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Como tratar o refluxo e a gastrite sem o uso de remédios

Tratamento de refluxo sem remédios
Maior Menor
Denise de Carvalho

Especialista: Denise de Carvalho

Médica e Especialista em Gastroenterologia

Em 9 agosto 2019

Médica e Especialista em Gastroenterologia formada na PUC de Campinas em 1998, com especialização em Gastroenterologia pelo hospital Clínic de Barcelona, Cirurgia e Endoscopia Digestiva pela USP. Atua com Medicina Baseada na Individualidade, com olhar sobre o paciente (mente e corpo) e não somente na doença. Também é idealizadora do COINEMA - 1º Congresso Internacional de Emagrecimento On-line.

Omeprazol, pantoprazol, esomeprazol… você já parou para pensar em quanto remédio toma na tentativa de achar uma solução de como tratar o refluxo e a gastrite?

A família dos prazóis é extensa e, certamente, você já tentou resolver seus problemas digestivos crônicos com algum deles.

Conhecidos por suas ações imediatas e rápidas contra os sintomas e desconfortos causados por gastrites, esofagites, refluxos e úlceras gástricas, os prazóis são resoluções perfeitas que apresentam soluções de como tratar o refluxo e a gastrite.

Porém, está na hora de revelar a verdade sobre essas medicações que prometem diversas maneiras de como tratar o refluxo e a gastrite.

A ciência não tem mais dúvidas: os riscos do consumo desenfreado e a relação de dependência dos prazóis estão deixando seus usuários mais doentes e propensos ao câncer.

Um estudo publicado no período científico Gut que, em tradução literal, significa intestino, mostrou que o uso desses medicamentos aumenta em até 2,4 vezes o risco de câncer de estômago.

O mesmo artigo confirma que esses remédios que prometem maneiras improváveis de como tratar o refluxo e a gastrite são fortes agentes para o desenvolvimento da popular bactéria Helicobacter pylori, conhecida também como H. Pylori.

O que é a bactéria H. Pylori?

Esse micro-organismo é natural do piloro, região que faz a ligação entre o estômago e o duodeno. Sua função é regular a passagem do quimo (nome dado ao resultado da sua digestão parcial), que se encaminha para o duodeno.

O problema começa quando as bactérias se deslocam do piloro para o estômago, por causa de algumas condições, tais como:

  • Perda de bactérias saudáveis;
  • Produção insuficiente de ácido clorídrico (que mantém o ambiente estomacal ácido), o que acarreta em alcalinização do estômago.

Ao se fixar nas mucosas estomacais, a H. Pylori começa a produzir urease, uma enzima catalisadora, que colabora para manter o estômago alcalino. Ou seja, o contrário do que deveriaser.

É detectando essa substância em um exame de endoscopia, por exemplo, que permite ao profissional de saúde confirmar o diagnóstico positivo para a bactéria.

Dependendo do caso, a presença da H. pylori em local inapropriado pode apresentar os já conhecidos sintomas, tais como: dores, desconfortos, gastrites, úlceras, alterações digestivas.

A presença de uma bactéria em um lugar ao qual ela não pertence pode levar a um processo inflamatório, que é a base para o desenvolvimento de patologias autoimunes e cânceres.

O curioso é que ninguém da família prazol elimina a H. pylori. Nenhum deles.

O que estes medicamentos fazem que prometem maneiras impossíveis de como tratar o refluxo e a gastrite são soluções de “tapar o sol com a peneira”, no máximo.

Além disso, ainda temos mais um fator agravante: estas medicações também exterminam o ácido clorídrico do seu organismo.

O que é suco gástrico e qual a sua função?

O suco gástrico é elemento muito importante para toda a digestão

O suco gástrico é elemento muito importante para toda a digestão

O estômago inicia a produção de ácido clorídrico logo no início da mastigação, o elemento principal responsável pelo processo de digestão. Este ácido é importante não só para digerir o alimento, mas, também, para ajudar na seleção de quais nutrientes que serão absorvidos pelo seu organismo e quais precisam ser eliminados.

Ter um pH ácido é importante para o estômago e é somente desta maneira assim que se consegue ter saúde.

Sem o ácido clorídrico, o corpo não quebra a proteína em aminoácidos, afetando os sistemas endócrino, hormonal, imunológico. E em consequência, o alimento estaciona em seu estômago, sem saber para onde ir.

Nesse meio tempo, então, o alimento fermenta, iniciando a produção de gases, o que causa inchaços e queimações.

É aí que começam os desconfortos. E o que você faz? Toma um remedinho, com a promessa de apresentar soluções para como tratar o refluxo e a gastrite, abrindo, assim, as portas da sua casa para a família dos prazóis.

Para aliviar seu refluxo

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Neste vídeo, a Dra. Denise de Carvalho revela uma nova forma natural para apagar a queimação. Clique aqui para assistir.

Como tratar o refluxo e a gastrite

Como vimos, os prazóis, além de propagar uma bactéria chamada H. Pylori, podem comprometer o ácido clorídrico, uma substância muito importante para o nossos sistema digestivo.

Porém, o que não te dizem por aí é que existem ingredientes naturais muito melhores que remédios sintéticos, que agem verdadeiramente nas soluções de como tratar o refluxo e a gastrite.

Alimentos melhores que remédios

Incluir no seu dia a dia esses alimentos que apresentam maneiras de como tratar o refluxo e a gastrite, podem, principalmente, devolver a produção do ácido clorídrico, resgatar o pH ideal do estômago, cicatrizar as mucosas e, por fim, exterminar as bactérias nocivas.

Limão: restaure o funcionamento do estômago

limões em uma mesa, um ótimo aliado de como tratar o refluxo e a gastrite

Limão restaura a produção de ácido clorídrico e é uma ótima solução de como tratar o refluxo e a gastrite

  • Nome científico: Citrus limonum
  • Quando consumir: Durante as refeições
  • Como consumir: Meio limão (5ml) para cada copo de água (200ml) e só. Não adoce em hipótese alguma.
  • Outros benefícios: aumenta sua ingestão diária de Vitamina C, folato e potássio. Ajuda na prevenção de no tratamento de pedras renais.

Como explicamos anteriormente, o real motivo para que você tenha desconfortos gástricos, incluindo o refluxo, é a queda na produção de ácido clorídrico.

Mas, se o limão é um fruto ácido, como é que ele ajuda a restaurar o funcionamento do estômago?

O pH do limão é realmente ácido, ficando entre 2 ou 3. Ao misturá-lo à água, que estará em maior quantidade, o que cai em seu estômago acaba tendo um pH por volta de 7, como este líquido.

Quando ingerido, este fruto, tão versátil e popular, estimula a produção de carbonatos e bicarbonatos orgânicos no nosso organismo. Tais substâncias, aliadas aos outros componentes do limão: felandrina, hidrocarbonetos terpênicos, limonina, óleo essencial, ácidos orgânicos, controlam a acidez estomacal, estimulam a produção do ácido clorídrico e eliminam resíduos, regenerando os tecidos inflamados.

Vale lembrar: nada em excesso é saudável.

Portanto, recomenda-se consumir apenas duas unidades de limão por dia, em média. Além disso, cuidado quando for espremer um limão, pois a pele em contato com ele e, posteriormente, exposta ao sol pode gerar manchas na pele e queimaduras.

O óleo que blinda o seu sistema digestivo

coco e óleo de coco são ótimas sugestões de como tratar o refluxo e a gastrite

O óleo de coco age como se fosse uma película que protege o esôfago e o estômago

  • Quando consumir: 3 colheres de sopa no preparo das refeições
  • Como consumir: Utilize o óleo de coco como gordura boa para preparos

Os triglicérides de cadeia média que compõem o óleo de coco cria uma barreira de proteção do sistema digestivo, é como se fosse um película que protege o esôfago e o estômago.

Os ácidos láurico e caprílico têm ações antifúngicas e bacteriostática, que detêm a proliferação de fungos e bactérias, ajudando a minimizar a fermentação dos alimentos em seu sistema digestivo.

Sempre prefira o uso do óleo de coco extravirgem, que é de melhor qualidade.

Gostou de saber como tratar o refluxo e a gastrite sem precisar de medicamentos fortes e prejudiciais à sua saúde? Confira nossos conteúdos e fique por dentro das dicas de saúde e bem-estar.

Denise de Carvalho

Especialista: Denise de Carvalho

Médica e Especialista em Gastroenterologia

Em 9 agosto 2019

Médica e Especialista em Gastroenterologia formada na PUC de Campinas em 1998, com especialização em Gastroenterologia pelo hospital Clínic de Barcelona, Cirurgia e Endoscopia Digestiva pela USP. Atua com Medicina Baseada na Individualidade, com olhar sobre o paciente (mente e corpo) e não somente na doença. Também é idealizadora do COINEMA - 1º Congresso Internacional de Emagrecimento On-line.