Sua Saúde

Você é um bezerro?

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Você também acha que o leite é essencial, imprescindível, básico, indispensável e necessário para a sua alimentação e saúde?

Aprendemos, sob forte influência da indústria alimentícia, que o leite é dono de um latifúndio em nosso cardápio.

Tudo por conta de seu potencial proteico e, principalmente, pela presença do cálcio, um nutriente que garante a boa formação e conservação dos ossos.

Porém, nutricionalmente falando, a banda não toca dessa forma. Nosso organismo não é regido pelo leite de vaca.

O alto consumo de proteína de leite de vaca com a baixa defesa do organismo, para qualquer pessoa que não digere o leite de vaca, vai causar processos inflamatórios crônicos.

E esses sintomas podem ser físicos, mentais ou emocionais.

Leite longa vida?

Há alguns anos, quando nossas avós compravam leite, ele ficava dentro da geladeira por só uns 2 ou 3 dias. Agora, o leite vem embalado em caixas, duram dias (meses e anos!) e receberam o “carinhoso” nome de longa vida.

O consultor da Jolivi, Dr. Carlos Schlischka nos contou que o cientista francês Louis Pasteur (1822-1895) estudava a ação dos vários tipos de fungos e bactérias nos processos fermentativos. E foi Pasteur que inventou um método para impedir que o leite causasse doenças. E então, surgiu a tal pasteurização.

Neste processo, o leite é aquecido até a temperatura de 75°C por 15 segundos, o que é suficiente para matar a maioria das bactérias que podem causar doenças ou deteriorar o leite.

“A pasteurização não elimina todas as formas de bactérias presentes. Isso significa que, conforme o tempo passa, as sobreviventes vão se reproduzir e, em pouco tempo, deterioram o leite. O prazo de validade do leite pasteurizado ainda fechado e refrigerado é de 3 a 5 dias, a partir da data de fabricação. Após aberto, deve ser consumido rapidamente, entre 1 e 3 dias, se mantido na geladeira, numa temperatura de até 7°C”, explica o Dr. Carlos.

Existe um outro processo, chamado de UHT ou UAT (Ultra Alta Temperatura), que é uma ultrapasteurização. O resultado dá origem ao leite longa vida. De acordo com nosso consultor, este leite é, posteriormente, acondicionado em uma embalagem com diversas camadas com a finalidade de proteger o leite do ambiente externo.

Neste método, o leite é aquecido rapidamente a temperaturas muito altas (entre 130 a 150 °C, por 2 a 4 segundos) e, por isso, todos os micro-organismos são eliminados. “Isso permite a armazenagem do produto sem refrigeração por aproximadamente 4 meses a partir da data de fabricação, antes de ser aberto. Após aberto, pode ser consumido em até 3 dias, armazenando-o sempre na geladeira”, diz.

Muita gente não sabe, mas o leite em pó é a forma mais antiga de conservação. Dr. Carlos me falou que, para se chegar no resultado, é preciso pasteurizar o leite e, depois, desidratá-lo. Por conta do contato com o ambiente externo e a possível contaminação, depois de aberto, o leite em pó tem validade de 30 dias. Porém, quando ele está enlatado, pode ficar disponível na prateleira do supermercado por até 18 meses.

A escolha é sua

Mas por que o ser humano teve essa necessidade de inventar formas de conservar o leite? A resposta é (quase) simples: ele estraga com facilidade por conta de sua riqueza nutricional.

Nosso consultor informou que o leite é rico em gorduras, carboidratos, proteínas e vitaminas. Somando essas propriedades com a elevada porção de água em sua composição, o resultado é um ambiente fértil para o desenvolvimento de micro-organismos.

Bingo! “Quando consumido cru, após a ordenha, o leite pode estar contaminado por uma grande quantidade de micro-organismos. Por isso, o comércio de leite cru foi proibido”, esclarece Dr. Carlos.

Obviamente esses métodos afetam na quantidade de vitaminas existentes no leite. Ainda mais, nesses processos de “domesticar” o leite, a indústria produtora passou também a incluir muitas outras substâncias dentro da caixinha.

Para comprovar isso, leitor, basta dar uma bela olhada nas embalagens de leite. Muitas delas apresentam rótulos extremamente povoados por nomes que nem sabemos o significado.

Além de inúmeras substâncias desconhecidas, o leite também tem traços de hormônios, que são administrados para vaca com o intuito de aumentar a produtividade.

E eles também são ingeridos.

Você consome muito mais do que leite.

E por esses motivos, o doutor Carlos é bastante firme ao dizer que o leite não faz parte dos alimentos essenciais para os seres humanos.

Mas, se você gosta, desde que não seja alérgico ou intolerante, pode tomar. “É uma escolha gastronômica e não de saúde”, explica Dr. Carlos.

Se você faz parte desse time que toma leite porque gosta, a sugestão é que experimente outros tipos de leite, como o de amêndoas e de coco.

Tem gente que PRECISA evitar o consumo de leite de vaca. E talvez este seja o seu caso.

Intolerância x alergia ao leite

Alguns organismos apresentam reações após o consumo, que podem ser por:

– intolerância à lactose (açúcar);

– alergia a proteínas do leite.

Embora haja muita confusão entre os problemas, eles são bastante distintos.

É importante que você saiba diferenciá-los e que o diagnóstico seja adequado, caso você desconfie que esteja sofrendo com algum deles.

Intolerância à lactose

Segundo a nossa consultora, quando uma pessoa apresenta intolerância ao leite, na verdade, ela é intolerante à lactose.

A lactose é o açúcar presente no leite e, consequentemente, em seus derivados.

Para que essa substância seja digerida, é necessária a presença de uma enzima chamada lactase.

É a deficiência da lactase que provoca a reação de intolerância ao leite.

O organismo humano, assim como os outros mamíferos, após o período da amamentação, diminui a produção dessa enzima porque o indivíduo não precisa mais consumir o leite.

E o que acontece quando a lactose não é digerida? Ela é fermentada pelas bactérias, resultando em ácido lático, gás carbônico e hidrogênio.

Então, a pressão dentro do intestino grosso aumenta, causando dores abdominais, diarreia ácida e gases.

Alergia ao leite

Quando se fala de alergias alimentares, partimos do princípio que a reação e os sintomas são uma resposta imunológica do organismo, ou seja, ele está se defendendo.

Os alérgicos ao leite são, na verdade, alérgicos a proteínas do leite e essa é a principal diferença com a intolerância à lactose.

Considerando que cada mamífero foi geneticamente programado para digerir o leite materno de sua espécie e que o leite de vaca contém 3 vezes mais proteínas e cálcio que o leite humano, as dificuldades de digestão deste líquido são evidentes.

Estas proteínas – como – como a caseína, a lactoglobulina e a betalactoglobulina (a mais comum) – contém sequências de aminoácidos que nenhuma enzima humana consegue digerir.

Uma proteína mal digerida e não eliminada pelo organismo pode ser absorvida e reconhecida por ele como “anormal”.

Então, como resposta, o sistema imunológico, para combatê-las, produz substâncias pró-inflamatórias e, consequentemente, processos inflamatórios crônicos.

Essa pode ser a maior causa das famosas “ites”: rinite, sinusite, otite, esofagite de refluxo, gastrite, colite, dermatite e amidalites.

Fonte de CÁLCIO?

Sim, o cálcio é uma substância muito importante para o seu organismo.

Ele está presente em alta quantidade em nossos ossos e dentes (98 a 99%) e também participa de 1,5 a 2% do peso corpóreo.

O problema é que fomos criados como se apenas os laticínios fossem fonte deste nutriente tão essencial.

O leite de vaca não é o guardião das galáxias do cálcio. Ele não é fundamental na sua alimentação quando o assunto é o cálcio.

Portanto, se você deseja ou precisa tirar o leite de vaca da sua rotina, em relação ao cálcio, não fique se preocupe.

Existem outros alimentos que irão fornecer a quantidade suficiente que você precisa do nutriente.

E mais, para que o cálcio seja transportado para os destinos corretos do seu corpo, serão necessários outros nutrientes e hormônios, como: magnésio, boro, vitamina K2 e vitamina D.

E onde você vai encontrar estes nutrientes somados ao cálcio?

Segue, então, a lista de 9 alimentos que são fonte de cálcio:

– sementes de gergelim;

– linhaça;

– chia;

– grão de bico;

– alface;

– mamão;

– agrião;

– beterraba;

– brócolis.