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Quão potável é a água que sai da sua torneira?

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Doutor Victor Sorrentino

Doutor Victor Sorrentino

Médico e Autor do livro "Segredos Para Uma Vida Longa"

26 novembro 2020

Médico e Autor do livro "Segredos Para Uma Vida Longa"

Qual foi a última vez que você foi a uma farmácia comprar uma caixinha de remédios?

Tem gente que faz isso quase por hábito. Mesmo sem precisar, aproveita para comprar remédios tarjados que, na prática, não demandam nenhuma prescrição.

Anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, analgésicos, antigripais… e, dessa forma, constroem suas próprias farmácias particulares.

Mas e se eu te dissesse que esse hábito, extremamente perigoso, pode estar no seu prato ou na água do mar?

 

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Pois é. Olha só que impressionante isso daqui que eu descobri:

O medicamento que você toma detona as águas

Um teste¹ publicado neste mês mostrou a primeira quantificação de medicamentos em águas marinhas da América Latina.

Foram identificados cinco tipos de anti-hipertensivos, três estimulantes, três analgésicos/anti-inflamatórios, um anticonvulsivante, um antidepressivo, um redutor do colesterol, um diurético e um antiagregante plaquetário, além de cafeína, cocaína e benzoilecgonina (metabólito da cocaína).

E é claro que essa presença química na água está longe de ser natural ou tolerável.

Há evidências de que a valsartana – um dos remédios para hipertensão – apresenta toxicidade moderada para algas.

E que a losartana -outro anti-hipertensivos – é moderadamente tóxica para peixes, mas altamente tóxica para os crustáceos.

O diclofenaco e o acetaminofeno têm toxicidade moderada e alta, respectivamente, para os peixes.

A toxicidade combinada dos fármacos ainda é pouco conhecida, mas não se descartam efeitos aditivos ou mesmo complementares.

Os fármacos capazes de causar efeitos significativos no metabolismo de organismos aquáticos, mesmo em concentrações baixíssimas, são muitos e naturalmente podem afetar a saúde dos humanos.

Afinal, como saber se o consumo de peixes marinhos, crustáceos e afins está imune a essa contaminação? Não dá para saber.

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Como os remédios vão parar na água do mar?

As principais fontes de despejo de farmácias no ambiente estão no esgoto – que muitas vezes é direcionado para o oceano sem nenhum tipo de tratamento.

Mas no caso do Brasil, o “buraco” é mais embaixo.

O problema foi atribuído também ao acúmulo de uma grande quantidade de medicamentos sem utilidade nos domicílios, que acabam sendo descartados em locais inadequados.

A origem desse acúmulo pode estar:

  • no uso irracional de medicamentos
  • na falta de venda fracionada
  • na distribuição de amostras grátis por parte dos laboratórios
  • e na mídia, que fomenta o consumo.

E tudo isso pode ser agravado pela inexistência de um programa de recolhimento de medicamentos vencidos provenientes dos domicílios e pela prática comum de descartá-los junto ao lixo comum

Eu, como médico, entendo que a nossa função não é só medicar, mas orientar e ajudar para que os remédios sejam ou o último recurso ou um recurso pontual.

Ensinar nossos pacientes a forma correta de se descartar medicamentos, apontar hábitos ruins que cultivamos, e refletir sobre como evitar o número crescente de jovens também dependentes crônicos destes medicamentos.

Afinal, quem, no fim do dia, sai ganhando com esse acesso tão facilitado aos medicamentos? Não é você, certamente. Nem as nossas águas.

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Como reduzir o uso crônico de medicamentos?

E digo mais: você já parou para pensar como conseguiria reduzir o uso crônico de medicamentos com algumas mudanças simples de hábito?

Não estou falando de nada que demanda grandes investimentos.

Aqui deixo 5 passos que, comprovadamente, reduzem o consumo de fármaco.

  • Cortar industrializados e ultraprocessados da dieta;
  • Caminhar ou se exercitar regularmente;
  • Adotar o hábito de meditar antes de dormir;
  • Tomar sol sempre que possível;
  • Respeitar o horário de dormir, como se fosse algo sagrado.

Parece simples, mas são passos gigantes para algumas pessoas.

E aí, diante da dificuldade, um comprimido parece valer mais a pena – mesmo que em alguns anos ele vá parar no lixo, desencadeando tudo o que falamos anteriormente.

No fim das contas, não compensa.

Sobre a água, precisamos urgente de um plano de defesa, que seja coletivo, mas não tenho dúvida que ele começa pelo fim da medicalização desenfreada.

Claro que nenhuma mudança é do dia para noite.

Mas você pode indicar com um caminho.

Por exemplo, sabia que o óleo essencial de lavanda tem uma atuação ótima contra a ansiedade?

Jardim de lavanda

O óleo essencial de lavanda é um dos remédios naturais para vencer a ansiedade

Olha só que interessante: um estudo publicado no Natural Medicine Journal afirmou que o aroma da lavanda afeta o sistema límbico, parte do cérebro responsável pelas emoções.

Lá, ele tem uma espécie de efeito calmante, diminuindo sintomas de ansiedade e agitação – podendo ser uma ótima alternativa ao remédio para dormir.

Além disso, os cientistas concluíram que o aroma da lavanda, por ser extremamente agradável, pode promover mudanças no sistema nervoso autônomo.

E o mais interessante é que os efeitos da lavanda são praticamente imediatos.

Um estudo concluiu que a inalação do óleo essencial de lavanda por três minutos já é suficiente para nos deixar mais relaxados, de bom-humor e com menos sintomas de ansiedade.

Só te peço um cuidado: não vá simplesmente comprando qualquer óleo que você vir por aí.

É muito importante escolher o seu produto com atenção, garantindo que os ingredientes ali presentes têm um alto grau de pureza.

Do contrário, os antinutrientes daquele óleo podem mais te prejudicar do que ajudar.

Espero que o assunto de hoje inspire uma mudança em você e compartilhe essas informações com os seus queridos.

Referência bibliográfica:

  1. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32779066/
Doutor Victor Sorrentino

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Médico e Autor do livro "Segredos Para Uma Vida Longa"

26 novembro 2020

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