Covid-19: combinação de AstraZeneca e Pfizer aumenta a imunidade?

Usar vacinas conta covid-19 de fabricantes distintas aumenta a imunidade, sengundo estudos
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Marcello Sapio

Marcello Sapio

27 julho 2021

Redator

Um plano de vacinação com doses de diferentes fabricantes já vinha sendo discutido e estudos realizados na Inglaterra e Coreia do Sul comprovaram uma melhor eficácia em diversos países

 

O combate à Covid-19 ganhou mais uma estratégia cientificamente comprovada vinda de estudos feitos na Inglaterra e Coreia do Sul. Pesquisadores descobriram que “misturar” fabricantes das vacinas entre a primeira e a segunda doses pode aumentar a eficácia contra o coronavírus

Essas pesquisas, realizadas com as vacinas produzidas pela Pfizer e pela AstraZeneca, mostraram que uma alternância dos imunizantes pode produzir uma resposta imunológica até seis vezes maior em comparação a duas doses da mesma fornecedora. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (26).

Segundo a pesquisa feita pela Universidade de Oxford, realizada no mês passado, até a ordem das vacinas importa. Pessoas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca, seguida pela Pfizer, tiveram melhor resultado do que pessoas que tomaram no esquema inverso — primeiro Pfizer e depois AstraZeneca.

Essa tática não é uma novidade no combate à pandemia. Países da União Europeia já adotaram essa medida. Inclusive, a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, foi vacinada nesses moldes. Ela foi imunizada , com a primeira dose da Moderna e a segunda da AstraZeneca.

Eficácia contra variantes

 

O mesmo estudo da Coreia do Sul, realizado pela Agência Coreana de Controle e Prevenção de Doenças (KDCA), abrangeu como a vacinação mista atua em relação às variantes do coronavírus: alpha, beta, gama e delta.

Essa última, que se originou na Índia, foi a responsável pelo crescimento recente do número de casos de covid-19 na Europa, principalmente no Reino Unido.

A pesquisa, realizada com 499 profissionais de saúde, mostrou que a combinação entre Pfizer e AstraZeneca teve uma eficácia ao diminuir a neutralização do vírus em 2,5 a 6 vezes entre as variantes beta, gama e delta, que surgiram na África do Sul, Brasil e Índia, respectivamente.

Em relação à variante Alpha, que surgiu no Reino Unido, a combinação obteve resultados semelhantes aos que tomaram as doses das mesmas fabricantes.

Intervalo menor no Brasil

 

Temendo uma nova crescente de casos em território nacional, o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, revelou para a jornalista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo, que é “muito provável” que o intervalo entre as doses seja diminuído.

A principal mudança é em relação à vacina da Pfizer. O intervalo pode cair de três meses para 21 dias, o que já é aconselhado na própria bula e foi adotado em outros países.

“Naquele momento, não tínhamos certeza da quantidade de doses de Pfizer que teríamos neste ano e optamos por ampliar o número de vacinados com a primeira dose. Mas, agora, temos segurança nas entregas e dependemos apenas da finalização do estudo sobre a logística de distribuição interna dos imunizantes”, afirmou o ministro à jornalista.

 

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Esse período de 21 dias já era utilizado por outras fabricantes, como a Coronavac, fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan.

Sobre a vacina da AstraZeneca, Queiroga afirmou que o intervalo continuará sendo de três meses, o que é recomendado pelo próprio fabricante.

O cuidado conta a covid-19 precisa continuar

 

Mesmo com o avanço da vacinação no Brasil, o principal cuidado continua sendo a prevenção: manter o distanciamento social, usar máscara cobrindo nariz e boca e passar álcool em gel nas mãos. Além de, obviamente, tomar a vacina, caso você já seja elegível no seu município.

 

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Não esqueça que para a imunização ser completa e eficaz, as duas doses das vacinas precisam ser tomadas. 

Marcello Sapio

Marcello Sapio

27 julho 2021

Redator

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