exposição solar moderada.

Pois é, você não precisa ter um medo absoluto do Sol. Confira as orientações do Dr. Holick para obter níveis adequados de vitamina D:

1 ) Exposição solar

Calcule o tempo necessário, nas condições particulares em que você pega Sol, que leva para você conseguir uma cor levemente rosada (conhecida como uma dose eritematosa mínima).

Depois, sem aplicar o protetor solar, exponha braços, pernas e tronco (se possível) por, aproximadamente, 50% do tempo calculado. O protetor solar absorve a radiação ultravioleta, a mesma que é necessária para produzir vitamina D. Então, se você usar um protetor de fator 30, ele vai absorver aproximadamente 98% da radiação, reduzindo a habilidade do seu organismo em produzir vitamina D de 95 a 98%.

Essa exposição, de 2 a 3 vezes por semana, seria suficiente para produzir a quantidade de vitamina D que necessitamos para nos manter saudáveis.

2) Alimentação

Além da exposição solar, é possível obter um pouco da vitamina D por meio da alimentação. Mas só um pouco.

Gema de ovo: 20 UI / gema
Leite: 100 UI / 200ml
Salmão selvagem: 600 UI / 100g
Cogumelos desidratados no Sol: 1600 UI / 100g

*Exposição solar: De 10 a 20 mil UI, com cerca de 15 minutos de exposição, dependendo de uma série de fatores.

E aí, com essas informações que acabei de te passar, como você acha que está a sua vitamina D?

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