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O arbusto que aumenta “o” hormônio do homem

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Carlos Schlischka

Carlos Schlischka

Médico Especialista em Saúde Integrativa

CRM: 14.558/SP

13 janeiro 2021

Dr. Carlos Schlischka é formado pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, tem mestrado pela USP-RP e quase 35 anos de prática clínica. Especialista em Medicina Regenerativa e Acupuntura, além de um grande estudioso nos campos da Nutrição e da Fitoterapia

Olá, homem

Dr. Carlos por aqui.

Senta porque tenho um assunto sério para tratar com você.

Que o seu principal hormônio é primordial para te manter de pé, eu já te contei.

A testosterona mantém a sua sexualidade, o seu coração batendo e seus músculos funcionando para carregar até mesmo as sacolas do supermercado.

Quando ela está em falta no seu organismo, você perde o senso de humor e vira um rabugento, passa a não funcionar na cama e coloca no seu coração mais um alvo para o infarto.

E, se tudo isso não for suficiente para preocupá-lo, é preciso que eu te conte que a falta de testosterona pode te mandar para UTI. Ou pior.

Eu não gosto de me repetir em todos os nossos encontros e falar com você como é importante que você aumente a sua imunidade contra o novo coronavírus, e contra as novas cepas que têm sido descobertas enquanto os casos voltam a aumentar.

Mas, diante de evidências, é preciso que eu retome essa conversa com você.

Só para começar, saiba que cientistas da Universidade de Roma chegaram à conclusão numérica que mostra que, dentre as mortes por Covid-19, a maioria é de homens em todas as faixas etárias analisadas.

Dentre as mortes de pessoas entre 60 e 69 anos, 79,7% são homens. Dentre as mortes entre 70 e 79 anos, 79,6% respondem pelo sexo masculino.

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Antes dos dados divulgados pela Universidade de Roma, cientistas da Alemanha já tinham descoberto a relação direta entre baixa testosterona e manifestação mais grave da doença.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Hamburgo-Eppendorf, entre as pessoas internadas nas unidades de terapia intensiva, 68,7% dos homens internados apresentavam baixos níveis do principal hormônio masculino. Ou seja, mais de dois terços dos pacientes com baixa testosterona.

Essas duas pesquisas só comprovam o que eu já sabia.

A testosterona também pode ser uma barreira contra a doença porque é um hormônio essencial para a resposta imune do nosso corpo a invasores.

No caso da Covid-19, ter bons níveis desse hormônio pode prevenir, por exemplo, a chamada tempestade de citocinas, uma reação inflamatória que tem papel na progressão do coronavírus.

Você sabe, homem, que ainda não há uma cura estabelecida para o coronavírus, mas eu conheço uma série de respostas para o aumento da sua testosterona.

 

E, por isso, quero te apresentar a uma delas: um arbusto que aumenta a sua testosterona em 37%.

 

Estou falando de uma planta que só é conhecida por nomes estranhos: Long Jack ou Tongkat ali. Ou apenas ginseng da Malásia.

Um estudo com homens estressados apontou que a suplementação de quatro semanas de cápsulas dessa erva foi responsável por aumentar em 37% a testosterona e reduzir o estresse em 16%.

O estresse, você sabe, é outro fator para reduzir a sua imunidade.

Se quiser usar o ginseng da Malásia, fale com o seu médico sobre o uso de cápsulas com doses de 200mg ao dia.

É óbvio que eu não o indico como preventivo do novo coronavírus, mas, se você precisa aumentar a sua virilidade para já, ele pode ser um caminho.

E lembre-se: ele é apenas um dos trunfos que a saúde natural lhe oferece. Os melhores resultados sempre aparecem em combo.

Para ser repetitivo mesmo: a vitamina D3 associada à vitamina K2 aumenta a sua testosterona e a sua fortaleza contra o coronavírus.

Anotou?

Agora que você sabe que o que é preciso para aumentar o seu hormônio masculino, quero te deixar algumas dicas complementares para deixar o seu corpo mais fortalecido.

Você não ouviu ninguém falar sobre isso, mas, além de o vírus ser encontrado e transmitido através de saliva, muco e respiração de pessoas infectadas, ele já foi encontrado até mesmo em fezes e no sêmen!

Por isso, informações publicadas internacionalmente —, mas que podem ter passado batido pelo seu médico ou pela mídia, trazem recomendações que me ajudam a estabelecer com você um guia do sexo em épocas de pandemia.

Essas informações vieram de instituições de renome como a New York City Health Department e a International Society for the Study of Women’s Sexual Health e dão conta que:

  • O ideal é que, neste momento, o ato sexual seja apenas entre pessoas que moram na mesma casa;
  • Se você mora sozinho, o seu melhor parceiro sexual é você mesmo (use a sua imaginação);
  • Se você mora sozinho e precisa sair para encontrar a sua parceira, evite comportamentos sexuais de alto risco, e o beijo é um deles;
  • Tenha certeza de que a sua parceira esteja seguindo todas as regras de higiene e isolamento em época de pandemia. Porque, entre você e ela, o risco maior de ir para a UTI é seu; e
  • Use camisinha. Sempre. Mesmo que a sua parceira já tenha passado pela menopausa.

Pode parecer que eu estou lhe falando para se prevenir contra a AIDS, mas com todas essas dicas, você há de concordar com as semelhanças entre a transmissão do vírus HIV e o novo coronavírus, assim como tem visto uma série de infectologistas.

Além disso, sexo seguro é também uma prevenção contra o câncer de próstata.

Mas, sobre isso, falamos em outro encontro.

Muito obrigado e até a próxima.

Referências bibliográficas:

  • POZZILLI P, LENZI Lenzi A. Commentary: Testosterone, a key hormone in the context of COVID-19 pandemic. Metabolism. 2020;108:154252;
  • The majority of male patients with COVID-19 present low testosterone levels on admission to Intensive Care in Hamburg, Germany: a retrospective cohort study;
  • Safer Sex and COVID-19; e
  • International Society for the Study of Women’s Sexual Health.
Carlos Schlischka

Carlos Schlischka

Médico Especialista em Saúde Integrativa

CRM: 14.558/SP

13 janeiro 2021

Dr. Carlos Schlischka é formado pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, tem mestrado pela USP-RP e quase 35 anos de prática clínica. Especialista em Medicina Regenerativa e Acupuntura, além de um grande estudioso nos campos da Nutrição e da Fitoterapia

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