A música figura como novo idioma da doença de Alzheimer

Maior Menor

Eram apenas 4 palavras: “Não”, “Sim”, “Verdade?” e “Ahã”.

Neste vocabulário restrito, ela ainda não reconhecia ninguém. Nem o próprio filho.

Foi então que Dave resolveu oferecer a sua mãe um “remédio” com poderes mágicos que só agora começa a ganhar o devido espaço na ciência. Em um movimento liderado pelo neurologista Oliver Sacks, a medicina tem compreendido que o Alzheimer pode seguir outra melodia.

Sim, isso mesmo.

Você, leitor, certamente conhece os poderes da música. É uma ferramenta tão importante, que já dedicamos parte do nosso Dossiê para desbravar os efeitos dela na saúde.

(E se você quer uma videoaula sobre o Alzheimer: causas, prevenção e tratamentos naturais, conheça agora o Dossiê Saúde Essencial.

QUERO CONHECER O DOSSIÊ

Pense comigo.

Sabe aquele momento em que você está no trânsito, pensando em uma decisão que precisa tomar e, de repente, no rádio, uma canção bastante significativa da história da sua vida começa a tocar e você se sente suficientemente confiante para definir a situação de vez?

Pois bem.

É este mecanismo de resgate, de impulso e de conexão que faz com que as notas musicais figurem como um excelente caminho para as famílias acometidas pela demência de um de seus entes.

Todos estes efeitos musicais estão muito bem catalogados no documentário Alive Inside, lançado em 2014 – e sugestão da assinante Jolivi, Nilce Nazareno da Fonte. Em uma tradução livre para o português, o filme seria batizado de “Vivo por Dentro” e aborda justamente esta característica potente e terapêutica da música. A música é apresentada como um instrumento de conexão entre o presente e o passado de pessoas que perderam a memória.

Bom, foi inspirado nas experiências reveladas pelo filme que o músico Dave Roth (citado no início da e-letter) resolveu vivenciar na pele a conexão da música com as memórias que se escondiam nas profundidades das almas de seus pais (o pai de Dave também sofre com o mal de Alzheimer).

E o resultado não poderia ter sido mais emocionante.

A mãe de Dave foi diretora de um coral por 35 anos, imediatamente teve o semblante transformado pela música. E a senhora que falava apenas 4 palavras e não reconhecia mais o filho, até cantarolou alguns versos de determinadas canções, sempre fazendo muito carinho naquele que ela não reconhecia mais.

Ao provar de forma tão peculiar a experiência, Dave decidiu atuar diretamente com instituições que ajudam as pessoas acometidas pelo Alzheimer. Como trabalha na Broadway – a famosa rua nova-iorquina que é a casa dos tradicionais musicais norte-americanos, como Cats e Evita –, anualmente, Dave reúne os amigos artistas para arrecadar iPods (tocador de músicas digital) com o objetivo de doar os aparelhos para hospitais e casas de repouso.

Outro idioma

Reconhecemos que ter um parente que sofre com o Alzheimer é uma situação difícil.

Mas, se você vive esta situação em casa, tente a música como idioma.

Relembre as canções preferidas que ficaram perdidas junto com a capacidade de lembrar da sua mãe, tia, pai ou companheiro. A experiência, no mínimo, ameniza sofrimentos. E não existe remédio melhor em nenhuma farmácia.

Compartilhe com a gente a sua experiência com seu ente querido e o Alzheimer pelo contato@jolivi.com.br

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