Mindfulness: o que é, benefícios e como praticar no dia a dia

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Fisioterapeuta

18 fevereiro 2021

A fisioterapeuta Kelly Lemos é certificada pela IFF (International Feldenkrais Federation), mestre em Psicossociologia pela Universidade Federal de Rio de Janeiro (UFRJ), terapeuta corporal Reichiana, Formada em Mindfulness, fisioterapeuta do Instituto Nacional de Traumato-ortopedia (INTO) e especialista em neuropediatria

Pense por alguns segundos nas tarefas que você concluiu hoje.

Dirigir o seu carro, trabalhar, preparar uma refeição, fazer compras no supermercado…

Você ficaria espantado se percebesse que, em boa parte das vezes, estava com a cabeça em outro lugar?

É provável que você estivesse pensando em contas a pagar, planos para o futuro, o medo da pandemia, um diálogo com um amigo ou familiar…

Pois é, muitas pessoas passam boa parte da vida pensando no passado ou no futuro, dificilmente no presente. E o pior de tudo: presos a uma ansiedade crônica.

 

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O Brasil, para você ter uma ideia, é considerado pela OMS como o país mais ansioso do mundo e é justamente sobre isso que eu quero falar com você a partir de agora.

O mindfulness (atenção plena, em tradução livre) pode ser a saída para todas essas sensações desagradáveis que você sente e que ficam presas naquele nó na garganta.

Pode, inclusive, ser a estratégia que você realmente precisa para controlar a pressão ou o diabetes, por exemplo.

Mas vamos entender melhor o que isso significa?

O que é Mindfulness? Quais os benefícios?

O mindfulness é uma técnica com raízes na filosofia budista que nos ensina a olhar para o presente com atenção, concentração, empatia e gentileza.

É estar completamente presente, de corpo, mente e alma, em cada pequeno momento ou gesto do seu dia: ao comer um alimento, ao escovar os dentes e até na hora de dormir.

Mas Kelly, estar atento não é algo simples? Precisa mesmo de uma técnica específica?

O órgão oculto que controla as suas emoções

Para combater a depressão e a ansiedade, é preciso regular o órgão chamado de "cérebro oculto", o verdadeiro maestro das suas emoções.

Veja aqui como é simples

Na verdade, estar atento não é algo que estamos muito acostumados, viu? É muito fácil que a mente se perca em meio ao que chamamos de “pensamentos obsessivos”.

E quando não conseguimos retornar para o estado de atenção plena, podemos ficar ansiosos e estressados constantemente, o que leva a um desequilíbrio em nosso organismo.

Esse estado constante de alerta pode até manifestar fisicamente, o que é exatamente perigoso: o cérebro ansioso e estressado funciona em uma espécie de estado de hipervigília.

É como se a área do Sistema Nervoso Simpático – responsável pela reação primitiva que aciona o estresse, com o objetivo de nos livrar do perigo iminente – ficasse o tempo todo ligada.

A sirene dispara mesmo que não haja uma ameaça concreta ou a necessidade de resposta ao ataque. Com isso, uma série de reações em cadeia ocorrem.

O cérebro pede mais energia (o que dá aquela sensação de fome o tempo todo), o fígado passa a liberar doses extras de glicose na corrente sanguínea (podendo descontrolar o diabetes), o coração passa a bater mais rápido para dar conta de levar sangue para todos os órgãos que estão demandando, os vasos sanguíneos se contraem, o que aumenta a pressão arterial…

A técnica da atenção plena ajuda a desligar o estado de alerta do organismo

Em resumo: todo o seu sistema imunológico fica pronto e focado em atuar em uma batalha que, muitas vezes, não existe.

Nessa hora, os hormônios do estresse acabam causando uma “baixa” na produção dos linfócitos, que são os nossos maiores soldados de defesa, o que prejudica o sistema imunológico e cria uma brecha para que vírus, bactérias e fungos se aproveitem e tomem conta do organismo.

E aí que surgem herpes, candidíase de repetição, queda de cabelo…

Alguns remédios químicos até se propõem a desligar esse circuito do estresse e da ansiedade, como você talvez já saiba.

[Vazou] O Ranking dos 7 Remédios Mais Letais

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O problema é que o efeito colateral pode ser um “apagão” dos seus outros circuitos restantes.

Com o mindfulness, não há apagão.

A técnica, digamos, age na raiz do problema. Com a atenção desenvolvida pelo mindfulness, você passa a “controlar” a amígdala, uma estrutura que está presente no cérebro primitivo e que controla nossas emoções básicas, como medo, raiva e também o instinto de sobrevivência.

Isso quer dizer que, com essa técnica, você aprende a desligar o mecanismo de “fuga-ou-luta”.

Como praticar o mindfulness?

Mas calma: você não precisa se transformar em Buda, vestir-se como um monge e fazer um retiro espiritual de 1 ano para começar a praticar o mindfulness.

Eu quero e preciso que você entenda a simplicidade dessa técnica e como, depois que aprendê-la, você poderá se manter atento e presente em todos os momentos do dia.

Por exemplo, sinta o contato dos seus pés com o chão, agora, enquanto você me lê. Seus pés estão pesados? Você sente algum formigamento?

E como é a sensação de estar sentado na cadeira ou no sofá? Consegue perceber o contato da sua pele com a superfície de apoio?

Se sim, parabéns, pois você já começou a praticar o mindfulness! Viu como é algo possível?

Meditar é algo praticamente tão fácil quanto lavar as mãos, varrer a casa ou ler um livro.

Dá para meditar enquanto toma banho, escuta uma música, lava a louça, rega as plantas do jardim… Tudo para que o exercício da atenção plena seja simples, prático e acessível, com garantia de todos os benefícios que já expliquei anteriormente.

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Fisioterapeuta

18 fevereiro 2021

A fisioterapeuta Kelly Lemos é certificada pela IFF (International Feldenkrais Federation), mestre em Psicossociologia pela Universidade Federal de Rio de Janeiro (UFRJ), terapeuta corporal Reichiana, Formada em Mindfulness, fisioterapeuta do Instituto Nacional de Traumato-ortopedia (INTO) e especialista em neuropediatria

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