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Como tratar a insônia de forma natural

como tratar a insônia de forma natural
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Carlos Schlischka

Especialista: Carlos Schlischka

Médico Especialista em Saúde Integrativa

CRM: 14.558/SP

13 maio 2020

Dr. Carlos Schlischka é formado pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, tem mestrado pela USP-RP e quase 35 anos de prática clínica. Especialista em Medicina Regenerativa e Acupuntura, além de um grande estudioso nos campos da Nutrição e da Fitoterapia

Você tem insônia? Sabe quantas horas dormiu esta noite? Foram poucas? Acordou ainda mais cansado?

Ter uma noite merecida de sono depois de um dia extenuante é um dos fatores essenciais da vida. Porém, a insônia cresce de forma avassaladora e coloca em risco a saúde de quem atinge.

No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Medicina do Sono, dois em cada três brasileiros sofrem de algum distúrbio do sono.

Neste cenário tão crítico, eu venho dizendo com urgência: muito cuidado com os remédios que prometem induzir e facilitar seu sono.

Vou te mostrar as razões que fazem os indutores do sono estarem entre os remédios mais perigosos que existem e como tratar a insônia de forma natural, listando as opções bem mais seguras e efetivas.

Por que os medicamentos indutores do sono são tão prejudiciais?

De acordo com pesquisas conduzidas pela Clínica Scripps, um centro médico no estado americano da Califórnia:

  • Pessoas que usam pílulas para dormir têm um risco de 530% maior de morte;
  • Elas também apresentam um risco 35% maior de câncer;
  • Até aqueles que tomaram apenas 18 pílulas para dormir em um ano tiveram um risco de morte 360% maior.

“Parece-nos que as pílulas indutoras de sono são tão perigosas quanto fumar cigarros”, anunciou o pesquisador chefe do estudo, o Dr. Daniel Kripke, professor de psiquiatra emérito da Universidade da Califórnia.

[Vazou] O Ranking dos 7 Remédios Mais Letais

Tivemos acesso a um ranking que desmascara os 7 remédios mais perigosos que ameaçam a sua saúde. A chance de você ter pelo menos 4 deles na sua gaveta HOJE é muito grande. Saiba de tudo agora.

Os efeitos colaterais do Rivotril

Uma das minhas mais constantes preocupações está no uso indiscriminado do Rivotril, um dos remédios muito indicados para tratar a insônia.

O Brasil é o país que mais consome clonazepam, o princípio ativo do Rivotril. Em uma farmácia, ele é vendido em maior quantidade do que o paracetamol e que a pomada Hipoglós, segundo levantamento da Revista Superinteressante.

Porém, além de não atacar a causa raiz da insônia, olha quantos efeitos colaterais ele pode ocasionar: depressão, diminuição da coordenação motora, diminuição da capacidade de concentração, amnésia de efeitos recentes, tontura, aumento da salivação, dor muscular, aumento da frequência urinária e, pasme… distúrbios do sono.

E mais do que isso, o Rivotril pode causar tolerância e, de tempos em tempos, é preciso aumentar e aumentar as doses.

Isso não pode ficar assim.

Por isso, hoje assumi o compromisso de apresentar como tratar a insônia de forma natural e as opções naturais para que você consiga excluir esses medicamentos da sua vida.

Falo com propriedade porque estas armas naturais são, inclusive, combustível para que eu mesmo tenha noites tranquilas de sono.

As substâncias poderosas para tratar a insônia de forma natural

O risco dos medicamentos indutores do sono fica ainda mais grave quando se sabe que existem substâncias naturais tão ou mais eficientes para tratar a insônia.

Melatonina: muito mais efetiva do que remédios

A minha primeira opção de suplementação indicada é a melatonina.

A melatonina é um hormônio natural do nosso corpo, produzido pela glândula pineal e nos intestinos, principalmente.

Acontece que, quando estamos estressados, produzimos mais cortisol que o organismo necessita e, automaticamente, reduzimos a produção da melatonina.

Eu recomendo a suplementação de melatonina por ser muito mais efetiva e segura do que os remédios: esse hormônio aumenta a sonolência e reduz a inquietação noturna e, consequentemente, reverte a fadiga diurna.

Além disso, uma revisão de estudos publicada pela Fundação Cochrane, maior rede independente de pesquisadores do mundo, qualificou a melatonina como tão eficaz quanto o tratamento de benzodiazepínicos para a ansiedade.

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A minha indicação é que você comece tomando de 1 a 2 mg ao dia para tratar a insônia de forma natural. Se for necessário, você pode aumentar progressivamente a dose, com incrementos de 0,25 mg.

Porém, muito importante: antes de fazer automedicação, consulte as orientações do seu médico de confiança. É ele que deve prescrever uma receita para farmácia de manipulação.

Valeriana, uma planta que faz você dormir 36% mais rápido

foto de planta valeriana, uma das alternativas para tratar a insônia de forma natural

Quer uma dica de como tratar a insônia de forma natura? Faça um chá ou uma suplementação de valeriana!

Outra recomendação de como tratar a insônia de forma natural é um fitoterápico: a valeriana.

Trata-se de uma planta que floresce no verão e que garante o alcance do sono profundo em uma velocidade 36% mais rápido.

Um estudo da Humboldt University of Berlim acompanhou 16 pacientes com insônia e com idade média de 49 anos por 14 dias.

Enquanto um grupo recebeu extrato de valeriana, outro recebeu placebo. Durante o período de tratamento, os pacientes foram submetidos a oito exames polissonográficos.

Naqueles pacientes que receberam valeriana, período do estado de vigília (aquele que você ainda está desperto) passou 36% mais rápida se comparado ao placebo. O percentual de tempo no leito dormindo no tratamento com valeriana também foi maior.

Você pode preparar um chá ou fazer uso da valeriana em forma de cápsulas, que podem ser de 500 mg/dia, tomada entre 2 horas a 30 minutos antes de dormir.

Não se esqueça que os fitoterápicos também precisam de prescrição médica.

A única contraindicação é que ela deve ser evitada por quem tem problemas renais.

Dicas extras para melhorar a qualidade do seu sono

Você quer mais recomendações de como tratar a insônia de forma natural? Listamos aqui:

  • O melhor ambiente para seu sono deve ser o quarto escuro, silencioso, fresco e confortável;
  • Se não for possível dormir em um ambiente totalmente escuro e silencioso, você pode dormir de máscara ou mesmo tampões ou fones de ouvido;
  • O quarto escuro ajuda na produção de melatonina;
  • Reduza o uso de aparelhos eletrônicos à noite. O uso de celular faz seu organismo achar que ainda é dia;
  • Procure começar a dormir até, no máximo, às 23h, para que seu corpo possa reparar os danos que você causou a ele durante o dia;
  • Não se recupera o sono perdido aos finais de semana. É preciso dormir todos os dias por uma média de oito horas.

Gostou do conteúdo? Ficou com alguma dúvida de como tratar a insônia de forma natural? Conte para nós suas experiências com essas recomendações.

Referências acadêmicas

  • Associação Brasileira de Medicina do Sono http://www.abmsono.org/
  • Kripke DF, Langer RD, Kline LEHypnotics’ association with mortality or cancer: a matched cohort studyBMJ Open 2012;2:e000850. https://bmjopen.bmj.com/content/2/1/e000850
  • British Journal of Addiction; Volume76, Issue2; June 1981;Pages 133-145 https://onlinelibrary.wiley.com/doi/ abs/10.1111/j.1360-0443.1981.tb00218.x
  • J Occup Environ Med. 2005 Sep;47(9):893-901. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16155474
  • NUNES, D. M. Estudo clínico dos efeitos da melatonina sobre a qualidade do sono e a função pulmonar obstrutiva crônica. 2007. 124 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas) Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Fortaleza, 2007. http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/4201
  • Cochrane Database Syst Rev. 2015 Apr 9;(4):CD009861. https://www.cochrane.org/CD009861/ANAESTH_ melatonin-pre-and-postoperative-anxiety-adults
  • 2000 Mar;33(2):47-53. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10761819
  • São Paulo: [s.n.], 1997. 125 p. http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/15571
Carlos Schlischka

Especialista: Carlos Schlischka

Médico Especialista em Saúde Integrativa

CRM: 14.558/SP

13 maio 2020

Dr. Carlos Schlischka é formado pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, tem mestrado pela USP-RP e quase 35 anos de prática clínica. Especialista em Medicina Regenerativa e Acupuntura, além de um grande estudioso nos campos da Nutrição e da Fitoterapia

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