No home office, cuidado para onde você olha

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Leopoldo Rosa

Head de conteúdo

22 junho 2021

Head de conteúdo da Jolivi

Minha rotina de trabalho envolve, como todo jornalista, algumas horas diante de um computador. Como essa, agora, escrevendo para você. Mas vai além disso. Quando estou no escritório, gosto de levantar da cadeira, pegar um café enquanto converso com um colega, trocar o envio de uma mensagem por um papo de corredor ou até mesmo cutucar o colega do lado para dizer algo. 

Tudo isso se perdeu no home-office. 

Agora, são eventuais levantadas para ir ao banheiro, algumas alongadas em nome da saúde da minha coluna e só. Todas as minhas conversas, bem como os textos, estão aqui, nessa tela. Se você, como eu, está passando pelo mesmo, é bem possível que esteja sentindo algumas dores de cabeça, vista cansada e aquela sensação de areia nos olhos.

O excesso de exposição a telas a que estamos submetidos — e que se intensificou na pandemia — afeta até nosso piscar de olhos (que pode acontecer 20 vezes por minuto em circunstâncias normais e até nenhuma vez por minuto diante da luz de uma tela). 

E aí, nossa visão que já pode estar comprometida (um dado do Ministério da Saúde apontou que 50 milhões de brasileiros têm algum distúrbio de visão) pode se prejudicar ainda mais.

Resultado em alguns segundos: teste rápido de visão indica uma possível causa da sua visão embaçada

Já falei aqui neste mesmo espaço sobre iniciativas para deixar seu home office melhor. Agora, vamos falar de deixar ele melhor para os seus olhos. Veja quatro práticas:

  • Use mais luz natural. Quanto mais dela, menos as luzes artificiais usamos e menos elas nos agridem. Abra janelas e deixe a claridade do dia entrar sempre que possível.
  • Faça pausas. E nelas, não vá para o celular. Levante, veja o dia, mude a direção do olhar. 
  • Mantenha o computador a cerca de 60 centímetros de distância dos olhos e, de preferência, com o olhar ajustado para a parte de cima da tela (esse ajuste ergonômico também ajuda a coluna).
  • Aposte em suplementos amigos da visão como a luteína e a zeaxantina. Esses nutrientes são capazes de absorver a energia das ondas de luz e impedir que elas queimem as células dos nossos olhos. Um grande estudo de longo prazo com aproximadamente 4 mil homens e mulheres, entre 43 e 86 anos, em Wisconsin, nos EUA, mostrou que aqueles que ingeriram luteína e zeaxantina cortaram em 60% o risco de cirurgia de catarata. E no maior Estudo sobre Doenças do Olho Relacionadas à Idade, ficou comprovado que elas eram capazes de baixar em 25% o risco do avanço da degeneração macular, a causa número 1 de cegueira após os 60 anos de idade.

Assim, enquanto você ainda estiver preso às telas mesmo para as coisas mais simples, vale redobrar os cuidados com a saúde dos olhos. E quando puder, desligue essa telinha e vai ver o mundo como ele é de verdade! 

SOBRE O AUTOR

Leopoldo Rosa é jornalista desde 2010, formado pela Universidade São Judas Tadeu. Foi head de conteúdo da Rádio Globo e chefe de reportagem e apresentador da Rádio CBN. Também passou pela TV Globo, CNN Brasil e Editora Abril. Se especializou em gestão de negócios pela Fundação Dom Cabral e tem MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais no Instituto Educacional B3. 

Referências:

 

  • AREDS2 Research Group, Chew EY, Clemons T, et al. The Age-Related Eye Disease Study 2 (AREDS2): study design and baseline characteristics (AREDS2 report number 1). 2012;119(11):2282‐2289;
  • Mares-Perlman JA, Lyle BJ, Klein R, Fisher AI, Brady WE, VandenLangenberg GM, Trabulsi JN, Palta M. Vitamin supplement use and incident cataracts in a population-based study. Arch Ophthalmol. 2000 Nov;118(11):1556-63. doi: 10.1001/archopht.118.11.1556. PMID: 11074813.

 

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