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Dr. Rondó entrega: os 7 sabotadores do emagrecimento

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Editora

Se emagrecer depois dos 40 anos já é um desafio, imagine quando existem fatores externos atrapalhando a missão. O nutrólogo Dr. Wilson Rondó Jr., especialista Jolivi, entrega quais são esses sabotadores e como se livrar deles

Provavelmente, você já ouviu falar que emagrecer é uma conta simples: quantidade de calorias ingeridas menos o que o organismo precisa. Será?

A verdade é que uma série de fatores internos e externos influenciam este processo — que se torna mais difícil depois dos 40 anos. Internamente, o metabolismo fica mais lento, tornando a queima calórica mais difícil.

Não dá para atrasar o relógio, mas é possível dar conta de fatores externos, que estão nas suas mãos, como dar cabo do que o Dr. Wilson Rondó Jr., nutrólogo e cabeça da série Remédio Natural na Jolivi, chama de “sabotadores do emagrecimento”. Veja quais são a seguir.

1) Estresse

Essa é difícil de se esquivar nos tempos atuais, mas relaxar (na medida do possível) é preciso: se estressar leva ao aumento de um hormônio chamado cortisol. Quando o estresse se torna crônico — e a secreção da substância também —, o corpo começa a acumular gordura, especialmente na região abdominal.

2) Alimentos transgênicos e óleos ruins

Sabe o óleo de canola, soja ou milho comum na despensa de casa? Geralmente, eles são feitos com grãos geneticamente modificados que, de acordo com o Dr. Rondó, podem desequilibrar o organismo, dificultando a perda de peso.

Em vez destes óleos, prefira gorduras naturais boas, como óleo de coco, banha de porco criado organicamente e azeite de oliva extravirgem — este último apenas para temperar.

3) Desequilíbrio da flora intestinal

Existem bactérias do bem vivendo nos intestinos, formando o chamado microbioma intestinal. Elas são responsáveis por manter o equilíbrio no organismo e também colaboram com o processo de emagrecimento.

Para cultivá-las, é preciso comer bem — quanto melhor e mais diversa a alimentação, mais presentes elas estão. Aposte em alimentos fermentados, fibras prebióticas e suplementos probióticos para turbinar o microbioma intestinal.

4) Alimentos alergênicos

Antes de afirmar que não tem nenhuma alergia alimentar, procure um médico de sua confiança e peça um teste, já que esse problema pode prejudicar o emagrecimento. Glúten, lactose e derivados da soja estão entre os alergênicos mais comuns.

5) Sedentarismo

Um estudo publicado no famoso jornal científico Nutrition mostrou o que já é senso comum entre educadores físicos e médicos: o sedentarismo afeta tanto a perda de peso quanto o índice de massa magra — que, por sua vez, também é fundamental para o emagrecimento.

A relação pode parecer óbvia. Porém, é comum encontrar quem não se considera sedentário, apesar de passar longas horas sentado por conta do trabalho. A recomendação de Dr. Rondó é mexer o corpo!

6) Poluição

Invisíveis na maior parte das vezes, as substâncias tóxicas que inalamos e ingerimos também têm sua parcela de culpa no ponteiro da balança. Elas estão no ar, na água, alimentos e, pasme, até dentro de casa, com compostos que se desprendem de carpetes, tintas, plásticos e até espumas de estofado.

Essas substâncias entram no organismo e simulam hormônios. “O resultado é o ganho de peso e outras consequências do desequilíbrio hormonal”, alerta o Dr. Rondó.

Apesar de não ser possível fugir da poluição de fora de casa, dentro dos lares, plantas que filtram o ar ajudam a lidar com este problema — veja quais são aqui!

7) Excesso de açúcar

Parece óbvio que exagerar nos doces é quase sinônimo de ganhar peso. Porém, muitos ignoram os açúcares presentes em outros alimentos, especialmente os produtos industrializados, processados e carboidratos de forma geral. Descascar mais e desembalar menos é uma boa solução para reduzir a quantidade de açúcar ingerida.

Referências

Wilson Rondó Jr. O guia definitivo do emagrecimento. Remédio Natural Ed. jun/2021. Jolivi.

Sedentarism affects body fat mass index and fat-free mass index in adults aged 18 to 98 years. Link: https://doi.org/10.1016/j.nut.2003.11.019

Ana Paula de Araujo

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