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Pifou e nem percebeu: a realidade que envolve o burnout

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Leopoldo Rosa

Head de conteúdo

1 junho 2021

Head de conteúdo da Jolivi

Em 1974, um médico americano descreveu pela primeira vez o que a gente hoje chama de Síndrome de Burnout, um esgotamento físico e mental geralmente decorrido de rotinas extenuantes e estressantes de trabalho. Veja, em 1974. Tempos em que ainda estávamos bem distantes do computador em casa, dos celulares apitando freneticamente e das exposições das redes sociais.

Não é exagero dizer que de lá para cá, os fatores que podem causar o burnout aumentaram exponencialmente. 

Nesta semana gravei uma edição do podcast Rádio Jolivi sobre esse assunto. O jornalista Marc Tawil, um dos maiores estudiosos de carreira e trabalho do país, participou conosco e fez um alerta que achei tão importante quanto curioso: o burnout não afeta apenas aqueles que se sentem afogados no trabalho e vítimas de assédio moral e abusos nas empresas. Muitas vezes, o burnout vai chegar também a quem ama o que faz.

Justamente quando estamos empolgados com o trabalho é que não notamos ele se aproximar. Trabalhamos por horas a fio sem pausas para descanso, sentindo-nos mal quando folgamos e doidos para que mais uma segunda-feira comece. 

O burnout nada tem a ver com estar insatisfeito. É sobre o nosso desejo de estar em atividade superar a capacidade do nosso corpo de trabalhar. E o principal problema é que, muitas vezes, só notamos o que estamos fazendo quando a situação se agrava e o corpo implora socorro. 

Mas quase como todo problema de saúde, o burnout dá sinais antes de nos pifar de vez. Esquecimentos, lentidão de raciocínio e dificuldades para dormir mesmo estando cansado podem ser alguns destes sinais. É clichê, mas preciso incluir aqui: o corpo fala. A gente é que não presta atenção. 

Fazer pausas adequadas, respeitar os momentos de descanso, tomar a decisão de não abraçar o mundo e impor limites aos horários do expediente podem ser as melhores decisões para a saúde e para a carreira. 

Profissionais na iminência de um burnout não produzem nem muito, nem bem, apenas vivem na ilusão disso por estarem horas demais no trabalho. E afinal, você quer ser saudável e produtivo ou um grande cumpridor de horários?

Enquanto você responde a essa pergunta, vou deixar quatro dicas de como evitar o burnout:

1 – Tenha boas noites de sono. Evite o celular e os e-mails de trabalho perto da hora de dormir. Capriche na higiene do sono, indo para a cama na hora de dormir e evitando outras telas (como a televisão) também.

2 – Cultive a espiritualidade. Não importa qual a sua religião e nem se você tem uma. Espiritualidade tem a ver com o contato com aquilo que te conecta com você mesmo. Reserve tempo para isso.

3 – Faça meditação ativa. Quando estiver em uma atividade, esteja inteiro nela. Evite ceder a interrupções e à nossa tentativa de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Parece mais produtivo. Mas só parece. 

4 – Pratique atividades físicas. O movimento libera hormônios do bem como a endorfina e ajuda a regular os níveis de cortisol que, quando desregulados, levam ao estresse e ao cansaço.

Leopoldo Rosa, head de conteúdo da Jolivi

 

Jornalista desde 2010, formado pela Universidade São Judas Tadeu. Foi head de conteúdo da Rádio Globo e chefe de reportagem e apresentador da Rádio CBN. Também passou pela TV Globo, CNN Brasil e Editora Abril. Se especializou em gestão de negócios pela Fundação Dom Cabral e tem MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais no Instituto Educacional B3. 

 

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1 junho 2021

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