A verdadeira prevenção para o câncer de mama

Maior Menor

No Brasil, o câncer de mama representa uma das principais causas de morte por neoplasias malignas em mulheres. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 57.960 mulheres tenham sido acometidas pela doença no ano de 2017.

Então, em todos os anos, no mês de outubro, as cidades se enchem de Outdoors em prol da mesma causa. Incentivar mulheres a fazerem mamografia a cada dois anos para evitar o câncer de mama.

Claro, tudo isso é com uma boa intenção, com intenção de proteger essas mulheres.

Números divulgados endossam essa iniciativa: “A taxa de sobrevivência é de 99% em 5 anos quando detectada em um estágio inicial, contra 26% quando detectada em um estágio avançado”.

Muito além da mamografia

Mas a verdade cruel que tenho a lhe dizer é que a mamografia é incapaz de reduzir a mortalidade do câncer de mama ou prevenir a doença.

Primeiro que essa não é uma abordagem de prevenção e sim de detecção. Além disso, a grande maioria das detecções é feita pela apalpação e não como resultado da mamografia. Além disso, o exame pode causar mutilações desnecessárias para as mulheres devido a diagnósticos excessivos e tratamentos exagerados.

Lembre-se de que a carga de raio-X usada é 20 vezes maior do que para um raio-X de tórax. Não é à toa que nos países mais ricos, a recomendação é que se faça a mamografia após os 50 anos e a cada três anos.

Em minhas pesquisas, encontrei o trabalho da radiologista Cécile Bour do coletivo francês Câncer Rosa. Ela faz parte de um grupo que escreveu uma carta aberta à ministra francesa da Saúde, Marisol Touraine, pedindo informações mais objetivas sobre os métodos de detecção da doença.

“A mamografia é apresentada às mulheres como se fosse uma prevenção do câncer, quando sabemos que ela não previne o câncer”.

cancer de mama

Mamografia não é prevenção do Câncer de Mama

Preciso que você, mulher, saiba que os benefícios da mamografia não são garantidos e que, além disso, há muitos riscos: de exagero no diagnóstico, de falsos alertas e de radiação inútil. Se todos os cânceres se tornassem grandes e mortais, a detecção precoce seria interessante, mas temos cenários diferentes:

  • há aqueles que sempre permanecerão pequenos e não evoluirão
  • aqueles que regredirão espontaneamente
  • aqueles que progredirão lentamente e para quem o tratamento é necessário
  • e, finalmente, aqueles que têm uma evolução meteórica entre duas mamografias e são fatais, não importa o que você faça.

O que não lhe dizem é que a maioria dos cânceres detectados pelo exame não é perigosa ou não é urgente. Porque:

alguns regridem espontaneamente. Isso foi o que mostrou um estudo realizado pela universidade de Oslo e publicado pela revista JAMA em 2008.

O estudo foi realizado de 1996 a 2001 com mulheres de 50 a 64 anos que fizeram mamografias a cada dois anos.

Outros não crescem ou crescem pouco.

Como resultado, a triagem de rotina leva muitas mulheres a experimentar desnecessariamente um diagnóstico assustador (“você tem câncer!”), ou mesmo tratamentos pesados como a quimioterapia!

Você me conhece. Eu nunca incentivaria você a abandonar qualquer tipo de tratamento ou fazer qualquer intervenção por conta própria. Mas quero que fique claro que a mamografia não serve como prevenção de câncer de mama e continuo lhe explicando o porquê.

No total, de acordo com os médicos mais otimistas, 1.000 mulheres com mais de 50 anos devem ser mamografadas a cada ano para evitar uma única morte por câncer de mama.

Você pode me dizer que 1 vida salva em 1.000 é algo para se comemorar e chamar de medida preventiva?

Mas não se esqueça que dessas 1.000 mulheres:

  • Aproximadamente 10 mulheres trataram desnecessariamente (inclusive com quimioterapia e remoção de mamas).
  • E 200 mulheres que terão o estresse de um alarme falso. A metade de quem terá de passar por uma biópsia!

Outro estudo feito pela International Prevention Research Institute, em Lyon, na França, revelou que a mamografia na Holanda tem pouco ou nenhum impacto na redução da mortalidade do câncer de mama.

Então, a mensagem que fica é a mamografia sistemática não tem poder na mortalidade total. Por isso, tome cuidado, a mamografia generalizada não salva vidas!

Acredito, no entanto, que o rastreio é uma decisão que pertence à mulher. Quero deixar claro na mensagem de hoje que o mais importante não é a triagem. E sim um estilo de vida saudável que proteja contra o câncer de mama, assim como todas as doenças degenerativas.

Veja também: a terapia revolucionária que pode matar as células do câncer

O que eles “esqueceram” de lhe contar durante a Campanha do Outubro Rosa

Milhões de reais estão sendo gastos em “sensibilização” em favor da triagem. Porém, todo esse dinheiro poderia ser usado para lembrar, por exemplo:

cancer de mama azeite de oliva

Azeite de oliva

azeite de oliva com dieta mediterrânea está associado a uma redução de 67% no câncer de mama.

Um estudo conduzido na Universidade de Granada, na Espanha, cientistas observaram que os componentes do azeite inibiram a expressão de um gene, o HER2, que dispara a forma mais agressiva dessa doença. A deficiência de melatonina, hormônio produzido à noite, onde sua falta leva a um tipo de sono não reparador com consequências as mais várias na saúde, como a predisposição à iniciação do câncer, incluindo o de mama.

Uma pesquisa realizada por cientistas da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) em colaboração com colegas do Hospital Henry Ford de Detroit, em Michigan, nos Estados Unidos, e publicado na revista PLoS One, esclareceu que essa capacidade do hormônio se deve ao papel que ele pode desempenhar na inibição da formação de novos vasos sanguíneos já existente do tumor, denominada angiogênese, que contribui sobremaneira para o desenvolvimento de metástases tumorais.

cancer de mama cúrcuma

Açafrão da Terra

Açafrão da Terra, ou cúrcuma, também atuam na prevenção e tratamento do câncer de mama. Um estudo feito no Texas mostrou que a cúrcuma inibe o risco de metástase do câncer de mama para os pulmões e ossos.

Segundo um relatório divulgado em 2013 no “Journal of Breast Cancer”, a cúrcuma inibe o crescimento de células tumorais e a sua migração e proliferação para outras partes do organismo.

A cúrcuma também é conhecida por sua potente ação anti-inflamatória. Além disso, por que não dizer aos estudantes do ensino médio que a pílula tomada por muito tempo aumenta substancialmente o risco de câncer de mama?

Essa seria uma ótima contribuição para as mulheres, a divulgação desse conhecimento durante o outubro rosa.

Você quer a resposta? Porque essas recomendações podem tirar dinheiro da indústria farmacêutica. Portanto, não se deixe enganar e aprenda com fontes independentes sem conflito de interesses.

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