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Cardo Mariano: a erva que protege o seu fígado

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Carlos Schlischka

Especialista: Carlos Schlischka

Médico Especialista em Saúde Integrativa

CRM: 14.558/SP

21 outubro 2020

Dr. Carlos Schlischka é formado pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, tem mestrado pela USP-RP e quase 35 anos de prática clínica. Especialista em Medicina Regenerativa e Acupuntura, além de um grande estudioso nos campos da Nutrição e da Fitoterapia

Você já deve ter ouvido falar que o fígado é o único órgão do corpo humano capaz de se regenerar.

Esse fato, na verdade, já era conhecido na antiguidade.

A mitologia grega conta que o titã Prometeu foi condenado por Zeus, o deus supremo, a passar a eternidade acorrentado a uma rocha enquanto um abutre comia pedaços do seu fígado. O castigo duraria para sempre já que o órgão tem a capacidade de se regenerar.

Fisiologicamente, é verdade. O fígado é o único órgão do corpo humano capaz de reconstruir até 75% de seus tecidos.

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Mas isso não quer dizer que você pode maltratá-lo e deixá-lo exposto a tantos perigos, porque a verdade é que o seu fígado provavelmente está em xeque. E o seu poder mítico de se regenerar, também.

O que causa gordura no fígado?

Esse ciclo se dá dessa maneira:

  • O excesso de carboidratos processados, o açúcar, a gordura hidrogenada e o sedentarismo fazem a glicose do seu organismo subir.
  • A insulina sobe para mandar a carga extra de açúcar para as células.
  • Se a carga não diminui, a insulina não dá conta e o açúcar começa a se acumular no fígado.
  • Lá no fígado, as células responsáveis pelo excesso de glicose também começam a ficar sobrecarregadas.
  • Com excesso de glicose no organismo, o fígado também começa a sofrer com o excesso de gordura e é assim que surge a esteatose hepática, muito conhecida como gordura no fígado.
Imagem ilustrativa de um fígado saudável e doente

A diferença entre um fígado saudável e doente

As causas, até mesmo o SUS (Sistema Único de Saúde) divulga: péssimos hábitos de vida, alimentação baseada em carboidratos, açúcar, consumo de álcool, gordura visceral (sua barriguinha de chope) e sedentarismo.

Gordura no fígado pode evoluir para complicações mais graves

As consequências mais graves e amplamente divulgadas são a cirrose hepática — quando seu fígado entra em colapso e para de funcionar — e câncer.

Nos Estados Unidos, a esteatose hepática já superou o alcoolismo e se tornou a segunda principal razão para um transplante hepático. E, se não for tratada, pode causar infarto, cirrose e até câncer.

Além disso, um estudo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, com a Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul (e outras) avaliou 3.508 homens. A gordura no fígado foi associada a um risco 22% maior de hiperplasia benigna de próstata.

Olha como essa próstata diminuiu

Se você jé homem e já passou dos 50, precisa conhecer esse método que combate o inchaço da próstata e todos os seus problemas: sensação de aperto, idas infinitas ao banheiro…

Ela é totalmente natural, não envolve remédios e eu mostro aqui neste vídeo.

E agora, você vai se surpreender: homens considerados magros, mas com gordura no fígado, tinham riscos 41% maiores de ter hiperplasia benigna da próstata.

É o que eu sempre falo: não adianta achar que é magro de ruim e continuar na cerveja e no açúcar, porque é na gordura visceral — aquela que se aloja na barriga e nos seus órgãos —, mesmo que a sua barriguinha de chope seja bem pequena e que você a ostente com orgulho e piadinhas, que a doença mora.

Mas agora que você sabe aonde mora o problema, é que eu te apresento uma solução.

Falo de uma poderosa planta, usada popularmente há séculos, famosa na homeopatia, capaz de proteger e estimular o funcionamento das células do seu fígado e, ao mesmo tempo, beneficias a sua glândula master.

Cardo Mariano: “Guardião do Fígado”, auxilia no tratamento da esteatose

Cardo Mariano (Sylibum marianum), também conhecida como Cardo Santo, Cardo de Nossa Senhora e Cardo de leite, é uma planta usada há séculos e suas propriedades medicinais são vastas, sendo benéfica no tratamento da gastrite, diabetes, artrite e até Alzheimer, mas o destaque vai para a recuperação hepática.

Cardo Mariano (Sylibum marianum), também conhecida como Cardo Santo, Cardo de Nossa Senhora e Cardo de leite.

Problemas no fígado? Conheça os benefícios do Cardo Mariano

Isso porque ela é capaz de proteger e, ao mesmo tempo, estimular o funcionamento das células do seu fígado.

A planta, que cresce espontaneamente em regiões de pasto no Brasil e toda a América do Sul, é originária do Sul da Europa e Norte da África.

Foi chamada de Cardo de Leite por também estimular a produção de leite em mulheres lactantes.

É uma planta muito bonita, mas bastante peculiar.

Por ser repleta de espinhos pontiagudos, com flores roxas e azuladas, seu manuseio pode ser difícil, mas não se preocupe, a planta é facilmente encontrada em farmácias de manipulação na forma de extratos.

Os benefícios do Cardo Mariano

Seu poder está concentrado no composto natural extraído da planta, a silimarina, que estimula várias funções das células hepáticas, como:

  • a proliferação celular,
  • a síntese proteica
  • a assimilação do oxigênio
  • a formação de energia
  • a reparação das membranas celulares danificadas

Há algumas dezena de estudos que provam a eficácia do Cardo Mariano para as funções do fígado.

Um estudo da Segunda Universidade de Nápoles, na Itália, e publicado no World Journal of Pathology reconheceu que a silimarina (substância do cardo mariano) reduziu índices inflamatórios da esteatose hepática. Até mesmo parâmetros indicativos de aterosclerose foram reduzidos no tratamento avaliado.

Outro estudo publicado pelo Journal of Pharmacology mostrou que a administração de Cardo Mariano antes ou depois da lesão induzida por substâncias químicas pode diminuir ou evitar os danos no fígado.

É válido dizer ainda que os benefícios dessa planta não se restringem ao fígado. Utilizada em pratos na Europa, ela ainda é digestiva, estimula a vesícula, protege o estômago e ainda previne problemas urinários, biliares e uterinos.
É uma planta realmente fantástica.

Como consumir o cardo mariano?

Para que você dê um start hoje mesmo à regeneração do seu fígado, reduza o consumo do que o engorda e planeje usar o cardo mariano.

Para problemas moderados do fígado, é possível manipular 150mg de extrato seco padronizado da planta para cada cápsula e tomar 2x ao dia.

Para um efeito ainda melhor, você pode manipular na mesma cápsula 150mg de cardo mariano e 150mg de dente-de-leão (Taraxacum officinale), outra planta potente para eliminar gordura no fígado, excelente diurético e que ainda age no controle dos triglicérides. Tome, também, 2x ao dia.

Você pode tomar de duas a três cápsulas por dia, dependendo do nível de colesterol, triglicérides e gordura no seu fígado.
Em geral, o cardo mariano é uma planta segura, mas algumas pessoas podem ter alergia a ela. Sugiro que você observe qualquer reação da planta no seu corpo e, em caso de reações, suspenda seu uso.

Não deixe de falar com o seu médico sobre isso!

Tudo o que tem nos remédios, menos os efeitos colaterais

Você sabia que é possível eliminar a dor crônica sem precisar arriscar seu estômago com os anti-inflamatórios? E baixar a pressão alta tomando um simples chá?

Esse e todos os outros segredos das Plantas Medicinais são revelados neste vídeo.

Referências bibliográficas:

  • Johann Sonnenbichler, Fortunato Scalera, Isolde Sonnenbichler and Roland Weyhenmeyer. Stimulatory Effects of Silibinin and Silicristin from the Milk Thistle Silybum marianum on Kidney Cells. Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics September 1999, 290 (3) 1375-1383;
  • Chung GE, Yim JY, Kim D, et al. Nonalcoholic Fatty Liver Disease Is Associated with Benign Prostate Hyperplasia. J Korean Med Sci. 2020;35(22):e164. Published 2020 Jun 8. doi:10.3346/jkms.2020.35.e164;
  • Cacciapuoti F, Scognamiglio A, Palumbo R, Forte R, Cacciapuoti F. Silymarin in non alcoholic fatty liver disease. World J Hepatol. 2013;5(3):109-113.
Carlos Schlischka

Especialista: Carlos Schlischka

Médico Especialista em Saúde Integrativa

CRM: 14.558/SP

21 outubro 2020

Dr. Carlos Schlischka é formado pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, tem mestrado pela USP-RP e quase 35 anos de prática clínica. Especialista em Medicina Regenerativa e Acupuntura, além de um grande estudioso nos campos da Nutrição e da Fitoterapia

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