Um diagnóstico não precisa ser uma prisão na sua vida

Maior Menor

Escolhi o dia de hoje para sugerir uma reflexão um pouco mais profunda e começo com três perguntas.

Você já foi diagnosticado com uma doença crônica?

Já recebeu alguma sentença social, do tipo é agressivo ou explosivo demais?

Precisa de um habeas corpus?

Caso não tenha entendido de imediato a conexão entre as 3 indagações, te convido a continuar comigo.

Descobrir uma doença crônica pode ser algo bem assustador. Foi assim comigo, aos 24 anos, quando fui repentinamente diagnosticado com esclerose múltipla.

Era uma fase precoce da vida, em que isso “supostamente” não deveria acontecer.

Logo que ouvi o nome da doença pela primeira vez, fiz o que qualquer um faria: fui direto ao Google descobrir do que se tratava. E os resultados da primeira página do site de busca traziam notícias nada agradáveis.

A esclerose múltipla se caracteriza por ser uma doença potencialmente debilitanteA condição pode resultar na deterioração dos próprios nervos, em um processo irreversível

Pessoas com casos graves de esclerose múltipla podem perder a capacidade de andar ou falar claramente. Ao longo do tempo, a degeneração da mielina provocada pela doença vai causando lesões no cérebro, que podem levar à atrofia ou perda de massa cerebral. A doença não tem cura, mas os tratamentos podem ajudar a controlar os sintomas e reduzir o progresso da doença.

 A partir daquele instante, comecei a visualizar um futuro bem diferente daquele que imaginava até então. Um baita banho de água fria, capaz de deprimir qualquer um instantaneamente, não acha? No meu caso, havia um laudo clínico que me levava em direção a este breu.

Porém, eu presumo que tal vivencia pode ocorrer mesmo para os que só recebem sentenças sociais:

– Você é um deprimido;

– Você é ansioso;

– Você é um cansado crônico;

depressão

Milhares de pessoas são diagnosticadas diariamente como portadoras de doenças crônicas ou transtornos de comportamentos. E atualmente, sinto que o diagnóstico da medicina serve como uma prisão, sem muito luxo, que só sabe oferecer prognósticos limitantes como aqueles com os quais eu me deparei.

Por isso, venho hoje com uma oferta de habeas corpus. E digo isso com o meu histórico e também bastante entusiasmado com a experiência da Juliana Herkenhoff. A história de Juliana está na 4 edição do Dossiê Saúde Essencial.

(Caso ainda não esteja entre os assinantes e queira participar deste seleto grupo, conheça as vantagens da assinatura)

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Passaporte para a liberdade

Juliana tinha 38 anos quando começou a sentir muitas dores nas articulações e recebeu o diagnóstico de artrite reumatoide. As notícias também não eram nada animadoras.

No Google, lá estava: Trata-se de uma doença inflamatória que afeta as articulações das mãos e dos pés, pode resultar em erosão óssea e deformidade articular e tem ainda potencial para comprometer outros órgãos do corpo, como pele, olhos, pulmões e vasos sanguineos.

“Meu maior medo era não conseguir cuidar do meu filho, que tinha 5 anos na época. Eu mal conseguia colocar os tênis dele para levá-lo para a escola”, conta ela. Poderia me aprofundar nas lamentações do desenvolvimento de uma doença crônica ou algo parecido.

E, sim, é uma barra mesmo.

Porém, minha mensagem aqui é de otimismo. E não uma perseverança simulada.

Há, sim, muita lógica na esperança.

Olha só porquê: Os limites trazidos por um diagnóstico são traçados por um ponto determinante, quase nunca explorado. O prognóstico só é GENUINAMENTE PESSIMISTA desde que nada mude.

Ou seja, se seguirmos utilizando as mesmas estratégias, hábitos e condutas de sempre, tentando (e muitas vezes nem isso conseguindo) silenciar os sintomas com medicamentos químicos e não investigando as causas mais profundas das doenças, de fato, a evolução não será boa.

Os livros de medicina típica, que abastecem os verbetes do Google e da maioria dos conteúdos de internet, só conseguem mensurar a os dias seguintes pós manifestação da doença, seja ela qual for, quando não há nenhum tipo de mudança.

Por isso, os diagnósticos são apresentados como prisões e não como oportunidades. Mas será que é assim mesmo? Será que vai ser assim com todo mundo? Pensar que vai ser assim me ajuda ou me atrapalha? Não dá pra saber.

prisão

Entretanto, se você procurar só um pouquinho, vai encontrar histórias de pessoas que superaram estes prognósticos e estão vivendo de um jeito bem diferente do que está descrito ali. E foi com este objetivo que eu decidi compartilhar a história da Juliana com você

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Mensagem errada

Antes de seguir, trago uma ponderação importante. Não estou com este texto de hoje sugerindo uma total descrença com a necessidade dos diagnósticos. Claro que não.

Precisamos, sim, de referências para que possamos saber por onde começar o tratamento e quais os cuidados necessários para que o equilíbrio seja restabelecido.

O problema, portanto, não é o verbo diagnosticar. O perigo é acreditar nas barreiras imutáveis que são erguidas com os diagnósticos.

Em muitos casos, tristemente, a doença assume a identidade de quem a possui. Quando isso acontece, passamos a falar e nos comportar a partir deste lugar: o lugar do doente.

“Eu sou assim porque eu tenho isso

Mas ninguém é uma doença. Ninguém.

Quando nos identificamos demais com determinado papel ou condição, fica muito mais difícil sair dali. Mesmo que lhe seja apresentada uma alternativa completamente promissora e coerente.

Veja, não estou falando aqui de não aceitar a doença.

É exatamente o contrário.

Porque aceitar uma doença, na maioria das vezes, não tem nada a ver com abraçar um destino terrível. É justamente por aceitá-la que temos a possibilidade de mover o autocuidado para o topo da nossa lista de prioridades. Foi exatamente isso que a Juliana fez…

A reviravolta

Nesta edição, nós disparamos para a caixa de entrada dos nossos leitores, as formas como a Juliana conseguiu superar um diagnóstico limitante utilizando métodos naturais.

Métodos estes que a ajudaram a tirar fotos assim:

ioga-yoga

Em sua jornada, Juliana sempre teve muito claro o desejo de “fazer parte” do tratamento, e não apenas entregar sua vida ao que a medicina convencional tinha para oferecer – no caso, remédios.

Ela tem plena convicção de que foi essa postura que permitiu uma outra trilha a partir do diagnóstico. Partilhei com você as estratégias que ela adotou pra poder virar esse jogo, driblar as limitações prometidas pela artrite e se tornar “senhora do próprio destino”.
Mas quero deixar uma coisa clara aqui.

A transformação da Juliana não tem nada de heroico ou exclusivo.

Digo isso não para diminuir o seu feito e nem para negar o privilégio vivenciado por quem experimenta o sabor da cura. São muitas variáveis. Mas o alcance é para todos. Inclusive para você.

A superação de Juliana, se usada como um símbolo de pedestal, não ensina.

A superação de Juliana é um espelho do poder que todos nós temos de assumir as rédeas da nossa genética.

Por isso, o Dossiê de setembro começa com a história desta professora de ioga e termina com uma carta de recomendações produzida pelo Dr. Leonardo Aguiar.

Na parte que fecha o nosso Dossiê, nosso consultor explica o conceito de epigenética, uma descoberta recente que mostra que não somos simples reféns do nosso DNA. Por meio dos nossos hábitos (e você vai conhecer quais são eles nesse texto do Dossiê), podemos alterar a expressão dos genes e influenciar diretamente a saúde do nosso corpo físico.

QUERO O DOSSIÊ

Para acompanhar nosso material, trazemos uma entrevista com o brilhante cientista Fabiano Moulin, especialista em neurologia da cognição e do comportamento. Dr. Fabiano esteve nos nossos estúdios e contou como a alimentação, o exercício físico, a educação constante e outros fatores podem influenciar diretamente a estrutura cerebral possibilitando que as pessoas não sejam congeladas pelas possibilidades de doenças que orbitam a nossa sociedade.

Voltando a pergunta original: você quer um habeas corpus do seu diagnóstico?

Eu digo: É possível!

E te provo com as histórias de Luiz Pereira, Adriana Foz e Maria Annunciato que também compõem o Dossiê. Fica então meu convite para que você se torne um assinante e tenha acesso a este material. Para isso, basta realizar sua assinatura:

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