3 Alimentos que evitam a glicação

Maior Menor

Vou iniciar a conversa de hoje sobre glicação com uma pergunta: sabe fazer um caldo de caramelo?

Você coloca leite e açúcar na panela, acende o fogo, fica mexendo até que se forme uma calda quente e grudenta, certo? Ou seja, para o preparo da receita, só precisamos de proteína (leite), carboidrato (açúcar) e calor.

A má notícia é que esta caramelização também acontece dentro no nosso corpo. A proteína está na hemácia, o glóbulo vermelho do nosso sangue. Por meio da alimentação, ingerimos o carboidrato e, finalizando, nosso corpo tem uma temperatura de, aproximadamente, 36,5 e 37ºC. Resultado: nosso sangue vira uma espécie de caramelo.

Veja só

Na corrente sanguínea, este açúcar grudento se junta com a hemoglobina, proteína do interior das nossas hemácias. Estas células “casadas” com a glicose são chamadas de Hemoglobina Glicada, o que nos mostra o índice de glicação. O estrago está feito.

E sabe por quais razões falamos em estrago? Porque a tal hemoglobina tem como função nada mais nada menos do que transportar oxigênio e hormônios. Quando a hemoglobina está glicada, ela não consegue mais transportar, de maneira adequada e vital, o oxigênio e o hormônios até órgãos importantes, como cérebro e coração. Como sequela, as pessoas se sentem mais cansadas, deprimidas, exaustas, desatentas e desmotivadas. O que também aumenta a vulnerabilidade à dor.

Veja também: Descubra a armadilha que está piorando a sua depressão

Os Números

A glicação e a quantidade de açúcar no sangue podem ser facilmente monitorados, gerenciados e comparados por meio de um exame simples de sangue. Quando o seu índice está 5,5% significa que 5,5% de todas as suas hemácias estão glicadas. O ideal é manter o nível de glicação abaixo de 5,0%.

Segundo o Dr. Nelson Annunciato, especialista da Jolivi, as nossas hemácias têm uma vida média de, aproximadamente, 90 dias. Porém, quando elas estão glicadas, o nosso sistema imune necessita de uns 120 dias para removê-las. Assim, o nosso sistema de defesa fica investindo energia desnecessária com esta glicação e começa a negligenciar o combate a outras moléstias. O fruto deste adoecimento é resfriado, gripe, resistência baixa e, depois de décadas, até mesmo o câncer.

A boa notícia que as hemácias se renovam diariamente, e conseguimos, por meio de uma alimentação correta, abaixar a taxa de hemoglobinas glicadas.

Está gostando desse artigo?
Insira seu e-mail e comece já a receber nossos conteúdos gratuitos sobre saúde natural
Receba Já

*Não vamos distribuir seu e-mail

Evite a glicação

Os principais inimigos que tornam o nosso sangue “caramelizado”, são os alimentos que contêm carboidrato refinado. São eles que se transformam rapidamente em açúcar no interior do nosso corpo. Pão branco, farinha de trigo, biscoitos, bolachas, macarrão e massas são os principais exemplos.

Assim, para abaixar o índice de glicação é importante planejar a redução de consumo dos carboidratos refinados. Prefira também os carboidratos complexos, que demoram muito mais para virar açúcar no sangue.

açúcar glicação

Compartilho aqui os trunfos que, tenho certeza, poderão te ajudar nesta missão.

Batata Yacon

Consuma uma batata yacon – precisa ser do tipo yacon – no lanche da noite, cerca de duas horas antes de dormir. Apesar de ser um carboidrato, a yacon é um tipo de tubérculo diferente, extremamente rico em fibras e que dentro do organismo tem uma atuação reversa da sua prima “batata-frita”.

Digo isso porque este tipo de alimento tem o poder de baixar os índices de glicemia do organismo, especialmente se associados a uma alimentação segura (tipo, não adianta mergulhar em um pote de Nutella e depois comer a batata yacon, entende?!).

O sabor dela é mais adocicado o que ainda contribui para matar aquela vontade de doce, sabe?

E ainda temos uma ampliação da sensação de saciedade, que faz com que o sono seja de melhor qualidade e evitamos a compulsão.

Leite de Inhame

O leite de vaca ao qual estamos acostumados compromete os receptores de insulina das nossas células e contribui para que a gente fique ainda mais intolerante ao carboidrato.

Ao contrário do leite de inhame, pois este tubérculo é uma excelente fonte de fibras solúveis e seus carboidratos são complexos.

Além disso, o inhame apresenta vitamina A e betacaroteno, quantidades significativas de vitamina C e é rico em vitaminas do complexo B (tiamina, riboflavina, niacina, ácido pantotênico, piridoxina e ácido fólico).

Com relação aos minerais, possui potássio, ferro, cálcio, fósforo, magnésio e cobre.

Para aprender a fazer leite de inhame, aperte no play.

Veja também: Por que leite da vaca não é uma boa opção?

Açúcar de Coco

Um índice importante para medir a velocidade com que o carboidrato de um determinado alimento aumenta o açúcar no sangue, é o índice glicêmico (IG).

Por meio dele, também é possível notar a alteração da glicemia, o nível de açúcar no sangue.

A partir desses valores, os alimentos são classificados em três categorias:

  • IG Baixo: Quando o índice é menor ou igual a 55;
  • IG Médio: Quando o índice está entre 56 a 69;
  • IG Alto: Quando índice é maior ou igual a 70.

O açúcar de coco, por exemplo, tem um índice glicêmico de 35, bem menos do que açúcar refinado e o mascavo que são 92 e 80, respectivamente.

Assim, numa receita de doces, prefira este ingrediente.

Alerta: não adianta colocar várias colheres de açúcar de coco numa xícara de café e achar que você está protegido!

Todos esses alimentos vão te ajudar a “descaramelizar” o sangue e manter o seu corpo saudável.

Espero que te ajude e depois conte a sua experiência.

Veja também: Conheça este mineral secreto e saia AGORA da mira de um infarto

Gostou deste artigo?
Insira seu e-mail e comece já a receber nossos conteúdos gratuitos sobre saúde natural
Receba Já

*Não vamos distribuir seu e-mail

Insira seu e-mail e receba nossos conteúdos gratuitos sobre saúde natural: