Abra as janelas e as portas: a vida é melhor lá fora

Maior Menor

Quando resgato algumas memórias de infância de quando estive na Coreia, lembro das vezes que eu saía de casa para brincar o dia inteiro no parquinho. Corria ao ar livre, dava boas risadas com os amiguinhos e ficava me divertindo tomando sol. E o melhor de tudo é que, lá onde eu morava, apesar de ser cidade, atrás do meu prédio tinha um pequeno morro que eu subia com os meus pais para respirar um ar fresco.

Sinto falta daquela época em que eu podia sair e passear a qualquer hora. E muitas pessoas, assim como eu, passam a maior parte do tempo em ambientes fechados para trabalhar ou estudar.

Até mesmo para exercitar! Parece que hoje é mais prático frequentar uma academia do que sair para correr num lugar aberto e sentir o vento no corpo, respirar o ar puro, sentir o calor do sol, poder estar perto do mar ou das árvores, ouvir o canto dos pássaros…

Pois é, e pesquisando sobre isso, descobri que a ciência também já constatou os benefícios dos exercícios ao ar livre. E talvez esteja aí a chave para você sair do sedentarismo. Porque o que está ficando mais evidente é que escolher a rua ou parque para fazer exercícios potencializa os efeitos do mesmo.

Pesquisas comprovam…

Uma equipe de pesquisa da Universidade de Stanford de 2015, nos EUA, comparou os efeitos para o organismo de um passeio pelo parque com uma caminhada ao longo de uma autoestrada em Palo Alto (em que as suas chances de interação com o ambiente são poucas, já que o cenário é cinzento, você está dentro do carro e tudo mais).

Os resultados foram medidos por exames de imagem coletados por ressonâncias magnéticas funcionais a partir da atividade cerebral dos voluntários. As pessoas que caminharam pelo parque registraram níveis menores de pensamentos obsessivos uma redução da atividade neural, o que na avaliação dos pesquisadores significou menos risco de desenvolver doenças mentais. Legal, né? É ótimo para diminuir o estresse, como falamos aqui também.

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Não para por aí

Além disso, um estudo publicado no jornal científico Scadinavian Journal of Public Health, demonstrou que pessoas sofrendo de diferentes problemas físicos e mentais melhoraram com alguma forma de terapia envolvendo recursos da natureza, ampliando meu argumentos de que malhar ao ar livre é mais vantajoso.

Com toda esta bagagem científica, estou convencida em te fazer este convite, meu caro leitor que tem uma certa preguiça (fica a indireta para mim) ou até “medo” de sair de casa ou da academia para fazer exercícios. Sim, use o seu quarteirão, o parque ou a praça, e eu te ajudo nessa. Para isso, siga as minhas dicas:

1. Aproveite a natureza e perca a noção do tempo 

Quem vai para a academia costuma ter as horas contadas. Corre, faz aquela rotina planejada e vai embora. Mas quando vamos a um parque (como eu, que frequento um perto de minha casa), a coisa é diferente.

Quando vou para lá, sempre dou uma estendida. Faço uma série de alongamentos com a minha mãe, pulo corda e dou uma corridinha.

A atividade é mais prazerosa e, por durar mais tempo, também gera um consumo de calorias maior.

Por isso, a minha primeira sugestão é essa: aproveite seu tempo na natureza e o considere como uma espécie de terapia. Se for ao parque, encoste nas árvores, se apoie nelas para fazer o alongamento. Entre em contato com a energia da natureza, respire.

Isso tudo te ajuda a elevar seus níveis de serotonina e aconselho muitíssimo você a investir nesse tempinho com a natureza. Academia nenhuma vai te dar todos esses benefícios.

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2. Preparar para estar lá fora

Fazer exercícios ao ar livre também exige alguns cuidados especiais, como por exemplo, estar ligada na previsão do tempo.

Não que sejamos feitos de açúcar e não possamos correr na chuva. Mas é preciso estar preparada antes de sair de casa. Para sair na chuva ou no frio intenso, por exemplo, vale investir em uma blusa impermeável que te proteja contra o vento.

Já para os dias de sol, o protetor solar é indispensável porque ele bloqueia praticamente toda a radiação solar. Porém, aproveite alguns minutinhos para expor seu corpo sem o protetor solar, já que o sol é fundamental para a produção de Vitamina D.

É bom evitar os horários de sol à pino, entre 12h e 14h, que é quando a gente se desgasta mais.

A recomendação alimentar é escolher alimentos mais leves como frutas, nozes e iogurte com granola. Comidas de proteínas mais complexas (carnes o ovos) não são recomendáveis para que o peso da digestão não atrapalhe o prazer de estar ali fora praticando atividade física. Se você gosta de assuntos sobre alimentação, sugiro que conheça o nosso Remédio Natural, clicando no botão abaixo.

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Ah, e o mais importante: uma hidratação adequada. Se você sabe que vai fazer uma atividade ao ar livre, melhor começar a se hidratar no dia anterior. Com ÁGUA!!! Nada de refrigerante, hein? (Refrigerante faz muito mal e nós já falamos aqui)

3. Música, nossa companheira.

Ouvir música enquanto corre faz TODA a diferença. Dá mais energia, foco e o tempo voa. Acho uma boa dica investir em bons fones de ouvido e fazer uma playlist bem animada só para exercitar. A Jolivi até já mostrou que a música pode ser um ótimo jeito de proteger a saúde.

Também é legal ter uma playlist mais tranquila que você curta depois da corrida, para sentar, relaxar, fazer um trabalho de respiração e se acalmar. O mais importante de tudo é você achar prazer na sua atividade e estando ao ar livre, as chances de isso acontecer são muito grandes.

 

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