Além da calma e concentração: o que a meditação faz pela sua saúde

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Editora

De pressão alta a emagrecimento, tirar um tempinho para meditar faz muito mais pelo corpo e mente do que se imagina. Reunimos as provas científicas.

Qual é a primeira cena que vem à sua cabeça ao ouvir a palavra “meditação”? A imagem de monges concentrados é verdadeira, porém, meditar é muito mais do que isso: é a porta para melhorar a saúde e qualidade de vida.

Cada vez mais estudos mostram como diversos tipos de meditação — principalmente a chamada mindfulness, ou atenção plena — diminuem marcadores inflamatórios, ajudam a emagrecer e até mesmo a controlar a pressão alta.

Não é por acaso que a Jolivi desenvolveu um programa para todos que querem colher os benefícios da meditação e mindfulness: o Medite Hoje, em parceria com a fisioterapeuta Kelly Lemos. Ela ensina aqui o passo a passo sem mistérios para se beneficiar dessa técnica.

Estes são alguns dos muitos estudos que comprovam os benefícios da meditação:

Meditação contra o comer compulsivo e ganho de peso

Este estudo, publicado no jornal científico Eating Behaviors, sugeriu que a meditação mindfulness — aquela em que você se concentra no momento, deixando os pensamentos irem e virem, sem se prender a nenhum — reduz efetivamente o comer compulsivo, o “beliscar”, chamado em inglês de “binge eating”, assim como a fome emocional.

Meditação contra pressão alta

Para os pesquisadores que conduziram este ensaio, publicado no científico Journal of Hypertension, a meditação pode ser uma “abordagem alternativa promissora para diminuir tanto a pressão sistólica quanto a diastólica” — respectivamente, o número “de cima” e o “de baixo”

Meditação contra a dor

Remédios da família dos “diclofenacos”, como cataflam, voltaren e tandrilax, têm como efeitos colaterais aumento do risco de infarto, insuficiência cardíaca e até mesmo derrame cerebral, de acordo com a Food and Drug Administration (FDA), o órgão regulatório dos Estados Unidos, equivalente à nossa Anvisa.

Apesar de não ser fácil largá-los, a ciência mostra um caminho para que eles possam ser substituídos aos poucos, conforme mostra este estudo publicado no jornal científico Annals of Behavioral Medicine.

Meditar alivia dores, sintomas de depressão e pode equivaler a um dia de férias!

Nele, os pesquisadores concluíram que a meditação mindfulness melhora tanto a dor quanto os sintomas de depressão — muitas vezes companheiros inglórios de quem sofre de dor crônica — e a qualidade de vida.

Os efeitos da meditação para aliviar a dor são amplamente explorados no programa Apague Sua Dor, também da fisioterapeuta Kelly Lemos. Saiba mais aqui.

Meditar é melhor do que tirar férias?

Segundo este estudo publicado The Journal of Positive Psychology, sim. Estes pesquisadores descobriram que 15 minutos de meditação tem efeitos muito parecidos com aqueles observados ao se tirar um dia de férias.

Além disso, quem já tem as férias marcadas pode deixar o descanso ainda mais proveitoso ao meditar durante os dias fora.

Meditação para aliviar a asma

Pesquisadores do Reino Unido e do Singapura concluíram que a meditação melhora a qualidade de vida em pessoas com asma, incluindo o bem-estar psicológico, função pulmonar e nas chamadas exacerbações de asma — os episódios agudos em que os sintomas da doença pioram, incluindo tosse e falta de ar.

Meditação contra o estresse

A sensação de calma que invade a mente ao meditar não é só impressão: um estudo publicado no Journal of Psychiatric Research apontou que a prática reduz os marcadores de estresse no corpo.

Em outras palavras, a meditação reduz a pressão arterial, o cortisol — conhecido como “hormônio do estresse” — e a frequência cardíaca.

Meditação para melhorar a depressão

Este estudo, publicado no Journal of Alternative and Complementary Medicine, fala sobre unir meditação com práticas da yoga tradicional e traz ótimas notícias para quem sofre de depressão leve a moderada.

Seu título é “Finalmente estar em paz comigo mesmo” por um motivo: os participantes que aderiram a essa prática relataram terem revisitado padrões de vida do passado e do presente, o que os levou a refletir sobre seus próprios valores.

Além disso, eles também experimentaram serenidade, estado de calma, habilidade de colocar limites e a sensação de estarem mais presentes no atual momento, com interações mais conscientes.

Meditar não precisa ser complicado. Veja aqui como trazer todos estes benefícios para sua vida.

Referências:

Programa Medite Hoje, Kelly Lemos. Jolivi.

Mindfulness meditation as an intervention for binge eating, emotional eating, and weight loss: a systematic review. Eating Behaviors. Link: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24854804/

Meditation and blood pressure: a meta-analysis of randomized clinical trials. Journal of Hypertension. Link: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28033127/

The relative impact of 15-minutes of meditation compared to a day of vacation in daily life: An exploratory analysis. The Journal of Positive Psychology. Link: https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/17439760.2019.1610480

Mindfulness Meditation for Chronic Pain: Systematic Review and Meta-analysis. Annals of Behavioral Medicine. Link: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5368208/

Mindfulness mediates the physiological markers of stress: Systematic review and meta-analysis. Journal of Psychiatric Research. Link: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28863392/

Meditation for asthma: Systematic review and meta-analysis. Journal of Asthma. Link: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28853958/

“To Be Finally at Peace with Myself”: A Qualitative Study Reflecting Experiences of the Meditation-Based Lifestyle Modification Program in Mild-to-Moderate Depression. Journal of Alternative and Complementary Medicine. Link: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34185550/

Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

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