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Por que os exames estão garantindo uma falsa proteção contra o câncer de próstata que atinge 65 mil homens anualmente no Brasil

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Leopoldo Rosa

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15 março 2021

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Por Leopoldo Rosa

com Mirela Leme e Kitty Vilas Boas

A rotina do homem que passou dos 50 anos e tem o hábito de frequentar um urologista da medicina tradicional é sempre a mesma: todos os anos, ele se submete ao controverso exame de toque retal e, em alguns casos, à medição do índice PSA. A preocupação é o câncer de próstata. Legítima, já que segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), em 2020, a estimativa foi de 65 mil casos da doença no Brasil.

O número se explica em alguns fatores. Primeiro, o desconhecimento. Para se ter ideia, um estudo feito por uma ONG Britânica em 2016 mostrou que um em cada cinco homens nem sabia que tinha uma próstata. 

Esse desconhecimento ganha provas quando olhamos para as buscas feitas pelo assunto na internet. Dados do Google mostram que as expressões “como prevenir câncer de próstata” e “onde fica a próstata” estiveram entre as mais buscadas na plataforma quando o assunto é essa glândula masculina. A busca por próstata no último ano supera, inclusive, as pesquisas por calvície, por exemplo.

“UM A CADA CINCO HOMENS NÃO SABIA QUE TINHA PRÓSTATA, DIZ ESTUDO”

Mas também há um segundo fator ligado a como a medicina tradicional trata a próstata. Além de o próprio câncer não ter sintomas claros e muitas vezes só ser percebido em estágio avançado, há a insistência pelos exames de toque e PSA que, ao longo dos últimos anos, foram desacreditados por especialistas ao redor do mundo. 

Exame não é prevenção 

Estudos da Europa e dos EUA descobrem...

...a "peça" que falta no organismo para uma próstata jovem e saudável. Veja no documento a seguir os estudos científicos que indicam como prevenir possíveis problemas na próstata em homens com 50+.

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Os sintomas do câncer de próstata podem envolver o jato fraco da urina, dores ao urinar e mesmo a necessidade de ir ao banheiro várias vezes ao longo da noite. Mas esses mesmos sintomas podem estar ligados a outros problemas da próstata como a prostatite e a hiperplasia benigna – que nada têm a ver com câncer. 

“Muitas vezes, você faz o toque retal e pode ainda estar normal. Mas, mesmo assim, a pessoa ainda pode ter uma doença. Como ele não pega os cânceres que estão na zona de transição, o toque retal só consegue pegar câncer que está na zona periférica da próstata.” 

Quem faz essa afirmação é o urologista e especialista da JOLIVI, Alain Dutra, que segue a linha comprovada por uma série de estudos feitos na Europa e nos Estados Unidos que apontam para a ineficiência do exame. 

Outro procedimento muito comum é o exame PSA. Outra prática em xeque.

Um estudo feito pelo Prostate, Lung, Colorectal and Ovarian Cancer Screening Trial, nos Estados Unidos, dividiu 76.693 homens em dois grupos. Um que realizaria exames de PSA e toque retal regularmente e o outro não. Seis anos depois, a mortalidade por câncer de próstata havia sido 13,6% maior no grupo que fez exame.

O urologista, Alain Dutra diz que o PSA é um exame que apresenta problemas porque tem baixa sensibilidade, ou seja, pode dar falso positivo, o que pode levar os pacientes a serem submetidos a exames ainda mais agressivos e tratamentos desnecessários. “São pessoas que têm PSA elevado no sangue, mas que não têm câncer de próstata e são submetidas desnecessariamente a uma biopsia”. 

Especialistas em saúde natural e integrativa defendem que o melhor caminho é um acompanhamento contínuo em que, inclusive os índices de PSA, são medidos e revistos de tempos em tempos e não levados a uma biópsia ou até cirurgia por causa de uma medição alterada.

Suplementação como caminho para a próstata saudável 

Em entrevista ao documentário “A Verdade Sobre o Câncer”, o urologista Alain Dutra também explicou seus métodos de prevenção. Segundo ele, o caminho está em investir em práticas que deixam a próstata mais saudável – o que passa por mudança de hábitos, mas também por suplementações para homens que já passaram dos 50 anos. 

No campo da suplementação, algumas vitaminas são conhecidas aliadas por serem anti-inflamatórias. Caso da Vitamina C quando ministrada em altas doses.

Um velho conhecido de quem busca proteção para a próstata é o licopeno, encontrado em frutas e legumes de cor vermelha como tomate, melancia e mamão. Estudos feitos pelas Universidades de Oxford e Cambridge concluíram que a substância pode reduzir em até 18% o risco de câncer de próstata. Além do consumo nos alimentos, também há a possibilidade de suplementar o licopeno em cápsulas.

Outra alternativa indicada pelos especialistas em saúde integrativa, como o Dr. Carlos Schlischka,  é o antioxidante beta-sitosterol,  encontrado em suplementos e no óleo de semente de abóbora. “Estudo in vitro feito ao longo de apenas sete dias apontou que o beta-sitosterol foi capaz de reduzir o crescimento tumoral na glândula masculina em 24% e induziu a apoptose, que é o ‘suicídio’ das células cancerígenas, quatro vezes no período”, escreve o Dr. Carlos.

Até mesmo hormônios vistos como vilões da próstata estão ganhando novos status graças a estudos recentes. É o caso da testosterona. Estudos feitos em 2003 pelo médico americano Abraham Morgentaler mostraram que a testosterona só deve ser reduzida em homens que já têm o diagnóstico de câncer, mas como efeito preventivo, pode ser mantida nos níveis normais. 

No campo das mudanças de hábitos, além de indicar a redução no consumo de álcool e dos carboidratos, o urologista Alain Dutra também atenta para a preocupação com um dos maiores problemas do mundo pós-moderno: o estresse. “É comprovadamente um fator de risco. Evite o excesso de estresse. E durma bem”, finaliza. 

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Referências:

  • ANDRIOLE, G. L. et al. Prostate cancer screening in the randomized Prostate, Lung, Colorectal, and Ovarian Cancer Screening Trial: mortality results after 13 years of follow-up. J Natl Cancer Inst, v. 104, n. 2, p. 125-32, 2012;
  • V. Er, J. Athene Lane, R. M. Martin, P. Emmett, R. Gilbert, K. N. L. Avery, E. Walsh, J. L. Donovan, D. E. Neal, F. C. Hamdy, M. Jeffreys. Adherence to dietary and lifestyle recommendations and prostate cancer risk in the Prostate Testing for Cancer and Treatment (ProtecT) trial. Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention, 2014; e
  • von Holtz RL, Fink CS, Awad AB. beta-Sitosterol activates the sphingomyelin cycle and induces apoptosis in LNCaP human prostate cancer cells. Nutr Cancer. 1998;32(1):8-12. doi: 10.1080/01635589809514709. PMID: 9824850.

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