Como a tecnologia pode contribuir com a saúde?

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Eu quero falar sobre um dos assuntos que mais me estimula dentro da medicina: a inovação e a tecnologia.

Com um pouco de atraso comparado a outros setores da sociedade, o futuro está finalmente chegando à área da saúde. Isso porque, quando a gente pensa em avanços tecnológicos, quase sempre, as sequelas deles são associadas a uma piora do estilo de vida das pessoas. Explico.

Os videogames, por exemplo, são responsabilizados pelo fato das crianças já conviverem com o sedentarismo desde muito cedo. As “saborosas” horas navegando em redes sociais, por sua vez, contribuíram para que os adultos permanecessem na condição de sedentários. Os aplicativos nos aproximaram da comida industrializada e do fast food. E quem hoje resiste a uma escada rolante?

A questão é que as novas tecnologias têm um potencial incrível de melhorar a saúde das pessoas e fazer com que o paciente seja o centro do tratamento de saúde. Mas, para isso, é preciso entrar em uma nova era dos cuidados clínicos. E, talvez hoje, seja o seu dia de dar este passo rumo ao desenvolvimento.

Tecnologia: ferramenta de transformação

Bom, se pensarmos em toda a história da humanidade, a tecnologia é uma ferramenta de transformação social e de mudança de comportamento. A primeira grande tecnologia que mudou o comportamento das pessoas, por exemplo, foi a descoberta de como domar o fogo. Isso permitiu o aquecimento dos alimentos e foi fundamental para que o ser humano passasse a se organizar em tribos e ocupar novas regiões do planeta.

A segunda grande mudança de comportamento possibilitada pela tecnologia foi a era industrial. Nos inícios dos anos 1800 “nasceu” a capacidade de replicar as coisas em escala. (Sapatos, eletrodomésticos e, claro, os remédios foram programados para serem produzidos em muita quantidade).

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A terceira grande mudança proporcionada pela tecnologia é a que estamos presenciando neste exato momento e envolve a nossa recente amiga e já indispensável “dona internet”.

Esta disruptura digital ainda não ocorreu de forma definitiva. Toda infraestrutura do setor saúde, seja ele público ou privado, ainda vive na mentalidade da era industrial. A medicina convive, infelizmente, com muitos intermediários e com extrema burocracia.

Além disso, por ser uma área muito regulamentada e superprotegida pelos conselhos de classe – interessados na boa reputação de, nós, médicos mas por vezes falhos com o atendimento oferecidos a você, paciente – sua entrada neste novo mundo tem demorado um pouco mais.

Mortes extremamente evitáveis

Por isso, boa parte do que é apresentado como inovação em saúde ainda não tem potencial verdadeiramente transformador. E o que é apontado como “tecnologia de última ponta”, por sua vez, não tem conseguido mudar indicadores arcaicos, como mortalidade infantil e mortalidade materna.

Avançamos muito, é verdade. Mas há tempos estamos à deriva, convivendo com mortes facilmente evitáveis por pressão alta, por exemplo. Outro ponto a meu ver é que o hi-tech da saúde excluiu a prevenção genuína.

Os avanços tecnológicos chegaram “com tudo” apenas aos aos aparelhos cirúrgicos, com as cirurgias robóticas, nos transplantes e nas microcâmeras que operam cérebros. Se você precisar de uma dessas operações, certamente, deseja receber estes cuidados ultramodernos, certo? E para não ter necessidade de ser submetido a uma cirurgia, como a tecnologia te ajuda?

É este o ponto

Para mim, foi deixado de fora a peça mais importante para esta engrenagem chegar, verdadeiramente, ao futuro. E essa peça é VOCÊ.

Sim, meu amigo leitor, até hoje as tecnologias pouco favoreceram o paciente como agente principal de sua saúde. É óbvio que esta negligência agora começa a cobrar a fatura, e os futuristas estão muito empenhados em trazer o paciente para o centro do cuidado novamente. Boa parte da inovação na área da saúde está se baseando em algo chamado de Quadruple Aim (algo como “meta quádrupla”).

tecnologia

O tripé de quatro pernas

Vamos traduzir pata todo mundo aqui ficar na mesma página. A ideia do Quadruple Aim nasceu de um artigo publicado, em 2008, pelo pediatra da Universidade de Harvard e gestor da saúde, Donald Berwick.

De acordo com ele, para melhorar o sistema de saúde é necessário perseguir três objetivos:

• Melhorar a experiência do cuidado;
• Melhorar a saúde das populações;
• Reduzir os custos per capita nos cuidados de saúde.

Mais recentemente, diante do reconhecimento das dificuldades enfrentadas pelos profissionais da área da saúde, foi incluído um novo pilar: melhorar a experiência também dos médicos. É aí que somos surpreendidos. Porque a medicina do futuro, na verdade, resgata coisas extremamente valiosas que ficaram no passado.

Um exemplo?

Não há mais dúvidas que para conseguirmos viver mais, precisamos utilizar com muito mais ênfase as melhores farmácias já inventadas e que estão no escanteio da saúde típica.

E quais são elas?

Nosso cérebro.

Nossos alimentos.

Veja também: Goji berry, a grande estrela da alimentação

As iniciativas do futuro

O ponto que trago aqui é o seguinte. Muita coisa foi feita e muitas delas são mesmo admiráveis. Entretanto, as possibilidades tecnológicas que já foram desenvolvidas ainda são mais centradas na medicina baseada na doença do que na saúde.

Então, ainda que a gente fique um pouco deslumbrado com a possibilidade de fazer mapeamentos genéticos de baixo custo pelo nosso celular (como os realizados pela empresa norte-americana 23andMe)”, a tal medicina personalizada exige mais.

Ainda que o Scanadu, por exemplo, seja revolucionário por ser um scanner digital individual – em fase de testes – que permite que você meça sua pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura e oxigenação em menos de um minuto, não tem jeito. Temos que ir além para que isso realmente revolucione o futuro.

Porque, caso você esteja com a pressão nas alturas ou que o seu mapeamento genético individual te mostre um risco alto de câncer, o que você faz? Você sabe?

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Já temos aplicativos que nos lembram a hora de tomar remédio, como o Dr. Cuco, e também temos a possibilidade de realizar um eletrocardiograma em casa por meio do app. Kardia.

Mas, e para reduzir as medicações ou saber quais nutrientes protegem o nosso coração, o que você tem à disposição?

Fazendo toda esta análise, eu me convenci de que a Jolivi pode ajudar, da forma mais simples e possível, a colocar a saúde em um novo patamar.

E digo isso com o mais profundo respeito a todas as inovações aqui apresentadas. Porque para mim, a melhor forma de prever o futuro, é criá-lo. E quando o paciente está no centro, nós co-criamos o futuro da saúde.

Um recado breve…

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Veja também: Um chocolate pode diminuir a pressão alta?

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