Atleta vegana na Olimpíada?

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Redação Jolivi

Redação Jolivi

4 agosto 2021

Redação Jolivi.

Uma atleta brasileira contou não se alimentar de carnes; mas será que essa dieta é a ideal? Antes de mudar a alimentação, você precisa se atentar à importância de três vitaminas

 

A Olimpíada de Tóquio 2020 está rolando.

Ao todo, são quase 12 mil atletas disputando os três postos mais altos, em suas respectivas modalidades, no torneio mais importante do mundo. Por conta disso, não é nenhum exagero afirmar que todos esses atletas estão na elite do esporte mundial. 

Essa Olimpíada trouxe à tona uma pauta voltada à alimentação: é possível ser vegetariano e ter alto rendimento longe de uma dieta carnívora? 

Aqui na Jolivi, nossos especialistas — como o Dr. Wilson Rondó Jr. Dr. Naif Thadeu e Dr. Carlos Schlischka — , não defendem essa prática alimentar. Mas, há recomendações para quem quer seguir a dieta longe das proteínas animais.

A levantadora da Seleção Brasileira de Vôlei, Macris, é vegana — logo explico a diferença entre veganismo e vegetarianismo — e joga no mais alto nível. É verdade. Mas será que essa é uma prática ideal no universo da prática esportiva?

Pedimos a ajuda do médico e especialista da Jolivi, Dr. Wilson Rondó Jr., para explicar essas questões. Mas antes…

Veganismo e vegetarianismo

 

É importante saber a diferença entre o veganismo e o vegetarianismo. Apesar de serem parecidos, há algumas diferenças no cardápio.

A pessoa vegetariana tem uma dieta sem o consumo de carnes (vermelhas, frango e peixe), mas ainda consome alimentos de origem animal, como o ovo, leite, manteiga e queijos.

Por outro lado, o veganismo transcende a alimentação e é adotado como um estilo de vida. Nele, não há o consumo de itens que tenham origem animal, sejam alimentos ou não.

Ou seja, ela não se alimenta de ovo, leite e queijos, mas também não usa produtos que tenham algo de origem animal — um casaco de couro ou algum remédio testado.

 

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O seu metabolismo te permite ser vegetariano/vegano?

 

Apesar dos desejos de levar uma vida longe das carnes, nem todos podem escolher uma alimentação vegetariana ou vegana, a não ser que sigam uma suplementação à risca — como o Dr. Rondó vai explicar.

O metabolismo também está inserido nesse leque de atenção necessária para uma dieta sem proteína animal.

“Nosso corpo tem um tipo nutricional exclusivo e cada tipo se beneficia de proporções variadas de macronutrientes (gorduras, proteínas e carboidratos) para evitar doenças degenerativas crônicas. Cerca de dois terços das pessoas, especificamente os indivíduos tipo metabólico, proteínas e misto, requerem quantidades regulares de proteína animal para obter uma saúde ótima”, disse o Dr. Rondó.

Ele ainda completou: “Porém, cerca de um terço das pessoas realmente manifestam piora da saúde se consumirem grandes quantidades de proteína animal, e são elas que podem e prosperam como vegetarianos ou mesmo veganos”.

Por conta disso, antes de adotar qualquer dieta, é fundamental saber como o seu metabolismo funciona e como ele é capaz de absorver cada macronutriente. Para isso, é recomendado procurar um profissional de nutrição e um endocrinologista.

Para isso, você precisa também se atentar a três vitaminas.

 

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Vitamina B12

 

Para o Dr. Rondó, a dieta longe de proteínas animais pode acentuar algumas deficiências alimentares. Neste sentido, está o exemplo das vitaminas A, B12 e D3. Se você opta por seguir uma alimentação sem carnes, é importante se ater às recomendações de suplementação.

A vitamina B12 só está presente em fontes naturais de alimentos, como carne, peixe, produtos lácteos e ovos. “Como normalmente há muita ingestão de soja, ocorre um aumento da necessidade de B12”, explica o médico.

Uma forma adequada de repor esta vitamina é através de suplementos sublinguais, segundo o Dr. Rondó.

O uso de alimentos processados, enriquecidos com o B12, como os cereais e pães, não é recomendável por induzirem resistência à insulina, o que vai na contramão da saúde.

Vitamina A

 

A vitamina A é fundamental na alimentação porque permite que o corpo use proteínas e minerais adequadamente. As plantas não contêm a vitamina diretamente; mas sim betacaroteno, um precursor da vitamina A.

“Muitos acreditam que o betacaroteno é tão bom quanto a vitamina A, mas isso não procede. Normalmente, a conversão de betacaroteno em vitamina A depende dos sais biliares e, para isso, precisamos ingerir gordura. Há situações em que essa conversão não é eficiente, como no diabetes ou hipotireoidismo. Aconselho uma suplementação de vitamina A”, recomenda o Dr. Rondó.

Vitamina D3

 

A última recomendação da trilogia de vitaminas é a vitamina D3. Atualmente, cerca de 90% da população é deficiente de vitamina D — um hormônio esteróide que você obtém, principalmente, da exposição solar e de certos alimentos (especialmente de origem animal).

“Há 2 formas de vitamina D, a D2 (ergocalciferol) que é encontrada nas plantas, e a D3 (colicalciferol) que é encontrada em alimentos de origem animal. Essa última é mais potente e aumenta de forma mais eficiente os níveis sanguíneos bioativos de vitamina D”, conta.

A D3 influencia a expressão genética e é fundamental na prevenção de doenças crônicas. 

“Portanto, é aconselhável neste caso também a sua suplementação, mas na forma de D3. Sempre que suplementar essa vitamina, associe vitamina K2, cálcio e magnésio para evitar calcificações arteriais”, fala o Dr. Rondó.

Redação Jolivi

Redação Jolivi

4 agosto 2021

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