Tem medalhista de bronze com 82 anos na delegação, vem ver!

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Mirela Leme

Mirela Leme

Coordenadora editorial

30 julho 2021

Coordenadora editorial

*Com colaboração da redatora Fernanda Mayane

Na semana em que o Brasil parou para ver as Olimpíadas de Tóquio, a Jolivi escalou para a sua delegação assinantes que também são atletas; um deles é o primeiro medalhista olímpico brasileiro da história na vela

Nesta semana, paramos para ver os jovens representantes do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio, mas, a exemplo da menina Rayssa Leal, que conquistou a medalha de prata aos 13 anos, os assinantes da Jolivi — na outra ponta — mostram que não há idade para se apaixonar por um esporte, ou fazer história em um deles. Burkhard Cordes, 82 anos, o medalhista olímpico de bronze na vela que foi para a natação, é apenas um deles.

Como assim?

Nós, do editorial da Jolivi, provocamos nossos assinantes para que contassem suas histórias pessoais com a prática de esportes olímpicos e o Burkhard foi um dos que nos respondeu. 

Conheça a delegação Jolivi e quem sabe você não se inspira…

#1: Burkhard Cordes — natação e vela

Pressão alta. Recomendação: atividade física. Recentemente, a estratégia de cuidado tem sido recomendada até mesmo pela American Hearth Association (a Associação Americana do Coração) e foi essa mesma “dica” que o Burkhard recebeu de seu cardiologista. Ele escolheu natação há 10 anos e hoje, aos 82 anos, ainda participa de competições do esporte, assim como o medalhista olímpico do esporte Fernando Scheffer.

Porém, a história do Burkhard com os esportes olímpicos é um pouco mais “antiga”. O hoje assinante Jolivi e agora nadador fez história por ser o primeiro medalhista brasileiro olímpico na vela. 

Há 53 anos, ele e sua dupla Reinaldo Conrad conquistaram a primeira medalha do país no esporte que hoje está no topo entre as medalhas de ouro já conquistadas pelo país em todos os jogos olímpicos.

Portanto, quando vemos sobrenomes famosos na vela como Grael, Ferreira e Scheidt, eles apenas seguiram a história que teve início com o octogenário Burkhard Cordes.

Aqui está uma foto dele com Reinaldo Conrad. A foto foi feita nos jogos olímpicos de 1972 pela então esposa de Conrad e está publicada no site do Comitê Olímpico Brasileiro.

Foto de Burkhard Cordes e Reinaldo Conrad ao lado da vela em 1972

Além de tudo isso, ele também é filho de medalhista olímpico. Seu pai, o alemão Otto Cordes também foi medalhista olímpico em outro esporte, o pólo aquático.

Nesta semana, o Burkhard contou como se transformou em nadador e continua no esporte mesmo aos 82 anos.

Ele descobriu que estava com pressão alta quando foi renovar a CNH. O médico receitou, entre outras coisas, a prática de atividade física.

“Escolhi natação e venho nadando umas três vezes por semana e participando de campeonatos”.

Veja a selfie que o ex-velejador e agora nadador Burkhard enviou para a Fernanda Mayane…

A nutricionista e professora especializada em fitoterapia Lara Gabriela Cerqueira explica, no Projeto Pressão 12×8, que a prática de atividade física é um apoio essencial ao uso de chás para combater a hipertensão.

#2: Maria Consolação Cardoso Bezerra – corrida de rua e ciclismo

“Sou da cidade de Belém do Pará. Sou corredora de rua há dois anos e me sinto muito satisfeita com o que faço. Fui para a corrida por causa do colesterol de família e o diabetes já estava querendo me pegar. Hoje estou livre de tudo isso. Agradeço a Deus e me sinto outra pessoa. Também estou praticando ciclismo”.

#3: Josimar Prudente — futebol

“Tenho 62 anos. Desde que me entendo por gente eu já dava uns pontapés na bola. Tive o sonho de ser jogador por volta dos anos 70, quando os maiores craques de todos os tempos faziam sucesso e projeção internacional, mas nunca passei de um “peladeiro” e até hoje continuo a bater minha diminuta bolinha todas as quintas. Claro, depois de 30 minutos de pelada continuamos quase sempre por umas 2 horas nas resenhas. Se 30 minutos pouca correria ajuda a manter a forma física, a conversa com os amigos ajuda no psicológico, aumenta a autoestima e, o melhor, o ciclo de amizades são ampliados a cada dia”.

Olha o Josimar e o time dele…

#4: Álvaro Henriques – corrida e natação (aposentado do handebol)

O Álvaro faz esportes olímpicos e pratica até mesmo a atividade física mais recomendada pelo Dr. Wilson Rondó Jr, o HIIT (treino intervalado de alta intensidade). O HIIT está associado ao aumento do metabolismo e à saúde cardíaca.

Olha o que ele contou pra gente…

“Tenho 64 anos e pratico desporto diariamente. Faço corrida, HIIT, natação, bicicleta e musculação, além de caminhadas, hidroginástica e sauna seca. Fui jogador de handebol até aos 35 anos. Também gosto de pesca, embora não pratique faz muito tempo”.

Aqui está o Álvaro…

#5: Dieter Stange – ciclismo

“Pratico ciclismo e mountain bike aos finais de semana. Faço de 50 a 70 quilômetros, com muitos morros”.

Olha o Dieter em uma das competições que participou…

E você, se inspirou? Que tal escolher uma atividade física para você?

Elas podem estar ou não na lista dos esportes olímpicos, o que importa é que você encontre uma que lhe dê prazer e mais saúde, é claro.

“Sair do sedentarismo é uma escolha que todo mundo deveria fazer em favor da própria saúde. Pode parecer clichê, mas garanto que você não vai se arrepender de adotar uma rotina de exercícios físicos”, diz a professora Lara Gabriela, que além de especializada em fitoterapia é nutricionista esportiva.

Para você ter uma ideia, um estudo de 2012, publicado no periódico Comprehensive Physiology, concluiu que a falta de atividade física regular é a principal causa de todas as doenças crônicas — o que inclui a hipertensão.

A Lara lembra que a prática regular de exercícios regula a pressão para os 12×8, melhora a sensibilidade à insulina, ajuda na preservação da capacidade cerebral, conservação das memórias, escoamento do estresse e até na limpeza do cérebro.

Todos os assinantes que enviaram os seus depoimentos passaram dos 50 anos e são a prova de que nunca é tarde para começar.

Comece com uma caminhada, se estiver no sedentarismo. Ou procure na sua cidade se existem grupos de práticas esportivas.

Na cidade de Nova Odessa, no interior de São Paulo, a fisioterapeuta Cristiane Mareschi é especialista no atendimento de pessoas com mais de 60 anos e comanda um projeto em que homens e mulheres entre 60 e 90 anos fazem ao menos um tipo de atividade física por semana.

O projeto começou depois que ela entendeu que apenas acompanhar pessoas já doentes com fisioterapeuta no hospital municipal era pouco.

“Hoje, quem tem 60 anos, não quer mais ser considerado idoso. Muitos estão no melhor momento de suas vidas, são funcionais, e as atividades físicas proporcionam à saúde dessas pessoas o poder de escolha de quando elas querem parar de trabalhar, por exemplo”, conta.

E ela reforça, no seu trabalho, que a atividade física é o melhor que podemos fazer pelas nossas vidas e que, se você tem 50, 60, 70 ou 80 anos, não é tarde para começar.

“Quando a gente se exercita, ampliamos o nosso bem-estar, a nossa qualidade de vida. Eu consigo comprovar, nos meus pacientes, que a adoção do exercício físico, mesmo depois da queda, reduz a incidência de isso ocorrer novamente. Um outro fato é que, entre as pessoas que frequentam os grupos de exercícios, todos os diagnosticados com diabetes tipo 2 reduziram os seus índices”.

E você, vai me escrever no contato@jolivi.com.br para me contar a sua história?

Mirela Leme

Mirela Leme

Coordenadora editorial

30 julho 2021

Coordenadora editorial

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