Menopausa: dá para superar a depressão e a crise de meia-idade?

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Editora

Longe de ser uma bala de prata, a reposição hormonal tem contraindicações e pode até mesmo piorar a depressão e a crise de meia-idade que a menopausa traz. Veja outras soluções.

Conforme os anos chegam, é comum olhar para o retrovisor, especialmente quando a menopausa se apresenta. A experiência não deixa a nova fase menos assustadora — a sociedade passa a esperar certos comportamentos e, de certa forma, o culto à juventude acaba deixando essas mulheres de escanteio.

A combinação dos fatores biológicos com a pressão social pesa: de acordo com especialistas da Universidade de São Paulo (USP), as alterações psicológicas afetam 30% das mulheres na menopausa.

É neste momento de fragilidade que, na busca por aliviar este e outros sintomas — incluindo a infame insônia, que também compromete o estado psicológico — muitas optam pela terapia de reposição hormonal.

Reposição hormonal na menopausa resolve tudo?

Apesar de amplamente receitada, optar pela terapia de reposição hormonal nem sempre é a decisão mais acertada, a começar pelas contraindicações. Você sabia que ela não é recomendada para mulheres com antecedentes de câncer de mama e ovários, trombose, tabagistas e até mesmo sedentárias?

Um estudo publicado no renomado jornal científico The Lancet apontou que mulheres entre 50 e 69 anos que repuseram hormônios diariamente com a combinação de estrogênio e progesterona por cinco anos tiveram risco de 8,3% de desenvolverem câncer de mama, ante 6,3% de quem não tomou as medicações.

Ainda de acordo com a pesquisa, este risco persiste mesmo depois de 10 anos da interrupção do uso hormonal. Além disso, existe maior chance de desenvolver AVC e doença venosa tromboembólica, afirmou em artigo a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS).

Há, ainda, outro ponto de atenção: segundo a American Academy of Family Physicians (AAFP), o uso de estrogênio na terapia de reposição hormonal afeta os níveis de ácido fólico, magnésio e vitaminas B6 e B12. Estes três últimos têm papel fundamental para o sistema nervoso e na resposta ao estresse e humor — portanto, níveis deficientes podem, sim, desembocar em estados deprimidos.

Apesar de ser amplamente receitada, a reposição hormonal possui contraindicações importantes.

É por isso que, apesar da ideia de consenso ser vendida, a comunidade científica já se reúne em torno da ideia de que a reposição hormonal não é a bala de prata para todos os sintomas que acontecem durante e após a menopausa.

Aliás, existe uma série de atitudes que médico e paciente podem tomar antes de apelar para os hormônios.

“A terapia hormonal traz seu próprio conjunto de riscos e, por este motivo, não deve ser amplamente utilizado para prevenir depressão em mulheres nesta fase da vida”, disse a Dra. Hadine Joffe, professora de Psiquiatria em Saúde da Mulher na Harvard Medical School, em artigo publicado na Harvard Health Publishing.

Então, o que fazer para aliviar os sintomas de depressão, ansiedade, angústia e tantas outras companhias indesejadas da mente no climatério e menopausa?

Quero conhecer a forma 100% natural de enfrentar a menopausa

Soluções contra a depressão pós-menopausa e ‘crise de meia-idade’

A menopausa pode coincidir com a chamada “crise de meia-idade” — um fenômeno incômodo o suficiente para ser analisado pela ciência. Um estudo divulgado no American Psychologist Journal, publicação oficial da American Psychological Association, aponta que de 10% a 20% das entrevistadas nessa fase passam por essa “crise”.

Parece pouco, mas o número não contabiliza as mulheres que sofrem em silêncio, achando que os melhores anos de sua vida ficaram para trás.

Indivíduos não são apenas um amontoado de reações químicas: existe uma pessoa, com uma mente, história própria e contexto social. Por isso, é preciso ir mais fundo na hora de entender e cuidar de si mesma.

Aqui entram os cuidados que vão além da reposição hormonal, a começar pela ajuda que a natureza dá.

Essa foi a experiência da Dra. Denise de Carvalho, médica especialista Jolivi. Ao se ver no climatério, teve a oportunidade de mostrar em si mesma como agem chás, plantas, óleos essenciais e suplementos no corpo da mulher em menopausa.

No Programa Equilibre Seus Hormônios, ela ensina formas 100% naturais de aliviar o humor abatido, a depressão, fogachos, secura vaginal, libido e tantos outros incômodos do climatério e menopausa.

Uma das soluções apresentadas pela Dra. Denise é a Cimicifuga racemosa, planta poderosa colocada como uma alternativa ao tratamento com estrogênio em um estudo publicado no jornal científico Gynecological Endocrinology.

No programa, a médica também apresenta outras soluções naturais para quem não quer correr os riscos oferecidos pela reposição hormonal.

Para viver plenamente a nova fase — e toda a liberdade que ela traz —, é preciso olhar para si mesma com carinho. Você não é um amontoado de reações químicas: você é um ser único, que merece cuidados, e não danos e riscos.

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Referências:

  • Alterações psicológicas afetam 30% das mulheres na menopausa. Jornal da USP.
  • Collaborative Group on Hormonal Factors in Breast Cancer. Type and timing of menopausal hormone therapy and breast cancer risk: individual participant meta-analysis of the worldwide epidemiological evidence. DOI:https://doi.org/10.1016/S0140-6736(19)31709-X
  • Núcleo de Telessaúde Rio Grande do Sul. Quais os riscos e benefícios da terapia de reposição hormonal na menopausa? ID: sof-4409
  • Common Drug Classes, Drug-Nutrient Depletions, & Drug-Nutrient Interactions. American Academy of Family Physicians: AAFP
  • Hormone therapy for depression: Are the risks worth the benefits? Harvard Health Blog. Harvard Health Publishing.
  • Infurna FJ, Gerstorf D, Lachman ME. Midlife in the 2020s: Opportunities and challenges. Am Psychol. 2020 May-Jun;75(4):470-485. doi: 10.1037/amp0000591. PMID: 32378943; PMCID: PMC7347230.
  • Nappi RE, Malavasi B, Brundu B, Facchinetti F. Efficacy of Cimicifuga racemosa on climacteric complaints: a randomized study versus low-dose transdermal estradiol. Gynecol Endocrinol. 2005 Jan;20(1):30-5. doi: 10.1080/09513590400020922. PMID: 15969244.
Ana Paula de Araujo

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