Glúten não é o responsável pelo menor risco de diabetes

Maior Menor

Você já deve ter ouvido falar que deixar de comer Glúten traz riscos de diabetes.

Veja também: Descubra o Menu Secreto que reverte Câncer, Alzheimer, Diabetes, Pressão Alta e Refluxo.

Toda vez que um grande veículo produz uma matéria sobre saúde, recebemos uma enxurrada de e-mails questionando os posicionamentos de nossos consultores.

Isso porque, quase sempre, a veiculação da mídia tradicional traz ênfase nos “riscos” de seguir os preceitos de uma medicina mais natural e menos medicamentosa.

Em março de 2017, o portal de notícia da Globo – uma das maiores empresas de comunicação do país – publicou uma manchete com a seguinte frase:

“Deixar de consumir glúten aumenta risco de diabetes, diz pesquisa”.

Além dela, outros veículos de grande alcance, como VEJA e EXAME, também reproduziram as mesmas mensagens.

Fui ouvir os nossos médicos, e eles disseram que essa notícia é uma má interpretação de um estudo que analisou dados dos institutos Nurses Health Study e Health Professionals Follow Up.

E você, leitor da Jolivi, tem o privilégio de ter uma explicação correta aqui, neste exato momento.

Erro grave

Voltando ao nosso assunto, essas últimas notícias, concluindo um possível potencial negativo do glúten (proteína muito presente em massas, por exemplo), foram baseadas num relato de uma conferência da American Heart Association.

A pesquisa ainda não está disponível na íntegra e, de acordo com a conclusão do trabalho, os envolvidos somente SUGEREM que a ingestão de glúten tenha relação com o menos risco de diabetes tipo 2.

A justificativa que relaciona um possível aumento da diabetes com baixo consumo de glúten é especulação.

Os autores reconhecem a fragilidade da conclusão no comunicado de imprensa da conferência, mas essa ponderação ficou de fora dos títulos das matérias.

“Essa confusão toda surgiu porque uma parte do estudo relata que 20% das pessoas com maior consumo de glúten tinha um risco de 13% menor de desenvolver diabetes em comparação com aqueles que não comeram”, opina o neurocientista e consultor da Jolivi Dr. Nelson Annunciato.

Assim, quando lemos essa informação sem atenção, é possível fazer uma interpretação equivocada, compreendendo que a ingestão de glúten tem uma capacidade protetora contra o diabetes.

Você, que acompanha a Jolivi, sabe que não é verdade.

Uma das possíveis respostas para isso seria a falta de fibras nos alimentos que substituíram aqueles que continham glúten.

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Por que não é o glúten? 

O glúten é uma proteína presente no trigo, na cevada e no centeio. A aveia, por sua vez, pode conter traços de glúten, dependendo de onde for produzida, manuseada e armazenada (fique atento aos rótulos, pois o fabricante é obrigado por lei a te dizer).

E qual o problema, então? 

O problema é que ao longo dos tempos, para mais vendas e lucros, a indústria investiu pesadamente. O trigo que consumimos hoje tem 20 vezes mais glúten do que o passado.

Além disso, as empresas alimentícias utilizam um produto altamente concentrado em glúten na fabricação de produtos alimentícios com a justificativa de que ele aumenta a conservação e durabilidade nas prateleiras.

E se você escolhe o pão integral, por exemplo, achando que é mais saudável do que o branco, está enganado.

O motivo, a Drª Denise Carreiro, nutricionista e consultora da Jolivi, explica:

“O pão integral, na verdade, é mais duro, difícil para ser consumido. Para ele ter essa consistência macia que nós encontramos no supermercado, os produtores adicionam na fabricação uma dose demasiada de glúten. O que as pessoas não sabem é que essa substância é de difícil digestão e que provoca um fenômeno chamado ‘resistência à insulina’ no corpo”.

Resistência insulínica, se você não sabe, leitor, funciona mais ou menos assim:

A insulina – um hormônio produzido no pâncreas e que tem a função de levar energia para as células – é a chave que abre a porta das células para a energia entrar.

Só que algumas vezes o “buraco da fechadura” está tapado. Quanto mais buracos tapados da fechadura você tiver, mais resistente à insulina você será.

Com isso, a insulina não consegue desempenhar sua função. E, por consequência, o corpo fica cheio de glicose em excesso.

Em seguida, essa glicose é armazenada em forma de gordura, rondando o fígado, rins e outros órgãos, causando processos inflamatório do corpo.

E adivinha: esse é um dos maiores fatores responsáveis pelo aparecimento de diabetes.

Exatamente o oposto da tese defendida pelos jornais, não é mesmo, leitor?

Não só isso…

Isso sem contar que glúten tem um alto potencial alergênico e causa, principalmente, problemas gastrointestinais – diarreia, gases e desconforto.

Em alguns casos, a pessoa pode desenvolver a doença celíaca (que atinge mais de 2 milhões de pessoas do mundo inteiro), uma inflamação autoimune que pode também causar anemia ferroprivia, osteoporose, infertilidade e entre outros sintomas.

Nós abordamos bastante esse tema na série Remédio Natural, que você pode conhecer clicando no botão abaixo

QUERO CONHECER O REMÉDIO NATURAL

Tá, mas o que as fibras fazem? 

De acordo com Drª Denise, as fibras são muito importantes para a composição da nossa alimentação.

Elas:

Diminuem a velocidade de absorção dos açúcares pelo corpo

Quando você come uma laranja in natura, por exemplo, ingere fibras.

Este componente tem o papel de diminuir a velocidade de absorção do açúcar da fruta, a frutose.

Consequentemente o açúcar chega ao fígado devagar, é metabolizado com calma e jogado no sangue para que seja utilizado pelas células.

Esse mesmo efeito não acontece quando tomamos uma fruta na forma de suco porque no processo de liquidificação as fibras são perdidas.

E aí, quando ingerimos os sucos, a velocidade de absorção dessa frutose é muito alta. Assim, o fígado fica sobrecarregado e atrapalha o processo metabólico. Consequentemente, o açúcar é arquivado em forma gordura no fígado – esteatose hepática.

O que você precisa se atentar, leitor, é que essa gordura acumulada pode também afetar o pâncreas, um órgão produtor de insulina, o hormônio que transforma o açúcar em energia, que eu mencionei antes.

Assim, a ausência de fibras prejudica a produção de insulina, colaborando então, o aparecimento de diabetes.

Você pode ler mais sobre essa questão aqui.

Ajudam a microbiota intestinal ter um trabalho mais harmônico e adequado

As fibras também são considerados como pré-biótico – substância que ajuda as bactérias intestinais a funcionar melhor.

Auxiliam o peristaltismo intestinal

Ou seja, facilitam a eliminação de dejetos que não foram absorvidos do bolo alimentar.

 

E aí? O que você acha?

Não adianta ficar feliz com glúten cortado se você ainda não adicionar fibras na sua dieta.

Largue os produtos industrializados e saiba comer comida de verdade.

E leitor, o glúten é um dos temas abordados na nossa série sobre alimentação segura, Remédio Natural.

Portanto, se você quiser se aprofundar mais sobre o tema é só clicar no botão abaixo e acessar a edição de setembro de 2017.

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