Como podemos contribuir para diminuir a epidemia de erros médicos

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Conheci a médica Aline Chibana em um jantar e, óbvio, o assunto foi a atual crise da saúde. Bastaram cinco minutos para nós duas percebemos as semelhanças em nosso trabalho.

Eu, aqui na Jolivi, atuo regida pela missão de resgatar os bons hábitos que garantem a volta da prevenção como prioridade, em vez do “remediar” excessivo que tanto marca a nossa geração. Já Drª Aline preside uma Fundação, recém-criada, que visa ampliar a segurança do paciente contra os erros médicos. Você lê a frase acima e pensa: nossa, como assim “Jolivi” e “Combate ao erro médico” têm relação?

Explico. As nossas pesquisas, conversas e entrevistas, além da experiência dos nossos consultores, já mostram que “o lucro” é uma das razões sustentadoras do excesso de medicamentos, muitos deles sem comprovação de eficácia.

Sim, o interesse no faturamento e na ampliação dos negócios, por vezes, supera a intenção de garantir primordialmente a saúde do paciente. E isso, entre outras sequelas danosas, faz proliferar a prescrição de drogas e mais drogas.

Pois bem. Para o erro médico continuar existindo, acredite, também existem razões financeiras. Quando um erro ocorre dentro do ambiente hospitalar e, em decorrência disto, o paciente precisa ficar mais tempo internado – pasme – o hospital acaba lucrando mais (mais internação, medicamento, procedimento etecetera e tal). Por isso, nem sempre é interessante do ponto de vista econômico reduzir a recorrência destas falhas.

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Não só isso. Drª Aline também me explicou que, atualmente, o modelo de financiamento dos hospitais é do tipo “conta aberta”.

“Na minha opinião, é o mais perverso. Tudo o que é realizado (dentro do hospital) é cobrado das fontes pagadoras. Isso acaba estimulando o excesso de exames, procedimentos etc. É o modelo predominante no Brasil”, disse Dr. Aline.

Para ela, a forma mais honesta de financiamento seria o “pagamento por valor ao paciente”.

“É um modelo que oferece gratificações de acordo com indicadores de performance. Por exemplo, se o tempo de internação hospitalar para uma hérnia está dentro do indicador, o hospital recebe. Caso contrário, não. O mesmo ocorre com indicador de mortalidade”, explicou.

Enquanto isso não ocorre na maioria dos hospitais e planos de saúde, convidei Drª Aline para um Café com Saúde. No encontro,  ela explica como nós – eu e você – podemos contribuir para reduzir os chamados erros médicos.

Clique no vídeo, assista e veja quanto “rendem” os tais erros e como eles são evitáveis. Eu fiquei bem surpresa.

Mais antes disso, uma sugestão: conheça o nosso Dossiê Saúde Essencial clicando o botão.

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