Sol: o maior inimigo da dermatologia no mundo?

Maior Menor

Queria começar com uma pergunta: você tem medo de quê? Sol?

“Sol? Quem é que tem medo do Sol?”

Por incrível que pareça, muita gente. Provavelmente, “ficar exposto ao sol” seja um dos medos urbanos que mais ganhou força nos últimos tempos.

Vivemos tempos de “heliofobia”. Uma fobia sustentada por alguns setores da medicina, que ignoram o preço alto que pagamos por fugir dos raios solares.

Após a entrevista que realizei com o Dr. Michael Holick – publicada na segunda edição do nosso Dossiê Saúde Essencial –, fiquei ainda mais convencido de que não faz sentido permanecer negando o que a literatura científica já deixou claro de forma tão evidente.

Não é novidade que o maior benefício da exposição solar é a produção da vitamina D.

Apesar do nome, a vitamina D é considerada um hormônio. Ela é produzida pelo nosso próprio organismo, a partir do contato da radiação solar com a pele. Ao contrário de outras vitaminas e nutrientes.

Estudos mostram que a deficiência de vitamina D está associada a um amplo espectro de problemas de saúde. A lista é extensa.

De pré-eclâmpsia à asma, de problemas pulmonares ao Alzheimer. Estão na conta ainda diabetes, depressão, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), doenças autoimunes, infecciosas e cardiovasculares, além de muitas outras.

sol heliofobia

E por que raios (solares) estamos nos escondendo nas sombras?

Entendi melhor esse cenário depois de pesquisas o que preconiza a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Vasculhei o último Consenso Brasileiro de Fotoproteção, emitido em 2013. E lá está a mensagem que a entidade permanece transmitindo aos médicos associados.

“A exposição ao sol, de forma intencional e desprotegida, não deve ser considerada como fonte para a produção de vitamina D ou para prevenção de sua deficiência”. 

Um pouco estranho, você não acha?

Não há mais quem duvide que a alimentação é incapaz de oferecer a dosagem segura de vitamina D da qual precisamos. E o pior é que a indicação não se sustenta nem mesmo pelos resultados em termos de incidência de câncer de pele e melanoma. Fizemos um levantamento no Atlas de Mortalidade, mantido pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), entre os anos de 1999 e o de 2013, e identificamos algo. Neste período, marcado por intensa propaganda de uso maciço de protetor solar, foi registrado um aumento de 69,9% dos casos de morte por melanoma.

Veja também: Não use o filtro solar (a não ser que…)

sol heliofobia

BRIGA DE GIGANTES                                                              

A discussão em torno do preocupante cenário mundial de deficiência de vitamina D exemplifica um conhecido conflito no meio médico.

O problema de as especialidades atuarem de forma isolada e não serem capazes de lidar com um cenário mais amplo.

A visão e as orientações da SBD, por exemplo, são totalmente discrepantes daquilo que indica a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Como se fosse possível o paciente ter que escolher entre algo que faz bem para a sua pele, mas nem tanto para o seu fígado.

Em 2013, depois de uma matéria publicada na Veja Online, em que um dermatologista afirmou que “incentivar banhos de Sol seria o mesmo que incentivar alguém a fumar”, a SBEM se pronunciou oficialmente em sua página na internet e chegou a classificar a posição de alguns dermatologistas como “terrorismo”.

Posicionamento oficial da SBEM

“No Brasil é impossível ter níveis adequados de Vitamina D sem algum grau de exposição solar, a não ser pelo o uso de suplementos vitamínicos. Em função disto, consideramos temerosas as afirmações do colega que, em nome da Sociedade Brasileira de Dermatologia, declara que a não exposição solar e do uso irrestrito de bloqueadores solares não causaria deficiência de Vitamina D”.

Como você sabe, a Jolivi não é de ficar olhando o circo pegar fogo do lado de fora do picadeiro.

Por isso, entrevista especial do Dossiê inclui uma longa entrevista com a dermatologista da SBD que assinou o capítulo de vitamina D do Consenso de Fotoproteção de 2013. E o que ela nos disse foi revelador.

Além disso, você ainda terá acesso à entrevista exclusiva com aquele que é considerado o maior especialista mundial no assunto. Falamos dele lá em cima, o endocrinologista americano Michael Holick. Ele esteve no Brasil e nos concedeu uma entrevista em vídeo falando sobre os estudos e recomendações para que você não esteja na faixa de risco de deficiência de vitamina D.

Está bem assim?

Portanto, se você quiser confirmar sua assinatura é só clicar no botão abaixo e acessar a segunda edição do Dossiê.

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