Como Ômega 3 pode turbinar meu cérebro?

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Como Ômega 3 pode turbinar meu cérebro?

Se você já passou por sites de nutrição, tenho certeza que ficou com vontade de incluir o ômega 3 na sua dieta ou via suplementação. Para o toxicologista da Organização Mundial da Saúde, Anthony Wong, ele é uma das três substâncias fundamentais para a longevidade.

Na primeira vez que fui procurar um suplemento, fiquei sem saber o que fazer. Me deparei com diversas opções diferentes – ômega 3, DHA, EPA – e não soube qual era a que eu precisava. Por isso, pedi ajuda ao Dr. Carlos Schlischka e agora te convido para conhecer mais sobre a substância considerada a salvadora de corações frágeis e cérebros fracos.

Além do Dr. Google

Pra começar, perguntei ao dr. Carlos: “Afinal, o que é o ômega 3?” Ele me explicou que o ômega 3 é um grupo de ácidos graxos poli-insaturados. Se você usar só os sites de busca para se informar, vai encontrar a seguinte definição: “Um ácido graxo é uma cadeia de átomos de carbono com átomos de hidrogênio ligados e um grupo de carbono-oxigênio-oxigênio-hidrogênio, a unidade que o torna um ácido, no final”.

Entendeu? Nem eu (rs). Em outras palavras, disse o nosso consultor, “os ácidos graxos podem ser explicados como blocos construtores de gorduras”. Durante a digestão, o corpo quebra as gorduras, que na sequência podem ser absorvidas pelo sangue. Fazem esta função em nosso organismo, três tipos de ômega 3:

1) Ácido alfa-linolênico;
2) Ácido eicosapentaenoico (EPA);
3) Ácido docosahexaenoico (DHA).

Esses ácidos graxos são chamados de “essenciais”, e este nome faz todo o sentido. Seu corpo realmente precisa deles. O problema é que o nosso organismo não é capaz de produzi-los internamente, então precisamos obtê-los por meio de quem? Dela, da alimentação.

Veja também: Um guia para comprar comida saudável

As fontes e as funções

Em linhas gerais, o EPA e o DHA são encontrados nos animais marinhos, especialmente os peixes. Já o ácido alfa-linolênico é de origem vegetal (encontrado nas sementes da chia e na linhaça). A suplementação acaba sendo mesmo um caminho para a maior parte da população. É importante, no entanto, que você discuta com o seu médico qual é a dosagem indicada.

Ter uma quantidade ideal de ômega 3 no corpo é necessário porque os ácidos graxos realizam muitas funções em nosso organismo. Entre elas, Dr. Carlos citou:

– A formação de uma camada de gordura em torno das células, chamada de membrana celular. Esta membrana tem função vital para a célula. É o que faz o funcionamento ser possível, garantindo a circulação e a oxigenação, por exemplo.

– Além disso, os mesmos EPA e DHA também são fundamentais para que o “tico e teco” se entendam. Rs

Digo isso porque eles atuam na formação da bainha de mielina, uma outra membrana que reveste os neurônios. A função dela é realizar a condução dos impulsos elétricos e garantir a comunicação entre eles.

Ômega 3

Corações frágeis

Toda vez que eu escutava sobre o ômega 3, sempre via as propagandas endossarem os benefícios cardíacos de tal substância (tem gente até recebendo ligação gravada com a voz do Moacyr Franco sugerindo a venda deste produto, sabia?) Sim, o sistema cardiovascular, quando afetado por ômega 3 de qualidade, responde de forma muito positiva por algumas razões.

Dr. Carlos me explicou que o EPA, por exemplo, tem efeito anticoagulante, diminui a atividade das plaquetas e reduz os níveis de triglicerídeos (gorduras saturadas). Tudo isso faz com que o sangue fique “mais fino”, característica fundamental para quem está no alvo de um “entupimento” eminente, o que pode resultar em um infarto ou AVC, por exemplo.

E o DHA…

Já o DHA ajuda a evitar arritmias cardíacas, estabilizando a atividade elétrica no coração. Isso é importante para manter o ritmo dos batimentos, o que significa também estabilidade para evitar doenças cardiovasculares. Além disso, o ômega 3 modifica a composição química do sangue, provocando o aumento dos níveis do HDL (colesterol bom) e a diminuição dos níveis de LDL (colesterol ruim). E, de quebra, ainda regula a pressão – a vilã do AVC.

Controlar a hipertensão e entender a real função do colesterol em nosso organismo e fundamental para manter a boa saúde. A questão toda é que os conhecimentos atuais sobre estes assuntos enfrentam um paradigma. Dr. Carlos então elaborou uma aula sobre a “verdade sobre o colesterol”. Este é um dos conteúdos restrito aos assinantes do nosso Dossiê Saúde Essencial.

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Cereja do bolo

O fato é que o ômega 3 ocupa o pedestal de protetor contra formação de placas de gordura nos vasos e é responsável por flexibilizar as veias e artérias. Isso afasta o risco de doenças como hipertensão, aterosclerose, infarto e derrames.

Mas se pudesse eleger o principal beneficiado pelo ômega 3, o dr. Carlos me contou que, certamente, escolheria o cérebro e o sistema nervoso central. Porque, como já disse, além de permitir que o Tico e o Teco conversem, ele também potencializa o desempenho cognitivo. Isto também é muito útil e necessário para a memória, para a linguagem e, óbvio, para evitar as sequelas impostas pelas doenças cerebrais mais temidas.

As pesquisas confirmam que…

Uma pesquisa realizada pela Northumbria University, do Reino Unido, observou que o consumo semanal de peixes ricos em ômega 3, melhora a circulação cerebral e diminui os riscos de demência ao envelhecer.

Há ainda pesquisas relacionando baixos níveis de ômega 3 a um desenvolvimento mais lento de crianças e adolescentes, depressão, Alzheimer, obesidade, além de doenças crônicas como artrite reumatoide e diabetes, entre outras.

Ômega 3

Direto na fonte

E aí, onde encontrar essa riqueza? Os peixes de águas frias são os alimentos que têm a maior quantidade de ômega 3, em função da sua tendência a acumular mais gorduras. Arenque, sardinha, salmão e atum são as espécies indicadas. E é sempre bom lembrar, reforçou o dr. Carlos, que os peixes que contêm ômega 3 são os selvagens. Peixes de criação são pobres da substância devido à sua alimentação, à base de rações, que são ricas em ômega 6 (e tem um efeito inflamatório).

As sementes de chia e linhaça também são muito ricas em ômega 3, na forma de ácido alfa-linolênico. A quantidade diária recomendada de linhaça, 10 gramas, possui 0,54 gramas do ácido graxo. A chia também conta com boas quantidade de ômega 3.

Suplementação do Ômega 3

Dr. Carlos fez questão de ressaltar que os suplementos de ômega 3 são indicados caso a pessoa não consiga adquirir o ácido graxo por meio da alimentação, com a ingestão de peixes, linhaça ou chia. “É preciso ficar atento à fraude de cápsulas, pois atualmente muitas delas não contém o ômega 3, ou contêm de uma forma impura. Desconfie de marcas muito baratas”, alertou o nosso consultor.

Sobre a quantidade diária recomendada de ômega 3, ela ainda não é um consenso dentro da comunidade médica. “Boa parte dos especialistas defende como segura uma porção que varia de 1 a 3 gramas de ômega 3 ao dia”, disse Dr. Carlos.

3 Observações!

1. Aprendi com Dr. Carlos que salmão de criadouro como fonte de ômega 3 é enganação. O ideal é se alimentar do salmão selvagem, muito difícil de ser encontrado. O problema é que o salmão vendido no Brasil costuma vir de criações no Chile em que o peixe se alimenta de rações pobres em ômega 3 e riquíssimas em ômega 6 (que tem efeito inflamatório). Ainda são adicionados corantes no peixe para ficar com a carne avermelhada. Portanto, evite. É melhor usar e abusar das sardinhas.

2. A sardinha está mais abaixo na cadeia alimentar, se alimenta de plâncton, e por isso fica mais protegida de estar contaminada por mercúrio, como ocorre com o salmão e o atum. Fora que é muito mais barata.

3. Atualmente, em caso de suplementação, é preferível usar os preparados purificados, que não contêm mercúrio e são altamente concentrados em EPA e DHA, já nas proporções adequadas. Há contraindicações para pessoas com problemas de coagulação, como os hemofílicos. Gestantes também merecem atenção especial na hora de suplementar.

Espero que agora você se sinta mais preparado para fazer escolhas alimentares que garantam uma boa oferta de ômega 3 na sua dieta.

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