As alternativas naturais para qualquer tipo de dependência

Maior Menor

– Um diabético que – mesmo na iminência de perder um pé por causa da circulação afetada – não consegue parar de comer doces.

– Um homem já com câncer de pulmão que não deixa de fumar mesmo após o diagnóstico.

– A mulher que precisou ser operada por uma inflamação grave no intestino e agora tem o processo de digestão feito artificialmente. Ainda assim, ela continua lamentando e achando a coisa mais difícil do mundo é a atual necessidade de comer sem glúten

– Um executivo, que já ostenta três pontes de safena aos 60 anos, é obeso e insone. Mas, apesar de sempre dizer que começará na segunda-feira, ele simplesmente não consegue sair uma hora mais cedo do trabalho e fazer exercícios físicos.

Sabe, depois que eu conheci a escritora Marina Filizola não consegui mais tirar da cabeça estes exemplos citados acima. Marina tem uma história visceral com a cocaína, com os remédios e com a bebida alcóolica. Ela está recuperada das sequelas mais doloridas da sua história e agora segue um caminho com a saúde natural, vivendo diariamente o “só por hoje”.

A verdade é que nunca ouvi ninguém falar de forma tão honesta sobre o que é ser dependente como Marina. Foi com ela que pela primeira vez escutei que hoje, todos nós, somos vítimas de “hábitos podres”. O dela era usar drogas ilícitas.

E o seu? Qual é?

Bom, conheci Marina em maio, escrevi sobre sua trajetória na edição de junho do Dossiê e – desde então –  sempre revisito os ensinamentos deixados por ela antes de escrever sobre qualquer doença crônica. E que problemas crônicos são esses?

Câncer

Diabetes

Doenças Cardiovasculares

Depressão

Só para citar alguns dos responsáveis por nada mais nada menos do que 72% das nossas causas de morte. Sim, as tais doenças crônicas ou doenças de hábitos matam sete em cada dez brasileiros!

morte

Dr. Leonardo Aguiar, nosso médico consultor e que acompanha os assinantes, disse que somos todos viciados em nosso dia a dia ruim, ainda que diariamente a gente adoeça por causa deles. “Para não ser ‘assassinado’ pelos seus hábitos, é preciso contrariar o que é exposto como comum, normal e essencial”, declara Dr. Léo quando perguntado sobre a forma de sair deste ciclo.

Caminhos

O fato é que conhecer a fundo uma dependente química de cocaína foi fundamental para eu conseguir compreender melhor os diabéticos da minha família que não conseguem mudar a alimentação (sim, Tio Mário, eu te entendo, mas é preciso ir além). E também ficou mais fácil entender porque quase TODOS NÓS fomos convencidos de que a solução de todo e qualquer problema que enfrentamos está em uma pílula.

Porque é confortante pensar assim. E é ideal, do ponto de vista mercadológico, que a gente continue pensando desta forma. Mas não é verdade. Marina aprendeu a existir no exagero, no abuso, na negligência. E quase morreu por isso.

Precisou romper para renascer.

Quero ressaltar que o pacto de saúde que Marina firmou com ela própria é válido para a recuperação e prevenção de qualquer problema de saúde desencadeado por hábitos ruins. Claro que é um processo que depende muito de quem “deseja sair desta falsa zona de conforto”, mas existem alguns caminhos que podem ajudar. E eles são muito mais diversos do que a obediência em tomar um comprimido religiosamente

Quer sair também?

Fiquei sabendo que a história de Marina Filizola está prestes a virar um filme. Se isso der certo (to torcendo bastante), espero que inspire todas as pessoas viciadas, ainda que não saibam ser portadoras de um vício. E para você, leitor inserido em uma sociedade de hábitos podres, deixo a entrevista com o psiquiatra Dr. Carlos Mundim.

Mundim escolheu a psiquiatria como área de atuação e percebeu que a saúde natural poderia ajudar a tratar estes pacientes dependentes químicos que, mesmo em situação de conflito, não são vistos como seres integrais. Talvez, os caminhos apontados por Dr. Mundim, te ajudem a sair do alvo da sua dependência, seja qual for ela.

É está visão integral do que é ter saúde, além do aprofundamento das causas e soluções das doenças crônicas, que fazemos em nosso Dossiê Saúde Essencial. Se você quiser saber mais sobre os benefícios da assinatura é só apertar o botão abaixo.

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A seguir, a entrevista com o psiquiatra, já degustada pelos nossos assinantes:

Jolivi: A dependência química, considero, é um calcanhar de Aquiles da medicina moderna porque exige intervenções e caminhos terapêuticos que nem sempre passam pela medicação. Neste contexto, o que exige o tratamento de um dependente químico? 

Mundim: Em primeiro lugar o acolhimento humano. O terapeuta ou médico tem de ser uma droga mais atraente para o paciente, usando seu carisma e técnicas de persuasão para sensibilizá-lo a mudar de conduta, É uma tarefa difícil, mas gratificante.

Ao lado disso, associamos medicamentos homeopáticos dinamizados como Nux Vomica, Ignatia, Tabacum, ao lado de Fitoterápicos como Kawa-Kawa, Camomila, Passiflora, Valeriana. São compostos que driblam a abstinência, ainda mais quando associadas às técnicas de relaxamento, como meditação, ioga, acupuntura

Nota da edição: Kawa-kawa (ou cava-cava), Camomila, passiflora e Valeriana podem ser consumidos como chás e ajudam a acalmar e driblar a ansiedade. Já o Mux Vomica, ignatia e Tabacum são medicamentos fitoterápicos e precisam ser discutidos com o médico sobre as dosagens indicadas. Algumas fórmulas utilizam álcool na composição.

Jolivi: A nutrição do dependente químico é um desafio? No sentido de que hoje temos a ingestão em demasia de produtos alimentícios que já se sabe serem indutores da fissura. Como pensar na ingesta de nutrientes destes pacientes?

Mundim: Realmente é difícil fugir desta realidade de alimentos processados, repletos de aditivos químicos e corantes. Fora os terríveis agrotóxicos presentes hoje em 80% das verduras, legumes e frutas. É como se estivéssemos cercados pelo poder econômico que só favorece a indústria. As embalagens são repletas de alumínio, o uso de aspartame para conservar os produtos é incondicional.

alimentação

Tudo isso é prejudicial.

Saímos dos anos 60 em que as pessoas sonhavam com um mundo melhor e para isso recorriam aos alucinógenos, para hoje buscarmos uma saída maníaca da realidade por meio de drogas euforizantes como a cocaína.

Na orientação detox para este tipo de pacientes, usamos os alimentos mais naturais possível. O uso de suco verdes e saladas especiais com legumes, leguminosas variadas é diário e constante. Inclusive trazemos o inhame e os chamados superalimentos, como o Goji Berry. O que é o Goji berry e quais são as suas propriedades terapêuticas? Clique aqui.

Recomendo ainda que deve ser reduzida a carne vermelha e carne em geral, que induzem mais agressividade dos pacientes, dando preferência a carboidratos complexos como os cereais integrais.

Jolivi: Algumas compulsões, como por doces ou compras, são mais socialmente aceitas do que a compulsão por drogas. É possível evitar a migração do comportamento compulsivo? 

Mundim: Sim, a Kawa-Kawa é bem eficiente para reduzir a compulsão em geral. Já a Gymnema Silvestres e Garcinia são eficientes para a fissura dos doces.

Além dos medicamentos homeopáticos individualizados de acordo com as características de cada paciente. O suporte terapêutico é fundamental, atrelado a pratica de exercícios físicos que reestabelecem a produção de dopamina e serotonina.

Jolivi: Por fim, avalio que o conceito de saúde mental é tão abrangente como controverso. O que significa hoje ter saúde mental? É possível separar sintomas físicos dos mentais?

Mundim: Saúde mental é o complexo sentimento de bem-estar físico e emocional, com alegria interna e plenitude de saúde bio-psíquica-social. Na visão holística que trabalhamos, não é possível separar os sintomas físicos dos mentais, já que somos um todo, uma unidade em comunhão com o universo.

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