Saiba porque o estresse abre a porta para as doenças crônicas

Sete em cada dez pessoas estão no alvo do estresse crônico, afetadas diretamente por ele e vulneráveis ao adoecimento de diferentes patologias.

A estatística que coloca 72% dos brasileiros como parte da turma dos prejudicados pelo estresse é do International Stress Management Association (ISMA).

Mas, convenhamos, pode ser confirmada por uma simples espiada ao lado.

Os estressados estão no trânsito, no ambiente de trabalho, na fila do supermercado, na porta da igreja e… no reflexo do espelho.

É difícil conseguir escapar das garras deste malfeitor que tem comprometido a saúde e as relações pessoais.

O médico futurista e consultor da Jolivi, Dr. Leonardo Aguiar, diz sempre que uma vida sem estresse é impossível.

Porém o adoecimento em função deste vilão é, sim, perfeitamente evitável.

estressada

Os 3 sinais “mascarados” do estresse agudo

Segundo Dr. Leonardo – que desenvolveu um programa de controle de estresse e ansiedade para os seus pacientes – existem certos sinais do estresse que são completamente negligenciados.

Esta negligência acaba alimentando a gravidade do estresse percebido.

Dentre todas as manifestações, 3 sinais iniciais merecem atenção redobrada, pois solucioná-los evita o despertar de doenças graves.

Vamos aos indícios:

1) Tudo começa quando: você passa a fazer aquilo que não quer.

Você não quer ultrapassar os limites de horas no expediente, mas sempre sai tarde do trabalho.

Não quer comer mal, mas “enfia o pé na jaca”.

Vai para o happy hour da empresa pensando em beber apenas uma cerveja, mas bebe muito mais do que gostaria.

Você briga com sua mulher, passa horas nas redes sociais, assume mais compromissos do que pode cumprir…

Saiba que quem está agindo dessa forma é o seu “eu estressado”.

Este alterego é ativado toda vez que seu nível de cortisol, também chamado de hormônio do estresse, vai às alturas.

2) Outro sintoma obscuro: a falta de prazer.

Há apatia para tudo: comer, conviver com a família, correr no parque.

Antes de almoçar, você sente aquela preguiça e, depois de comer, bate uma vontade imensa de dormir.

Você passa a semana toda esperando chegar a sexta-feira. E com o tempo, a sexta fica parecida com a segunda.

Viajar no fim de semana vira um fardo. Tudo parece dar muito trabalho e ter perdido a graça.

3) E por último, quando esses dois sintomas já estão instalados vem a explosão.

Pegue uma vida e misture estes dois ingredientes: a necessidade de matar um leão por dia e o excesso de sapos engolidos por hora.

Você se sente irritado o tempo todo.

Popularmente, chamam isso de pavio curto.

Coisas que antes não te afetavam tornam-se problemas, e você se sente a ponto de explodir a qualquer momento.

O recurso da paciência ou da resignação não existe. Antes mesmo de entender uma situação, a reação é de fúria.

Quando se dá conta, já está brigando no trânsito, batendo na mesa do trabalho, sendo agressivo com os companheiros e atacando os filhos.

O estresse em excesso é como um copo de veneno que você toma. E as consequências você pode imaginar.

Não há como ter saúde sem vencer essa condição.

E você precisa agir hoje, pois o estresse é muito mais perigoso do que você imagina.

Ele é o ponto em comum entre todas as doenças crônicas

O elo

Em linhas gerais, o estresse em excesso é um fator que desequilibra todo o organismo, a produção de hormônios, a conexão entre os neurotransmissores, o funcionamento dos músculos, dos órgãos e também do sistema imunológico, o responsável por nos defender contra vírus e bactérias.

Por provocar esta pane no funcionamento, ele – o estresse – está de mãos atadas a tantos problemas nocivos.

Vou citar 5 deles para que você perceba a complexidade:

diabetes-foto

1) Diabetes

Em situação de estresse em recorrência, uma substância chamada de cortisol é produzida e fica em excesso no corpo.

Ocorre que o cortisol é uma espécie de inimigo número 1 da insulina, um hormônio que tem como principal função carregar o açúcar e a glicose para dentro das células.

Na presença do cortisol, a insulina não desempenha a sua função.

O pâncreas entende que precisa produzir mais e mais insulina. E o seu cérebro é acionado para despertar em você a vontade de comer mais e mais alimentos energéticos (açúcar, massas, carboidratos pesados).

Este comportamento em looping acaba gerando estafa do pâncreas, excesso de açúcar no organismo e comportamento compulsivo alimentar.

O diabetes tipo 2 então é desencadeado ficando claro que, sem o gerenciamento do estresse, fica difícil controlar esta doença.

2) Câncer

Além do diabetes, o câncer também está na fatura do estresse.

Um dos processos existentes nas manifestações dos tumores cancerígenos é conhecido por “estresse oxidativo”.

Nestas situações, é como se as células ficassem enferrujadas e perdessem a capacidade de regeneração de forma adequada e alinhada.

Por causa do “tilt” podem ainda multiplicar-se de maneira desorientada.

E o que estressa as células? As mesmas coisas que estressam a gente.

Quando há acúmulo de ações estressantes o organismo acumula radicais livres, que são espécies de sujeiras inflamatórias.

Sem esta capacidade de “faxina” por parte das células, a bagunça é espalhada por todos os lados. O funcionamento do organismo é, obviamente, alterado e os processos cancerígenos acionados.

Ainda mais se o estressado for fumante, sedentário, obeso e tal. A presença de mais fatores de risco, potencializa o adoecimento.

3) Doenças cardiovasculares

Além de oxidar as células, o estresse também inflama o corpo.

A inflamação crônica prejudica toda a corrente sanguínea, o funcionamento do coração e também o processo de limpeza feita pelos rins.

Com isso, o caminho do sangue fica comprometido pelas impurezas. E as impurezas inflamatórias podem “entupir” a passagem do sangue.

Se o local do bloqueio for no coração, pode ser desencadeado um infarto. No cérebro, um acidente vascular cerebral. Na perna, uma trombose. No pulmão, embolia pulmonar.

Todas estas manifestações são conhecidas como doenças cardiovasculares, as principais causas de morte entre os brasileiros.

4) Dores Crônicas

Inflamado, oxidado e dolorido.

Sim, além de todas as doenças anteriormente citadas, o estresse em demasia e sem escoamento pode provocar um enrijecimento muscular constante. Em seguida, vem a  dor.

Sem contar que seu efeito no cérebro é amplamente nocivo, fazendo com que a interpretação de mensagens seja completamente alterada.

Assim, um cheiro, um toque ou até um barulho podem funcionar como interruptores de sensações desproporcionalmente doloridas.

Não à toa, hoje 30% da população mundial vive regida pela dor.

5) Depressão

Por fim, falo da depressão.

Mais uma vez o cortisol compromete o trabalho de substâncias extremamente importantes para a sensação do bem-estar, sendo elas a dopamina e a serotonina.

O estresse afeta o cérebro mas também os movimentos peristálticos do intestino.

E por mais que pareça improvável, é no intestino que mora o início da “felicidade”.

Sim, 90% da serotonina existente em um organismo dependem do intestino para serem produzidas.

Sem eles, não há hormônio da felicidade. O corpo funciona, então, regido por uma profunda apatia, alternada por tristeza, raiva e comportamento em ondas cada vez mais graves e duradouros.

Tal situação acarreta a depressão, também agravada por outros hábitos nocivos de vida.

E o que fazer?

Saber de tudo isso é necessário para que o gerenciamento do estresse seja colocado em um patamar de importância tal qual os exercícios físicos e a alimentação saudável.

E ela, justamente a alimentação, pode te ajudar a encontrar este caminho de resgate de equilíbrio.

Sim, alguns alimentos equilibram a nossa produção de hormônios e gerenciam o cortisol.

Outros, por sua vez, são indutores de substâncias estressantes e devem ser evitados.

Na Jolivi, diariamente, pesquisamos as alimentações e nutrientes que podem favorecer o pleno funcionamento do organismo.

E é sobre isso que vamos também abordar em nossos próximos encontros.

Mas entre as recomendações que trago hoje gostaria mesmo que você fizesse uma reflexão sobre a suas relações trabalhistas.

Digo isso porque, atualmente, o trabalho é um dos principais gatilhos do estresse.

Vivemos em um tempo em que o emprego é praticamente o seu sobrenome.

O crachá virou uma identidade e o seu valor é dado de acordo com as horas extras que você pratica.

Se identifica?

Se sim, saiba. Isto virou uma nova doença.

Uma nova doença

Pois é.

Há mais ou menos três décadas, quando os psiquiatras resolveram estudar um conjunto de sintomas que aparecia em vários grupos profissionais, eles detectaram a existência de uma síndrome chamada “Burnout”.

Burnout ocorre quando o emprego em si é o maior risco ocupacional, sendo “o” responsável por um adoecimento caracterizado por sintomas variados.

Nestes casos, o posto de trabalho ocupa o papel de gatilho destes problemas físicos e emocionais, da mesma forma que o cigarro, o álcool e o sedentarismo fazem com a gente.

Estão entre os sintomas da síndrome taquicardia, apatia, revolta, pânico, emagrecimento, ganho de peso, dores e a própria depressão.

7 casos por dia

O fato é que a coisa é tão séria que o nosso Ministério da Previdência, anualmente, registra pedidos de licenças trabalhistas de pessoas que adoeceram principalmente por causa de suas profissões.

Vasculhei no banco de dados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e detectei que, apenas no ano passado, o estresse foi a CAUSA de 2.697 licenças trabalhistas maiores do que 15 dias,

Isso significa que, todo dia, 7 pessoas deixam seus postos de trabalho por causa da estafa adquirida na própria profissão.

Recomendações

Obviamente, “parar de trabalhar” não é uma recomendação que pode ser dada, em larga escala, para o resto da vida de uma pessoa que adoece por causa do trabalho.

Claro que em algumas situações de descontrole absoluto, o afastamento momentâneo é uma necessidade.

Imagino, porém, que ninguém deseja que esta recomendação seja vitalícia, certo?

Então, repensar sobre o conceito de saúde é o primeiro passo. Além disso é preciso investir em mudanças de paradigma e, acredite, a solução pode estar na sua respiração e nos exercícios que você faz imediatamente quando acorda.

De cara, sugiro dois caminhos que me ajudaram bastante, todos indicados pelo consultor Dr. Léo Aguiar.

Vamos às dicas:

AUTOMASSAGENS: reserve 5 minutos após acordar para esticar bastante os braços, alongar a coluna, vértebra por vértebra, alongar as pernas e o pescoço. Você desperta com mais disposição.

Além disso, invista na automassagem na hora de escovar os dentes. Com as pontas dos dedos indicador e médio, faça círculos nas bochechas, perto da região da boca, na ponta do nariz e na testa. Respire fundo durante este processo.

DOPAMINA NA MARMITA: Não poderia deixar de sugerir também a revisão da sua alimentação.

grao-de-bico

A dopamina, também conhecida como molécula da disposição, é um ingrediente que precisa estar na marmita das pessoas que estão em situação de estafa, cansaço absoluto com o trabalho.

Este neurotransmissor nos empurra para a vontade de alcançar objetivos. Grão de bico, vegetais verde-escuro (eu sou fã de couve), maçã, carnes magras e as frutas tipo berry são excelentes exemplos de indutores de dopamina.

Bom, se você chegou até aqui é provável que se interesse pelo conteúdo que amanhã vou enviar ao seu email.

Vou falar um pouco sobre a minha trajetória e também trazer mais informações sobre a saúde verdadeira.

Já adianto que o objetivo é que você respire fundo e consiga trazer o seu bem-estar de volta para suas mãos.

E isso pode ser mais simples do que você imagina.

Até mais,

 

assinatura_jolivifernanda