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Sinusite: 7 passos para tratar a inflamação muito além dos antialérgicos

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Pedro Bezerra Souza

Pedro Bezerra Souza

27 abril 2021

Editor

A sinusite é um problema que acomete quase 20% da população mundial e o controle saudável da inflamação está na contramão da alopatia 

Mudanças climáticas são assustadoras para quem sofre de problemas respiratórios. As fases do ano que marcam a transição de estação, então, são temidas para quem tem uma inflamação bem conhecida: a sinusite. Apesar de desconfortável e dolorosa, ela pode ser controlada com a ajuda da medicina natural.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), entre 15 a 20% da população mundial é atingida pela sinusite. No Brasil, a Faculdade de Medicina da USP mostra que 5% da população de São Paulo sofre de infecções crônicas.

A sinusite pode ser causada por vírus, fungos e bactérias. Além disso, a alimentação pode estar envolvida na causa do problema. Em todos os casos, quem convive com a doença costuma ter os seguintes sintomas:

  • Sensação de peso no rosto;
  • Dor em cima e atrás dos olhos; 
  • Coriza; e
  • Cansaço.

Remédios farmacêuticos podem piorar quadros de sinusite

A indústria farmacêutica costuma oferecer “milagrosos” antialérgicos, soros nasais e colírios para as crises de sinusite. Porém, esses medicamentos não tratam a raiz do problema. Eles dão um alívio imediato à sinusite — e, geralmente, ela volta muito mais forte. Por isso, a saída para um bom tratamento pode estar na saúde integrativa.

Dados da Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço mostram que a sinusite é a quinta maior causa para uso de antibióticos. 

Entretanto, o uso deste tipo de medicamento deve estar restrito a situações comprovadamente causadas por bactérias e, sempre, com acompanhamento e prescrição médica.

Além disso, há outra questão para se preocupar e se atentar. O uso em excesso desses medicamentos pode agredir a microbiota intestinal — colônia de micro-organismos responsável por proteger o organismo de invasores. 

Ter uma microbiota intestinal saudável também é responsável pela prevenção de outras condições como obesidade, Alzheimer e depressão.

Alimentos e plantas para evitar a crise de sinusite

Há sete tratamentos naturais que são eficazes para ajudar a aliviar os sintomas da sinusite. Confira, agora, os alimentos e plantas que vão ajudar no seu combate a essa inflamação:

#1: Chá de camomila – Tem ação anti-inflamatória e antibacteriana. A união dessas ações faz com que o chá ajude no alívio dos sintomas da inflamação nasal, além de reduzir as dores de cabeça.

#2: Gengibre – Com uma poderosa ação anti-inflamatória, consegue reproduzir os efeitos dos medicamentos não-esteróides, como a aspirina, o ibuprofeno e o paracetamol.

#3: Cúrcuma – O seu princípio ativo, a curcumina, tem forte ação contra inflamações e consegue reduzir o inchaço nos seios do rosto. Uma pesquisa publicada pelo Alternative Medicine Review – A Journal Of Clinical Therapeutics mostra que a planta diminui 50% de edemas, inchaço causado pelo excesso de líquidos em tecidos do corpo.

#4: Soro fisiológico – Simples e rápido, o soro é eficaz porque além de eliminar os agentes infecciosos, como vírus, fungos e bactérias, mantém as narinas hidratadas. Após lavar as narinas, o alívio costuma ser imediato.

#5: Beba água – A água é uma grande aliada para aliviar o incômodo da sinusite. Se não estiver sentindo fortes dores, mas apenas irritação no rosto próximo ao nariz e aos olhos, esta é uma ótima alternativa.

#6: Alimentação saudável e balanceada – Muitas inflamações são causadas por maus hábitos alimentares. Consumir excessivamente itens que fazem mal à saúde como alimentos processados, ultraprocessados, glúten, leite pasteurizado e gorduras hidrogenadas contribui para que a sinusite não melhore.

#7: Água oxigenada

O médico e especialista da JOLIVI, Dr. Wilson Rondó, é um entusiasta da água oxigenada. De acordo com ele, ela “é um tratamento simples e barato para inúmeros males, com excelentes resultados, que provavelmente seu médico nunca vai lhe prescrever”.

A água oxigenada é uma substância natural que o corpo humano produz. São os glóbulos brancos que a produzem, usando-a como uma barreira de imunidade. Ela é nossa 1ª linha de defesa, além de ser a melhor opção contra infecções causadas por bactérias, fungos, parasitas e qualquer invasor estranho.

“O método de proteção é poderoso e requintadamente simples. O peróxido de hidrogênio (H2O2) é basicamente água (H2O) com um átomo extra de oxigênio acoplado. Quando o peróxido de hidrogênio encontra um germe, ele libera esse átomo extra de oxigênio num processo chamado explosão respiratória, que oxida o germe, destruindo-o”, explica o Dr. Rondó.

Além de ser eficaz em casos de sinusite, a água oxigenada pode ser usada para tratar problemas como dor de garganta e bronquite crônica.

Mas como usar a água oxigenada?

Isso varia de acordo com o caso. De acordo com o Dr. Rondó, se você está passando por uma crise de sinusite, use um conta gotas para aplicar 5 gotas de peróxido de hidrogênio a 3% em cada narina 2 vezes ao dia (manhã e noite).

“Depois que é borrifado, o peróxido de hidrogênio pode causar uma leve sensação de queimação. Se você achar muito desconfortável, dilua o peróxido com igual quantidade de água. Pode ser necessário aumentar a dose para 10 gotas se o peróxido é diluído”, sugere o Dr. Rondó.

O Dr Rondó ainda sugere que, no caso de dor de garganta, é só diluir o peróxido de hidrogênio a 3% em água e fazer gargarejos diversas vezes ao dia. “Se o problema for bronquite crônica, você vai precisar de um nebulizador. Depois, vai diluir em proporções iguais água oxigenada e água num copo. Em seguida, colocar a solução no nebulizador e inalar a mistura cada noite antes de deitar. Isso pode ser repetido pela manhã também”, complementa.

Atenção!

Se você não tem a oportunidade de encontrar um profissional (nutricionista ou médico) de saúde natural ou integrativa na sua cidade, leve essas alternativas naturais ao seu médico de confiança e veja o tratamento que mais se encaixa no seu caso.

Referências

  • Ferreira JRM, Vidigal Jr GMV, Cardoso ES. Considerações anatômicas relacionadas à cirurgia do seio maxilar. Implantnews. 2007.
  • Manzi FR, Dias DRCM, Bustamante RPC, Villoria EM, Peyneau PD, Cardoso CAA. Tomographic diagnosis and treatment of odontogenic sinusitis: a case report. Arq Bras de Odont. 2013.

 

 

Pedro Bezerra Souza

Pedro Bezerra Souza

27 abril 2021

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